Canal do Panamá Expandido recebe sua maior embarcação até agora

O Canal do Panamá completou nesta quinta-feira (16) um teste de trânsito do navio porta-contêineres “Tritón”, da Evergreen, É a maior embarcação de contêineres a trnasitar na eclusa do canal expandido, desde sua inauguração em junho de 2016.

O neopanamax “Triton” estabeleceu um novo recorde de TEUs permitidos, 15.313. O navio mede 51,2 metros de boca e 369 metros de comprimento.
Em junho de 2018, o canal aumentou o feixe de 49 metros para 51,25 metros, como consequência do treinamento e experiência adquiridos pela equipe durante a operação das eclusas neopanamax em quase três anos. Essa expertise, aliada à colaboração com o cliente, também contribuiu para que a rota pudesse receber o navio, apesar de este ultrapassar o comprimento máximo de 366 metros.

O “Triton” opera o serviço Evergreen Extremo Oriente – Costa Leste dos Estados Unidos (AUE) como parte da rede da Ocean Alliance, que conecta os portos da Ásia e da costa leste dos Estados Unidos através do Canal do Panamá.

O serviço AUE consiste em 11 embarcações que variam em tamanho, de oito mil a 14 mil TEUs. A aliança inclui a chinesa Cosco Shipping, a Orient Overseas Container Lines (OOCL), a CMA CGM Group e a Evergreen, que estão entre os maiores clientes em volume do Canal do Panamá.

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Navio que transportava carros para o Brasil afunda na França

Navio Grande America trazia modelos da Audi para o País e afundou após incêndio a bordo na costa da França. Não houve feridos.
Um navio que transportava carros importados da Audi para o Brasil naufragou no Golfo de Biscaia, na costa da França. A embarcação sofreu um incêndio a bordo na noite do último dia 10 de março e, apesar dos esforços, não foi possível evitar o afundamento.
Segundo o Grupo Grimaldi, que operava o navio Grande America, o fogo começou em alguma carga transportada pelo navio. Nenhum dos 26 tripulantes e o único passageiro se feriram no incidente. O grupo foi resgatado por uma embarcação da marinha britânica e levado para a cidade de Brest, na França.

O Grupo Grimaldi agora trabalha em cooperação com as autoridades francesas para evitar danos ambientais com possíveis vazamentos de combustíveis e da carga que afundou junto com o navio.

Audi a bordo
Segundo a Audi, unidades de A3, A5, Q7, RS4 e RS5 estavam a bordo do Grande America. Os concessionários que tinham pedidos a bordo da embarcação receberão informações sobre medidas futuras.

Estadão

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Outro navio da Grimaldi transportando veículos pega fogo

O navio italiano Grande Europa, IMO 9138381, operado pela Grimaldi Euromed, transportando 1843 veículos pegou fogo na manhã de 15 de maio de 2019 no Mediterrâneo, ao sul de Palma de Mallorca na Espanha, quando viajava de Nápoles na Itália para Valência na Espanha.

O navio saiu do controle por volta das 03:30 UTC e vários navios e barcos de combate a incêndios auxiliaram no salvamento, 25 tripulantes permaneceram a bordo e ajudaram na extinção do incêndio, outros 14 foram resgatados por helicópteros.

Aparentemente o fogo foi restrito aos compartimentos da superestrutura do navio, nas cabines e compartimentos de serviços. Após o controle do incêndio, o navio foi rebocado para Palma de Mallorca.

Em março de 2019, outro navio operado pela Grimaldi, o Grande América, também pegou fogo e afundou no Golfo de Biscaia durante uma viagem de Hamburgo, na Alemanha, para Casablanca, no Marrocos.

Ambos navios operados pela Grimaldi foram construídos há mais de 20 anos, uma restrição para a contratação do seguro de cargas. De acordo com as condições do seguro de transporte internacional, para viagens em navios com mais de 20 anos, é preciso a autorização da seguradora.

