Entrada da bolsa de commodities de Dalian, China 04/05/2018 REUTERS/Muyu Xu

Commodities recuam na China após notícia sobre corte na meta de crescimento do país

Os mercados de commodities da China caíram depois que o país asiático afirmou que reduziria sua meta de crescimento anual e imporia leis de segurança nacional em Hong Kong na reunião do parlamento deste ano.

A maioria dos contratos de metais, agricultura e energia nas bolsas de Xangai, Dalian e Zhengzhou fecharam em queda nesta sexta-feira.

Um trader de metais com sede em Shenzhen disse que, enquanto a decisão da China de reduzir sua meta de crescimento anual se somava ao tom de baixa do mercado, os preços das commodities já começaram a cair depois que a China disse que iria propor legislação de segurança nacional para Hong Kong em sua reunião anual do parlamento.

“O mercado está mais preocupado que esse movimento da China agrave as tensões entre a China e os EUA e outros países, e isso levará a uma maior incerteza econômica”.

Preocupações persistentes com o consumo de petróleo da China, uma vez que mantém os esforços para conter o coronavírus, também atingem os preços.

“Os baixos preços do petróleo hoje estavam relacionados não apenas com a meta de não crescimento, mas como um todo, a recuperação do petróleo não tem sido boa”, disse Xi Jiarui, analista de petróleo da JLC Consulting.

“A oferta doméstica excede a demanda. O mercado ainda está lento por causa da situação epidêmica”.

No entanto, alguns contratos como os futuros de soja de Dalian e de farelo de soja fecharam em alta.

Os futuros de minério de ferro de Dalian também obtiveram ganhos, apoiados por forte demanda doméstica, oferta reduzida e como a China prometeu aumentar o apoio fiscal à sua economia.

“Todo o mercado de commodities está fraco, já que o relatório do governo não estabeleceu uma meta de produto interno bruto, então os produtos agrícolas também estão do lado fraco”, disse Lin Qing, analista agrícola da Junrui Futures.

Produtos como farelo de soja podem receber algum apoio, já que a deterioração das relações EUA-China provocou preocupações com o fornecimento, acrescentou ela.

*Entrada da bolsa de commodities de Dalian, China 04/05/2018 REUTERS/Muyu Xu

Por Emily Chow – XANGAI (Reuters)

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Copom reduz 0,75% a.a. da taxa Selic

 

Em sua 230ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 3,00% a.a.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

  • No cenário externo, a pandemia da Covid-19 está provocando uma desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos. Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulos fiscal e monetário pelas principais economias, e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador, com saída de capitais significativamente superior à de episódios anteriores;
  • Em relação à atividade econômica, dados mensais disponíveis até o mês de março repercutem apenas parcialmente os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a economia brasileira. Indicadores de maior frequência e tempestividade, referentes ao mês de abril, mostram que a contração da atividade econômica será significativamente superior à prevista na última reunião do Copom;
  • O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária;
  • As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 2,0%, 3,3% e 3,5%, respectivamente;
  • No cenário híbrido, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a R$5,55/US$*, as projeções do Copom situam-se em torno de 2,4% para 2020 e 3,4% para 2021. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,75% a.a. e se eleva até 3,75% a.a. em 2021. Esse cenário supõe ainda que o preço do petróleo (Brent) subirá cerca de 40% até o final de 2020; e
  • No cenário com taxa de juros constante a 3,75% a.a., taxa de câmbio constante a R$5,55/US$* e a mesma premissa para o preço do petróleo, as projeções situam-se em torno de 2,3% para 2020 e 3,2% para 2021.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções.

Por um lado, o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado. Esse risco se intensifica caso a pandemia provoque aumentos de incerteza e de poupança precaucional e, consequentemente, uma redução da demanda agregada com magnitude ou duração ainda maiores do que as estimadas.

Por outro lado, políticas fiscais de resposta à pandemia que piorem a trajetória fiscal do país de forma prolongada, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco e gerar uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária.

O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 3,00% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2021.

O Copom entende que, neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reforça que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional. O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo.

Dois membros do Comitê ponderaram que, mesmo com a possibilidade de elevação da taxa de juros estrutural, poderia ser oportuno prover todo o estímulo necessário de imediato, em conjunto com a sinalização de manutenção da taxa básica de juros pelos próximos meses, de modo a reduzir os riscos de não cumprimento da meta para a inflação de 2021.

