Funcionário anda em meio a chapas de aço em armazém de distribuição em Urayasu, leste de Tóquio. 19/04/2012 REUTERS/Toru Hanai

Vendas de aço caem 2,3 em novembro, aponta Instituto

As vendas de aços planos pela rede de distribuição totalizaram 248,8 mil toneladas em novembro, revelou o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Em comparação anual, houve queda de 2,3%, e em relação a outubro aredução foi de 2,9%.

A entidade também informou que foram compradas 256,4 mil toneladas no período, 5% a mais do que no mesmo mês de 2015 e queda de 6% de um mês para o outro. Os estoques encerraram em 919,5 mil toneladas, com giro de 3,7 meses.

Segundo o Inda, foram compradas do exterior 87,4 mil toneladas de aço plano. Isso significa que as importações tiveram um crescimento de 30% na comparação anual e uma redução de 36% na relação a outubro (mês recorde de importações no ano, que totalizou 136,4 mil toneladas). De janeiro a novembro, as importações totalizam 602,6 mil toneladas, volume que, apesar da recuperação no mês passado, representa uma queda de 59% frente o mesmo período de 2015.

Para dezembro, o instituto projeta que tanto vendas como compras de aços planos pelas distribuidoras caiam 23% em relação ao observado no mês passado.

(Fonte: Valor Econômico/Victória Mantoan

161214-minerio-de-ferro_terminal-ponta-da-madeira

Minério de ferro continua em alta e fecha com maior valor em 27 meses

Os preços do aço e de sua principal matéria­prima continuam em alta no mercado chinês, em meio à expansão da produção siderúrgica e ao crescente volume importações de commodities no país. Analistas divergem sobre continuidade do movimento, mas concordam que o nível atual não parece sustentável.

Ontem, os preços do minério de ferro com teor de 62% subiram 2,4% no porto de Qingdao, para US$ 83,58 a tonelada, segundo levantamento da “Metal Bulletin”. Esse é o patamar mais elevado para o insumo em 27 meses, desde o início de setembro de 2014. No acumulado de 2016, a alta já atinge 92%.

Na Bolsa de Futuros de Xangai, os contratos com vencimento em maio da bobina a quente, referência para aços planos, avançaram 2%, para 3.770 yuans (US$ 545,50) a tonelada, e do vergalhão ganharam 3,6%, cotados em 3.444 yuans ­ maior nível desde janeiro de 2014. Neste ano, a alta dos produtos chega a 93% e 74%, respectivamente.

O BTG Pactual, em relatório, admitiu que não conseguiu prever o repique nos preços do minério, mas continua acreditando que haverá uma virada para baixo. Nos cálculos que faz para a Vale, maior produtora da matéria­prima no mundo, a curva projetada é de US$ 55.

Os analistas Leonardo Correa e Caio Ribeiro, responsáveis pelo texto, escrevem que caso o insumo permaneça próximo de US$ 80 por tonelada durante o primeiro semestre do ano que vem, o programa de venda de ativos da mineradora precisaria ser bem menos agressivo ­ entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões ­ e a companhia já poderia pensar em pagar mais dividendos.

Esse não é o cenário principal esperado pelo banco, mas outros analistas, como Carsten Menke, do banco suíço Julius Baer, vêm alertando para a possibilidade de o preço se manter alto durante o início de 2017. A razão seria a ocorrência de tradicionais problemas de fornecimento do material por Brasil e Austrália nesta época de temporada chuvosa.

Fonte: Valor Econômico/Renato Rostás

161130-tubos-de-ao

Aço Brasil revê previsão de queda da produção de aço bruto em 2016

A crise no mercado interno e o excesso de aço no mercado internacional levaram o Instituto Aço Brasil a reduzir suas projeções para o nível de atividade do setor neste ano. A nova estimativa para a produção de aço bruto no País em 2016 é de 30,7 milhões de toneladas, o que representa queda de 7,6% em relação a 2015. Se confirmado, será o menor volume registrado desde 2009. A projeção anterior, divulgada em junho, era de uma queda na ordem de 4,3%, para 33,2 milhões de toneladas.

De acordo com o Aço Brasil, a intensidade da queda do desempenho dos indicadores da indústria siderúrgica vem diminuindo, “o que permite dizer que talvez o pior tenha passado”, diz em nota divulgada junto com as previsões. Na análise do instituto, isso não garante a recuperação vigorosa do setor devido à manutenção de fatores estruturais e conjunturais e à fraqueza da demanda doméstica.

As vendas no mercado interno devem totalizar 16,3 milhões de toneladas no ano, recuo de 10,1%, patamar semelhante ao de 2005. O consumo aparente de aço, por sua vez, deve somar 17,9 milhões de toneladas, queda de 16,2%. Até junho a expectativa era de queda de 14,4%.
“Tanto em nível de venda quanto de consumo aparente estamos retomando o patamar de 11 anos atrás. A situação do mercado interno nos levou a uma realidade de uma década atrás. Em termos de consumo paramos no tempo”, disse Alexandre Lyra, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil. “A mensagem positiva é que a queda está desacelerando, mas daí a se falar em retomada ainda temos um belo caminho pela frente”, disse.

As exportações devem somar 13,218 milhões de toneladas em 2016, queda de 3,7% em relação a 2015. A estimativa anterior era de diminuição de 3,5%, para 13,726 milhões de toneladas. Em valores o Aço Brasil estima que as vendas externas alcancem US$ 5,5 bilhões, 16,7% inferiores na comparação anual.
Já as importações são estimadas em 1,622 milhões de toneladas, recuo de 49,5% em relação ao ano passado.

O consumo aparente de aço em 2017 deverá crescer 3,5%, para 18,483 milhões de toneladas. Já as vendas no mercado doméstico podem ter alta de 3,6%, para 16,920 milhões de toneladas.
A produção de aço bruto em outubro somou 2,720 milhões de toneladas, queda de 8,8% ante o registrado no mesmo mês de 2015. De janeiro a outubro 25,638 milhões de toneladas de aço foram produzidas nas usinas do País, um recuo de 9,2%.

O consumo aparente de aço, que inclui produtos nacionais e importados, caiu 2,1% no mês, para 1,605 milhão de toneladas, e no ano já acumula um recuo de 17,6% (15,286 milhões de toneladas). Já as vendas de aço no mercado interno recuaram 5,4% no mês passado, para 1,374 milhão de toneladas. Nos dez primeiros meses do ano a comercialização de produtos siderúrgicos no mercado interno diminuiu 11,1%, somando 13,937 milhões de toneladas.

Na tentativa de compensar a perda de mercado doméstico, as siderúrgicas tentaram exportar mais, mas têm esbarrado no que chamam de “assimetrias competitivas” e no custo Brasil. Houve queda de 2,3% nas exportações no acumulado do ano. De janeiro a outubro foram exportadas 10,999 milhões de toneladas de aço. Em outubro houve queda de 23,4% ante o mesmo mês de 2015, para 931 mil toneladas.
Os ganhos com as exportações em dólar caíram 19,9%. Ao longo dos primeiros dez meses de 2016 a siderurgia obteve receita de US$ 4,537 bilhões com os embarques de aço.
Em outubro o País importou 282 mil toneladas de aço, volume 46,9% superior ao de igual mês do ano passado. No acumulado dos dez meses do ano as importações caíram 51%, somando 1,451 milhão de toneladas de aço.

Fonte>: Jornal do Comercio (POA)