Aparecido Rocha – insurance reviwer

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China reage a taxação anunciada por Trump e aumenta tarifas sobre produtos dos EUA

Brasília – Em resposta à mais recente taxação sobre produtos chineses anunciada pelos Estados Unidos (EUA), a China afirmou ontem (13) que vai aumentar de 5% para 25% as tarifas sobre mais de 5 mil produtos americanos com valor equivalente a 60 bilhões de dólares e que vão de baterias a espinafre e café.

A medida, que deve entrar em vigor em 1º de junho, agrava a guerra comercial entre os dois países. Uma tarifa adicional de 25% será imposta sobre mais de 2.400 produtos, incluindo gás natural liquefeito, e outra de 20% sobre cerca de mil produtos, afirmou o Ministério das Finanças chinês.

“O ajuste feito pela China em tarifas adicionais é um a resposta ao unilateralismo e protecionismo dos EUA. A China espera que os EUA voltem para o caminho correto do comércio bilateral”, disse o ministério.

O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Geng Shuang, afirmou que “a China jamais se renderá a pressão externa”.

Na última sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, elevou para 25% as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 bilhões de dólares de bens importados da China, atingindo mais de 5 mil itens. Trump argumentou que Pequim recuou em relação a compromissos alcançados em meses de negociações.

O presidente americano alertou via Twitter seu homólogo chinês, Xi Jinping, de que a China “será fortemente ferida” se não aceitar um novo acordo comercial. Pequim tinha “um grande acordo, quase completo e recuou”, escreveu. “A China não deveria retaliar ou só ficará pior.”

O presidente insistiu que as tarifas impostas pelos EUA a milhares de produtos chineses não prejudicam os consumidores americanos. O assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow contradisse o presidente ao afirmar que tanto consumidores quanto empresas dos EUA arcam com as tarifas. “Ambos os lados vão pagar”, disse à emissora Fox News.

Na última sexta-feira, o governo chinês já havia prometido adotar “contra medidas necessárias” em resposta à escalada do conflito comercial provocada por Trump. O cenário de incerteza provocou queda em ações mundo afora nesta segunda.

As novas tarifas devem prejudicar exportadores de ambos os países, assim como empresas europeias e asiáticas que comercializam produtos entre os EUA e a China ou fornecem componente e matérias-primas para que os bens sejam fabricados.

Com informações da Agência Brasil

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Codesp analisa propostas para obra de dragagem

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, analisa sete propostas de empresas – duas delas em consórcios – para a realização da dragagem de manutenção do Porto de Santos por seis meses. As ofertas foram apresentadas pelos representantes das firmas a técnicos da estatal na manhã da última sexta-feira (10).

Essa avaliação integra o processo de contratação emergencial da dragagem do complexo marítimo santista. Ele foi necessário pois o serviço de retirada de sedimentos do canal de navegação, da bacia de sedimentos e dos berços do complexo marítimo, previsto no atual contrato, foi concluído no início do mês passado. Essa atividade era feita pelo consórcio formado pelas empresas Van Oord Operações Marítimas e Boskalis do Brasil, contratado pelo então Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, hoje Ministério da Infraestrutura.

A Codesp consultou 12 empresas para uma “eventual contratação de dragagem emergencial”, informou, em nota, a assessoria de imprensa da companhia. Apenas sete enviaram propostas – uma informou não estar interessada e quatro não retornaram o convite.
Ainda de acordo com a Docas, as concorrentes aprovadas tecnicamente terão suas ofertas avaliadas considerando “o melhor preço e menor prazo de mobilização de equipamento para realizar o serviço”.

A Codesp prevê que a análise das propostas ocorrerá nas próximas semanas. Mas destaca que “só assinará o contrato da dragagem emergencial se houver risco de perda de calado operacional, enquanto a dragagem ordinária não é contratada”.

Paralelamente a esta licitação, a Autoridade Portuária prepara uma outra concorrência para contratar o serviço, dessa vez por dois ou três anos. Mas, conforme já revelou o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Casemiro Tércio Carvalho, esse próximo contrato terá uma cláusula rescisória, a ser aplicada caso o Governo Federal aprove a concessão do canal para a iniciativa privada – projeto já em estudo pela equipe da Docas.