Entretanto, foi preponderante a avaliação de que, frente à conjuntura de elevada incerteza doméstica, o espaço remanescente para utilização da política monetária é incerto e pode ser pequeno. Assim, o Copom optou por uma provisão de estímulo mais moderada, com o benefício de acumular mais informação até sua próxima reunião.

Para a próxima reunião, condicional ao cenário fiscal e à conjuntura econômica, o Comitê considera um último ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da Covid-19. No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do  seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

*Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio R$/US$ observada nos cinco dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom.

Com informações Banco Central do Brasil – Foto Guilherme Gomes/G1

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Porto de Paranaguá tem exportação recorde de grãos

O Porto de Paranaguá fechou março com a maior movimentação mensal já registrada no Corredor de Exportação. Foram embarcadas pelo porto paranaense 2,4 milhões de toneladas de soja, em grão e farelo. O volume é 51% maior que o movimentado no mesmo mês de 2019 e supera em mais de 180 mil toneladas o recorde anterior, de 2,2 milhões de toneladas, alcançado em junho do ano passado.

De acordo como diretor-presidente Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado positivo, mesmo diante das adversidades da Covid-19, mostra a eficácia das medidas de segurança adotadas, desde janeiro, pela empresa pública. “Nossa preocupação com a saúde dos trabalhadores portuários, caminhoneiros e tripulantes sempre está em primeiro lugar. Precisamos garantir um ambiente seguro para que eles tenham confiança e mantenham os serviços que são essenciais para o País”.

Segundo ele, o novo recorde também comprova a força do agronegócio. “A safra foi muito boa e o câmbio foi favorável para as exportações. Os portos do mundo todo têm um papel importante para a segurança alimentar e estão inseridos em uma cadeia de negócios que gera milhões de empregos, no campo e na indústria”, completa.
CORONAVÍRUS – Os portos paranaenses foram os primeiros do Brasil a montar uma estrutura completa para o atendimento primário de saúde, no cais e no pátio de triagem de caminhões. Equipes médicas atendem 24 horas, todos os dias, com aferição de temperatura, orientações e o devido encaminhamento dos casos necessários.

A empresa pública também adquiriu 20 mil litros de álcool em gel; 144 litros de sabonete antisséptico (usados em ambientes hospitalares); 5 mil pares de luvas; 10 mil unidades extras de máscaras cirúrgicas; 21 tendas e cabines elevadas; 200 metros lineares de grade de isolamento, 32 chuveiros, 60 pias e lava-pés com hipoclorito de sódio.

SOJA – A exportação de soja foi a grande responsável pelo desempenho histórico. Nove terminais privados e dois públicos do complexo movimentaram 2 milhões de toneladas em grãos e cerca de 463,6 mil toneladas de farelo. A carga encheu, no mês, os porões de 40 navios.

O setor, que no primeiro bimestre do ano estava apreensivo com o atraso no plantio, comemora. Segundo Helder Catarino, representante da Interalli e um dos diretores da Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (ATEXP), a falta de chuva no final do ano passado atrasou a colheita para o final de fevereiro e o início de março.

“Com o avanço da colheita no último mês, tivemos um cenário mais favorável. Boa oferta, portos com capacidade estática, espaço operacional para receber a colheita forte e uma programação de navios que garantiu a saída e o giro da mercadoria”, desatacou Catarino.

No primeiro trimestre, o Corredor de Exportação de Paranaguá movimentou 4,72 milhões de toneladas de granéis. Desse total, 3,3 milhões de soja em grão, 1 milhão de farelo de soja e 297 mil toneladas de milho. O volume movimentado nos três primeiros meses de 2020 é quase 12% maior que o registrado no mesmo período de 2019.

Expectativa é exportações manterem alta nos próximos meses

O diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, estima que as exportações vão manter a alta nos próximos meses. O setor portuário considera as projeções atuais de demanda por alimentos e o bom ritmo da safra brasileira. Para os próximos meses são esperados 6,43 milhões de toneladas de soja, já comercializadas.

“O Governo do Estado adotou medidas muito firmes no combate ao novo coronavírus e deixou claro que as estradas e ferrovias, além das atividades essenciais para o transporte, como restaurantes, borracharias e mecânicas, devem permanecer abertas”, comenta Garcia.

O movimento de caminhões para descarga de granéis no Porto de Paranaguá está acima da média. Somente em março, 55.835 passaram pelo Pátio de Triagem da empresa pública. A quantidade supera em 5 mil veículos a marca histórica registrada em 2019, com 50,9 mil caminhões recebidos.

Na página do Departamento de Estradas de Rodagem (www.der.pr.gov.br) os motoristas encontram uma lista de estabelecimentos comerciais em funcionamento no entorno das principais rodovias paranaenses.

Fonte: AEN

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INCOTERM 2020. Afinal o que mudou?

Este é o “tema da moda em comex”. Aqui vamos fazer um resumão do que mudou, sendo importante esclarecer que o tema interessa mais à área comercial para orientar clientes e aos advogados que prestam consultoria jurídica em negócios internacionais.

Vamos lá ver o que mudou.

1. FCA: Agora o comprador pode instruir o transportador a emitir o BL a bordo para o vendedor após o embarque.

2. CIF e CIP: O CIF o seguro é somente durante o transporte; CIP o seguro terá cobertura máxima – Cláusula (A).

3. FCA, DAP, DPU e DDP. Presume transporte por meios próprios.

4. Inclusão de transparência das obrigações e segurança no transporte e custos envolvidos. Não terá mais “taxa surpresa” ao consignatário. Notas A9 e B9.

5. Inclusão da “Nota Explicativa” para detalhar os direitos e obrigações.

6. Substituição do termo DAT pelo DPU: Explicita que a entrega da mercadoria pode ocorrer em local nomeado, e não apenas em um terminal, o que será útil para depósitos contratados.

Vale ressaltar que as formalidades aduaneiras (desembaraço) nesse caso são de responsabilidade comprador/ importador.

Sidnei Lostado é formado em Direito; especialista em advocacia aduaneira e tributária

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Siscomex sai do ar em 2020, dando espaço a novas funcionalidades do Portal Único Siscomex

O Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que entrou em operação a partir de 1993, sairá do ar em 2020, pois o governo federal está “migrando” para o Portal Único Siscomex – iniciativa de desburocratização e reformulação dos processos de importação, exportação e de trânsito aduaneiro. O objetivo dessa mudança é tornar esses fluxos mais eficientes e integrados entre o próprio governo e os operadores envolvidos no comércio exterior.

E uma das principais funcionalidades disponibilizadas pelo Portal Único Siscomex, desde 2018, é a Declaração Única de Importação (Duimp), espécie de documento digital do processo de importação, com informações que caracterizam a operação no âmbito aduaneiro, administrativo, comercial, financeiro, fiscal e logístico. No portal, os operadores do comércio exterior já fazem a Declaração Única de Exportação (Due), conhecida anteriormente como Declaração de Exportação (DE).

A Duimp vai substituir a Declaração de Importação (DI), Declaração Simplificada de Importação (DSI), Licença de Importação (LI) e a Licença Simplificada de Importação (LSI), as duas últimas no que se referem às inspeções. A ferramenta está sendo implantada de forma gradual e a expectativa inicial era de que todas as empresas importadoras e despachantes aduaneiros com certificado digital dessem início ao uso da Duimp em 2020. Mas a data exata ainda não estaria definida.

Em seminário sobre o programa brasileiro Operador Econômico Autorizado (OEA), ocorrido na última terça-feira, 10 de dezembro, em São Paulo, numa parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (8ª Região Fiscal), representantes do programa teriam confirmado aos participantes que a Duimp está concluída em apenas 20% e que seriam necessários ao menos mais dois anos para ser totalmente implementada.

Seguindo os princípios do Portal Único Siscomex, a Duimp foi implementada para simplificar e desburocratizar os procedimentos aduaneiros na importação, de modo a reduzir o tempo e o custo do processo para os operadores e órgãos de controle, e, assim, tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado internacional.

O projeto de reformulação do comércio exterior brasileiro é responsabilidade das equipes técnicas da Receita Federal do Brasil (RFB) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já a iniciativa de desburocratização e integração dos processos de importação e exportação, introduzidas pelo Portal Único Siscomex, é resultado do compromisso assumido pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), no âmbito do Acordo de Facilitação de Comércio.

Mudanças exigem qualificação constante do profissional despachante

Já que a palavra de ordem no comércio exterior brasileiro é eficiência, essa também deve ser a busca constante do profissional despachante e do ajudante, principalmente no que se refere às novas funcionalidades disponibilizadas no Portal Único Siscomex.