Em entrevistas recentes a A Tribuna, Tércio descartou um risco imediato de perda de calado (profundidade necessária para a navegação) do Porto, mesmo com os trabalhos de dragagem interrompidos. Segundo ele, há uma certa margem de segurança até o final do semestre. “Há um colchão de sedimentação. Um dispositivo para caso a dragagem tenha que ser interrompida por dois ou três meses”, afirmou o diretor-presidente.

Fonte: A Tribuna

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Chile lidera ranking dos fornecedores de vinhos ao Brasil no primeiro trimestre do ano

São Paulo – O mercado de vinhos importados no Brasil cresceu 5,7% em volume no 1º trimestre de 2019, apesar de sofrer queda de 2,1% em valor (contabilizado em dólar), de acordo com os dados de auditoria de importação da Ideal Consulting.

O mercado de importados, incluindo champagne, espumantes, proseccos e vinhos, movimentou neste período US$ 67.26 milhões contra US$ 69.48 milhões no último trimestre de 2018.

O Chile continua na liderança do mercado, no segmento de vinhos, apresentando aumento em volume (15,3%, 902.179,3 caixas com nove litros) e em valor (8,7%, US$ 23,885.628,9 dólar FOB), seguido de Portugal (0,9% de crescimento, 380.757, e queda de 7,8% em valor, US$ 10,297.165,3), Argentina (queda de 4,5% em volume, 296.489,9 e queda em valor, US$ 9,698.272,1), Itália (aumento de 10,1% em volume, 290.294,9 e aumento em valor de 1,1%, US$ 7,742.339,8) e França (aumente de 18% em volume, 134.267,8 e queda em valor de 12,2%,, US$ 4,723274,9).

“Chama a atenção o crescimento da importação no primeiro trimestre motivado principalmente pelo otimismo do trade do vinho no final de 2018 em relação a uma eventual melhora da economia”, diz Felipe Galtaroça, diretor da empresa de auditoria Ideal Consulting.

“A tendência, no entanto, é de estagnação ou de queda no nível de importação para o próximo trimestre por causa da combinação de estoque alto dos importadores e taxa de câmbio desfavorável à importação”, complementa Felipe.

Para Angelica Valenzuela, diretora comercial da Wines of Chile, “as vinícolas chilenas têm realizado um grande esforço de marca e de desenvolvimento de produto em todos os mercados em que atua para continuar oferecendo um mix de produtos premium para atender a crescente demanda de qualidade. Nossa indústria opera baseado no tripé de diversidade, sustentabilidade e inovação, associada a um país que não para de investir para levar o seu nome para todo o mundo”.

A Wines of Chile foi criada com o nome de Associação de Vinhos do Chile, em abril de 2007, com o propósito de unificar os esforços da indústria chilena de vitivinicultura. A entidade reúne 74 produtores, que abrangem as diversas regiões vinícolas e é presidida por Mario Pablo Silva.

Com informações da Wines of Chile

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Porto de Santos tem queda de 7,2% no movimento de cargas

A movimentação de cargas no Porto de Santos, no mês passado, teve uma queda de 7,2%. O resultado negativo influenciou no balanço do primeiro trimestre, divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que teve recuo de 1,5%, se comparado ao mesmo período de 2018. Neste ano, já foram movimentadas 30,4 milhões de toneladas.

A diminuição no escoamento da safra de soja para exportação e as retrações nos embarques de açúcar e desembarques de adubo contribuíram para o resultado. Só essas três cargas representaram uma perda de quase 650 mil toneladas, ante ao primeiro trimestre do ano passado.

A redução da movimentação geral verificada em março inverteu a tendência de alta registrada nos dois primeiros meses, inclusive com o total de fevereiro ultrapassando de forma inédita a marca de 10 milhões de toneladas.

A carga conteinerizada também registrou queda no último mês, uma redução de 8,5% na tonelagem e de 11,6% no total de TEU (unidade de contêiner equivalente a 20 pés).

O cenário negativo segue com a queda no fluxo de navios. No trimestre, o recuo foi de 4,1%. Considerando apenas os navios de cargas (excluindo os de passageiros, de guerra e outros), o volume das atracações foi reduzido em 4,7%, elevando a consignação média para 27.555 toneladas por navio, refletindo um ganho de quase 3,4% de produtividade.
Perspectiva para a soja

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reviu, neste mês, a estimativa de produção e exportação da soja brasileira para o ano.