E a Adab Brasil está trabalhando para ajudar seus associados a se qualificar e aperfeiçoar seus conhecimentos no setor, prospectando parcerias com instituições para oferecer cursos de formação e requalificação no ano de 2020, segundo informa o presidente da entidade, Valter Rezende.“Estive em Santos, nos últimos dias, temos uma agenda de reuniões, e já estamos conversando com profissionais e instituições para tentar garantir formação e ajudar a reinventar o profissional. Vem coisas boas por aí”, garantiu Rezende.

Fontes: Blogs Aprendendo a Exportar (Governo Federal), Allog e Faz Comex

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Santos Brasil recua após vencer disputa por área no Porto de Santos

A Santos Brasil informou que, no âmbito do Edital de Processo Seletivo para explorar provisoriamente a área 2 no cais do Saboó, na margem direita do Porto de Santos, teve sua oferta como a melhor classificada.

Com isso, nos primeiros negócios da manhã desta quinta-feira, as ações eram negociadas com queda de 0,55% a R$ 7,22, por volta das 10h38.

Trata-se da exploração transitória de uma área de 42.000 m2, pelo prazo de 180 dias, onde a companhia movimentará carga geral (celulose e veículos), reforçando a sua participação no Porto de Santos e a ampliação dos serviços ofertados à sua base atual e potencial de clientes, também na margem direita do porto.
De acordo com as regras do Edital, a companhia deve apresentar os documentos de qualificação em até cinco dias úteis, cujo prazo expira no próximo dia 26 de novembro de 2019.

Uma vez declarada habilitada e homologado o resultado do Processo Seletivo Simplificado, bem como publicada a resolução autorizativa da Antaq, a Santos Brasil será convocada para a assinatura do respectivo contrato de transição em cinco dias úteis mediante Ato Convocatório divulgado no sítio eletrônico da Codesp.

Para o BTG Pactual, o negócio, apesar do pequeno impacto financeiro, é estratégico para a companhia, o que mantém a recomendação de compra do ativo. Na visão dos analistas, o pequeno reflexo se explica pela duração de curto prazo de 180 dias (as regras de renovação ainda não estão claras) e sua pequena área de 42k m2 ( 7% do Tecon Santos).

Como o terminal está ocioso, a companhia precisa de um tempo para tornar a área operacional novamente. Mas a mudança (ainda que pequena) é estrategicamente positiva, pois: permite à Santos Brasil operar na margem oposta do Porto de Santos; além de levar a empresa a explorar uma área que deve ser licenciada no futuro, fornecendo informações úteis sobre o ativo, criando uma oportunidade para operar novos tipos de carga (por exemplo, celulose). Também fortalece a posição competitiva em Santos.

Fonte: Space Money

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China é o destino final de 27,8% das exportações totais brasileiras até outubro, aponta Icomex da FGV

Rio de Janeiro – A China é o principal destino das exportações brasileiras, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV), com 27,8% dos produtos exportados pelo Brasil. A diferença para o segundo colocado, os Estados Unidos, ficou em 14,7 pontos percentuais. A participação da China no comércio exterior brasileiro supera até a do bloco da União Europeia, que soma 16,3%. Os dados foram divulgados hoje (13).

A recessão na Argentina influenciou o percentual de 4,4% daquele país. Esse resultado é o segundo menor na série histórica, que começou em 2000. O outro desempenho desfavorável foi em 2002. Com queda no PIB de 10,9%, a participação da Argentina nas exportações brasileiras ficou em 3,8%.

O indicador, que calcula de forma mais detalhada o nível de atividade dos setores produtivos, analisa dados da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e da Argentina. Além desses países, que compõem o grupo Demais da América do Sul, o Icomex inclui informações da China, dos Estados Unidos e da União Europeia. De acordo com a FGV, esses países/regiões somam 69,6% das exportações totais brasileiras no acumulado do ano até outubro. No mesmo período as importações representaram 66,9%.

Balança comercial

O Icomex indica que os superávits da balança comercial do Brasil são influenciados pelo comércio exterior com a China. No acumulado até outubro, o saldo da balança somou US$ 34,9 bilhões. Só com a China, foi US$ 21,4 bilhões. O grupo Demais da América do Sul teve saldo de US$ 6,4 bilhões e a União Europeia de US$ 2 bilhões.

Apesar de ser o principal mercado das compras externas brasileiras, a diferença dos percentuais nas importações da China no mês é menor em relação aos Estados Unidos e a União Europeia. No caso da América do Sul, a diferença é de 8,6 pontos percentuais.

Recuo

Segundo a FGV, os volumes exportados caíram em todos os mercados, com exceção dos Estados Unidos, que registrou aumento de 13,3%. A queda de 10% nos preços das exportações no período favoreceu o aumento de 2% no valor exportado, apesar da elevação em mais de 10% no volume. O petróleo foi o principal produto exportado, seguido das semimanufaturas de aço. Os destaques da lista das principais exportações com variação positiva são a gasolina (332%), o etanol (25%) e outras manufaturas (44%). Para a China, o volume exportado caiu 2,8% e a Argentina, que enfrenta recessão, registrou queda de 35,9% no volume e 38,4%, em valor.

O maior aumento nas importações foi registrado com os Estados Unidos, que tiveram de 13% de elevação no volume, seguido da China com 1,6% e recuo nos demais mercados. A principal importação do Brasil dos Estados Unidos são os óleos combustíveis e o principal produto exportado o petróleo bruto.

Na visão da FGV, o resultado mostra um comércio associado à questão da infraestrutura de refino no território brasileiro.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Porto de Paranaguá faz embarque recorde de grãos em um único navio

O Porto de Paranaguá faz nesta semana a segunda maior operação de granéis de sua história em um único navio. Serão 89 mil toneladas de farelo de soja, carregadas no Kang Xin Hai, que tem 254 metros de comprimento e segue para o porto de Amsterdã, na Holanda. A operação movimenta o equivalente a 3 mil caminhões de produto e o embarque durará sete dias.

Com bandeira panamenha, o gigante atracou no dia 13 desse mês, vindo de Cingapura. Até o final da manhã desta segunda-feira (18), haviam sido carregadas 50.581 toneladas de grãos. A expectativa é de que o navio zarpe nessa terça (19).

“A escolha de Paranaguá para uma movimentação deste porte considera que temos capacidade e agilidade de escoamento. Não se trata apenas de receber o navio e ter estrutura de cais, mas também toda a parte de armazéns, esteiras de transporte, chegada organizada dos caminhões e qualidade na classificação dos produtos”, destaca o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira.

O carregamento é realizado no super berço 2014, que opera no sistema em pool, único no Brasil que permite que um mesmo navio receba mercadorias de diferentes produtores. A carga que vai encher os porões do Kang Xin Hai sairá de três terminais: Cotriguaçu (25 mil toneladas), Coamo (48,5 mil toneladas), Cargill (15,5 mil toneladas).

HISTÓRICO – Em maio deste ano, o Porto de Paranaguá recebeu o navio chinês Lan Hua Hai, também com 254 metros de comprimento – o equivalente a dois campos de futebol como o do Estádio Maracanã. A diferença entre o navio chinês e o panamenho está no embarque. O primeiro embarcou 90 mil toneladas, uma a mais que aquele que atracou na semana passada.

 

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Acordo com EFTA poderá gerar aumento de US$ 12 bilhões no fluxo de comércio do Brasil em 15 anos

O acordo firmado pelo Mercosul com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA na sigla em inglês) poderá gerar um aumento de US$ 5,9 bilhões e de US$ 6,7 bilhões nas exportações e nas importações totais brasileiras, respectivamente, totalizando um aumento de US$ 12,6 bilhões na corrente comercial do país em um prazo de até quinze anos.

Na avaliação do Ministério da Economia, o acordo poderá contribuir também para um incremento substancial de investimentos no Brasil, da ordem de US$ 5,2 bilhões nesse período.

De acordo com o Ministério, o acordo criará condições mais favoráveis para os produtores e exportadores dos países do bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Alguns dos produtos que serão beneficiados com melhores condições de acesso ao mercado europeu são carne bovina, carne de ave, vinhos, milho, mel, frutas e óleos vegetais.

Como resultado deste acordo, a EFTA, bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, eliminará as tarifas para quase a totalidade dos produtos manufaturados do Mercosul, como couro e lã, melhorando notavelmente a inserção deles no mercado europeu.

Além disso, vários produtos agrícolas serão beneficiados com isenção de impostos, como as frutas cítricas, maçãs, pêssegos, nectarinas, mirtilos, ameixas, legumes, leguminosas, trigo, malte, arroz, soja, nozes, carne enlatada, preparações cítricas como compotas, geleias e purês, sucos de fruta, alimentos para animais e produtos da pesca.

Os países da EFTA representam uma zona de livre comércio que compreende 14 milhões de habitantes, com um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 1,1 trilhão. Juntos, se posicionam em quinto lugar no ranking mundial de comércio de serviços e em nono lugar no comércio de bens. Suíça, Noruega e Islândia estão entre os cinco países com maior poder aquisitivo do mundo.