A situação reduz a expectativa apontada em dezembro, quando estava previsto o embarque de 81 milhões de toneladas. Agora, a previsão é de fechar 2019 com 79,5 milhões de toneladas.

Em 2018, a redução das exportações americanas da commodity para a China contribuiu para ampliação das vendas brasileiras.

Pontos positivos

No total acumulado neste primeiro trimestre, destaque para a movimentação do complexo soja – composto por grãos e farelo a granel. Ainda em alta, o crescimento atinge 9,1%.

Os carregamentos de celulose solta e conteinerizada aumentaram 8,7% neste começo de ano. A carga já ocupa a quarta posição no ranking das mercadorias mais exportadas.

O embarque de café e carnes conteinerizados, assim como as descargas a granel de óleo diesel e gasóleo, também aumentaram em março.

Fonte: A Tribuna

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Foco na oferta x demanda continuará elevando fretes marítimos

Uma melhor gestão da oferta e demanda de navios por parte dos armadores vem contribuindo para o fretes marítimos aumentarem. A avaliação é da Solve Shipping, que percebe um aumento gradativo dos fretes desde 2018, sobretudo a partir do quarto trimestre quando foram registrados aumentos de até 20% nos fretes de exportação do Brasil. A tendência, segundo a consultoria, é que os fretes fechem 2019 com média superior ao ano passado e que em 2020, além de um equilíbrio entre oferta e demanda ainda maior, os fretes também sejam impactados pela mudança de combustível dos navios. A avaliação do mercado é que os fretes continuarão a variar muito conforme a utilização dos navios e que a “receita” de negociação para uma determinada rota ou serviço não necessariamente se aplicará às demais.

A leitura é que os armadores estão utilizando todas as estratégias disponíveis para recuperarem as perdas registradas nos últimos 10 anos, inclusive com a falência de grandes armadores como a sul-coreana Hanjing Shipping. Os grandes proprietários de navios sabem que enquanto o frete cai rápido, por outro lado a subida dos preços demora. Um exemplo é que, nos dois primeiros meses de 2019, foram retiradas 35 viagens entre Ásia e EUA, o que representa redução de 20% nessa rota. As empresas também anunciaram mais de 10 cancelamentos de viagens na mesma rota para março e abril. Já na rota Brasil-Ásia, com o cancelamento de três escalas no mês de março, houve reduções de 19% e 12,5% nas capacidades de importação e de exportação, respectivamente.

Muitas vezes é mais vantajoso para o armador bancar os custos de retirar um navio de circulação e mantê-lo parado por uma viagem do que arcar com os custos da perda de receita gerada ao operá-lo por meses com baixa utilização, pressionando os fretes pra baixo. “Os armadores estão fazendo o dever de casa deles para manter certo equilíbrio oferta x demanda para que os fretes parem de cair e voltem a subir”, analisa o sócio-consultor da Solve, Leandro Carelli Barreto.
Barreto considera a diminuição do número de players no mercado como processo de seleção natural, fruto da sobre capacidade que o setor vivencia há 10 anos. A primeira onda veio com a crise econômica mundial de 2008, que fez com que os armadores: reduzissem a velocidade dos navios (para aumentar a demanda por navios), demolissem navios antigos, cancelassem encomendas e postergassem entregas. A segunda ocorreu entre 2011 e 2012, quando o preço do petróleo subiu muito e gerou uma nova corrida aos estaleiros em busca dos mega porta-contêineres da ordem de 14.000 e 15.000 TEUs visando economia de escala como forma de redução do custo unitário de transporte. Nos últimos três anos, porém, houve queda drástica no número de encomendas para construção naval em todo o mundo.

O sócio-consultor da Solve explica que a oferta e a demanda estão se encontrando e há algum tempo as encomendas de novos navios voltaram a padrões mais racionais. “Não fosse a guerra comercial entre EUA e China, que está fazendo o comércio das economias europeia e americana desacelerarem, seria possível sentir já em 2019 uma pressão interessante sobre o frete”, avalia Barreto.