Carne e azeite

Em relação à carne bovina, por exemplo, a Suíça concederá ao Mercosul uma cota de 3 mil toneladas do produto isentas de impostos. Em relação ao azeite, essa cota será de mil toneladas do produto com isenção.

Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo garantirá acesso mútuo em setores de serviços, como comunicação, construção, turismo, transportes e serviços financeiros.

O acordo, na avaliação do Ministério, “contará com obrigações de transparência em compras públicas e fomentará a concorrência nas compras do Estado, resultando na otimização da relação custo-benefício das licitações e na economia de recursos públicos. Os compromissos acordados garantirão às empresas brasileiras acesso ao mercado de compras públicas da ETA, avaliado em cerca de US$ 85 bilhões”.

O acordo contém um capítulo específico sobre desenvolvimento sustentável, no qual reafirma os compromissos multilaterais dos países em matéria de trabalho infantil, trabalho forçado, liberdade de associação, entre outros, a fim de alcançar um crescimento econômico sustentável e inclusivo e erradicar a pobreza. O documento reafirma também os compromissos em questões ambientais assumidos no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

Após 10 rodadas de negociações, iniciadas em 2017, o acordo comercial foi firmado na última sexta-feira (23). O texto terá de ser votado pelos parlamentos dos países-membros para entrar em vigor. O acordo poderá entrar em vigor bilateralmente, uma vez que seja ratificado por um país da EFTA e um do Mercosul.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Porto do Açu discute igualdade de gênero no Agosto Lilás

Sob o tema “As mulheres devem ser umas pelas outras”, a Porto do Açu promoveu uma mesa redonda com profissionais mulheres engajadas com a temática da igualdade de gênero, neste mês do Agosto Lilás. A iniciativa foi inspirada na campanha que busca a sensibilização, o diálogo e a informação da população acerca dos direitos da mulher em situação de violência doméstica. O debate contou com a participação de colaboradoras de diferentes empresas instaladas no complexo.

“O cenário atual está nos convidando a refletir sobre gênero e a colocar em pauta o respeito à figura da mulher, que vem assumindo papeis importantes na sociedade e conquistando seu espaço. A ideia é fomentar este debate dentro do ambiente de trabalho para que, desta forma, a conscientização se estenda para outras esferas”, afirmou a coordenadora de Responsabilidade Social da Porto do Açu, Izabel Sousa.

A mesa redonda foi composta pela jovem Tamillys Lírio, presidente da ONG Nação Basquete de Rua e membro da ONU Brasil, Kelly Viter, secretária geral adjunta da OAB Campos e presidente da OAB Mulher, além de Cristine Azevedo, arteterapeuta, coach e presidente do Conselho da Mulher de São João da Barra, com mediação do jornalista e advogado Luiz Mário Concebida.
Durante o debate, foram apresentados os direitos da mulher ao longo da história e as conquistas femininas dentro da Constituição, como a Lei Maria da Penha, que completa 13 anos neste mês. A mesa redonda também abordou os desafios da mulher no mercado de trabalho, as diferenças de cargos e salários e as atitudes sexistas da sociedade em geral.

“É muito importante levantarmos este assunto dentro do ambiente corporativo, afinal uma das formas mais eficazes de se estabelecer a equidade de gênero é através da oportunidade de trabalho. Por isso, defendemos a independência financeira da mulher e uma ocupação igualitária em relação ao homem no mercado”, ressaltou a palestrante Kelly Viter.

As empresas do Porto do Açu, inseridas em um mercado reconhecido por ser majoritariamente masculino, atuam para aumentar a representatividade feminina no complexo. Recentemente, a GNA – Gás Natural Açu, que desenvolve o maior parque termelétrico da América Latina no empreendimento, qualificou uma turma de soldadores composta exclusivamente por mulheres. Atualmente, mais de 280 mulheres trabalham nas obras do hub de gás do Açu. O time feminino também ocupa cargos de liderança dentro do complexo, como na direção Comercial da Porto do Açu, com Tessa Major, e na presidência da BP Prumo, com Letícia Villa-Forte.

Participaram do debate sobre gênero as empresas Porto do Açu – que administra o complexo, Gás Natural Açu – GNA, Ferroport, NOV, B-Port, Acciona, Andrade Gutierrez e WorleyParsons.

Fonte: nfnoticias