Embora o frete dos grandes porta-contêineres segue tendência de alta no mundo inteiro. Os fretes marítimos no Brasil subiram entre 10% e 20% no último trimestre de 2018, de acordo com levantamento divulgado pelo consultoria europeia Dynamar/Dynaliners, sendo que para Ásia esse aumento foi de 20%, para Europa e Estados Unidos subiram quase 15%, enquanto na importação da Europa os preços cresceram acima de 10%. A Solve observa que essa alta fez com que algumas commodities que vinham em processo de conteinerização, celulose e soja, por exemplo, voltassem para navios de carga geral já a partir de janeiro de 2019.

Importadores e exportadores precisarão estar atentos às movimentações dos armadores para não serem pegos de surpresa com aumento de fretes, sobretudo porque nos últimos anos a tendência dos preços era de queda. Os usuários precisarão cada vez mais minimizar o impacto dessas oscilações e saber o momento de repassá-las para o custo do produto. Enquanto armadores têm capacidade de ajustar oferta e demanda, será mais difícil para os clientes deles conseguirem reduzir o frete em 2019 e 2020. No cenário mais conservador, os fretes vão parar de cair. “Entender as tendências de mercado é importante para importadores e exportadores irem mais embasados nas negociações de frete”, observa Barreto.

A questão do combustível com menor teor de enxofre a partir de 2020 é um ponto que não deve incomodar tanto os exportadores, voltados para conseguir negociações melhores do que as de seus concorrentes. Independente do reequilíbrio entre oferta x demanda de navios, as estimativas apontavam que os fretes no mercado internacional já aumentariam perto de US$ 200/TEU, só em função do custo do combustível. Barreto acredita que, como o bunker aumentará no mundo inteiro, não atrapalhará a competitividade dos produtos brasileiros.

Por Danilo Oliveira

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Estivadores do Porto de Santos planejam greve a partir do dia 1º

Os estivadores do Porto de Santos planejam entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir das 7h do próximo dia 1º, em protesto contra a vinculação de mão de obra nos terminais de contêineres.

Na data, entrará em vigor a decisão judicial que permite a essas empresas atuarem apenas com mão de obra avulsa vinculada (estivadores contratados com base na CLT).

A possibilidade de greve foi anunciada pelo presidente do Sindicato dos Estivadores (Sindestiva), Rodnei da Silva, na terça-feira (19). A paralisação será definida pela categoria no dia 26.
A Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) afirmou que não comentaria o anúncio.

Fonte: A Tribuna

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Portaria do Mapa define locais para receber ou exportar os produtos de origem animal

A partir da próxima sexta-feira (25), todos os produtos de origem animal que forem exportados ou importados pelo Brasil, terão que ser despachados por apenas 21 pontos do país, conforme determina a Portaria 183 do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estes locais (aeroportos, portos e outros) respondem por 95% das operações envolvendo tais produtos. Os locais estão definidos no anexo da portaria.

O Vigiagro fez um levantamento dos pontos de maior movimentação dessas cargas. Também foi levada em conta a estrutura disponível para o recebimento dos produtos (câmaras frigoríficas, entreposto). As 21 selecionadas atenderam todos os requisitos. Nas outras unidades eram eventuais a importação e exportação.

Segundo o chefe substituto da Divisão de Operações do Vigiagro, Cid Rozo, “a principal razão da mudança é o foco na vigilância agropecuária, com atenção redobrada à saúde pública e à segurança alimentar, pois os auditores fiscais federais agropecuários que estão trabalhando nessas unidades receberam treinamento para atuar em cima desses produtos específicos. Os auditores sabem quais são os riscos intrínsecos aos produtos e como atuar se encontrarem alguma inconformidade”.

No treinamento dos auditores foram mostradas as inconformidades, interceptações, quais são realmente graves e onde o fiscal deve direcionar seu esforço na mercadoria que está sendo analisada. Com toda essa especialização será acelerada a operação de importação e exportação.

“Na prática, serão criados corredores de importação e exportação especializados para os produtos. Quem atua na unidade estará habilitado para a fiscalização específica”, explica Cid Rozo.

(*) Com informações do Mapa