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Exportações de automóveis têm o melhor mês de junho desde o ano de 2005 e crescem 40,9%

A indústria automobilística brasileira teve em 2017 o melhor resultado para um mês de junho desde 2005 e comercializou no mercado externo, no mês passado, um total de 66.059 unidades, com um aumento de 40,9% em relação a junho do ano passado. E em termos do acumulado do ano, os números são ainda mais expressivos: as exportações totalizaram 372.563 unidades, 58,2% superiores aos embarques realizados no primeiro semestre de 2016.

Entretanto, se comparadas com o mês de maio, as exportações apresentam uma retração de 9,%. Os dados foram divulgados hoje (6) em São Paulo, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com relação às exportações, junho de 2017 foi o melhor desde 2005, quando houve recorde. Segundo os dados da Anfavea, foram comercializadas no mercado externo 66.059 unidades, o que representa um aumento de 40,9% em relação a junho do ano passado. No acumulado do ano, as vendas para outros países chegaram a 372.563 unidades, 58,2% a mais do que no primeiro semestre de 2016. Entretanto, com relação a maio houve queda de 9,3%.

As vendas de veículos subiram 13,5% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 195 mil unidades comercializadas ante 171,8 mil em junho de 2016. Considerando o primeiro semestre, o aumento nas vendas foi de 3,7% de janeiro a junho deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Na comparação com maio, no entanto, as vendas de veículos em junho tiveram leve queda, de 0,3%. Os dados foram divulgados hoje (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com o presidente da entidade, Antonio Carlos Botelho Megale, as vendas até agora indicam que a projeção feita pela Anfavea para 2017, de crescimento de 4%, deverá ser cumprida. “Começamos a ver o aumento das vendas de veículos elétricos e híbridos, que, embora com números ainda baixos, com 1.184 unidades até junho, já superam o total do ano passado inteiro.” Megale também destacou que na comparação de junho com maio é importante levar em conta que junho teve um dia útil a menos, o que interfere no total de vendas.

Produção

Segundo os dados da Anfavea, a produção de veículos cresceu 23,3% no semestre, com 1.263.200 veículos montados. Em junho deste ano foram produzidas 212.300 unidades, 15,1% a mais do que em junho de 2016 (184 mil). Na comparação com maio (250,9 mil novas unidades), a produção apresentou queda de 15,4% em junho.

“Com um dia útil a menos do que no mês anterior, junho tem pelo menos 5,5% a menos de produção. Além disso duas empresas deram férias coletivas para ajuste de estoque e uma para ajuste na linha de produção para entrada de novos produtos. Isso é normal, algumas montadoras usam esse período do ano para isso”, disse Megale.

Os dados também mostram que estoque está em 222,7 mil unidades, o que pode ser considerado um nível estável, com capacidade para atender a demanda de 34 dias de vendas. “As fábricas estão ajustando a produção para manter um nível adequado de estoque em 30 dias. Se as vendas de julho costumam ser um pouco maiores, é natural que comece o mês com alguns dias a mais”, explicou o presidente da Anfavea.

De acordo com Megale, o nível de emprego no setor está estável, com pequenas variações entre as empresas. No último mês foram eliminados 300 postos de trabalho, o que representa ajustes feitos pelas montadoras. “Algumas contrataram, outras fizeram ajustes desligando, outras ficaram estáveis. É uma variação normal que acontece. Na comparação com junho do ano, passado houve queda de 5% no emprego e esperamos que no segundo semestre, com uma possível retomada, haja possibilidade de manter o nível de emprego estável ou melhorar.”

Segundo a Anfavea, em junho, 2.788 funcionários estavam em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) e 9.754 estavam no Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

Projeções

Megale ressaltou que, com base nos números observados, a previsão da Anfavea para 2017 foi revista em alguns aspectos. Com relação às exportações os números passam de 558 mil unidades para 70 mil unidades, aumento de 35,6% em relação ao ano passado. Para a produção, as novas previsões indicam 2.621.000 novos veículos no ano, puxado principalmente pelo aumento nas exportações. Já para as vendas, a entidade manteve a previsão de crescimento de 4% em 2017.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Setor de cosméticos perde R$ 800 mi por problema da Anvisa, diz entidade

A indústria de cosméticos higiene pessoal teve um prejuízo de R$ 800 milhões em dezembro por falhas em um sistema da Anvisa (agência de vigilância sanitária), segundo a Abihpec (que representa o setor).

Cerca de 3 mil pedidos para lançar produtos ou fazer alterações em itens já registrados não foram processados devido à instabilidade do Sistema de Automação Eletrônico (SGAS), diz João Carlos Basílio, presidente-executivo da Abihpec.

“O sistema foi implantado em 2014 e, desde então, temos dificuldades. Está mais do que comprovado que não funciona”, afirma.

“Há dois anos, a associação chegou a investir R$ 500 mil para tentar solucionar o problema, sem sucesso.”

A Abihpec não conhece, no entanto, uma alternativa melhor que o sistema atual.

“Não temos expectativa de mudança [quanto ao sistema], só estamos cansados. Esse problema ocorre de três a quatro vezes por ano. Em um momento de recessão como esse, não pode acontecer algo dessa natureza. ”

A Anvisa declarou que uma intermitência no SGAS foi detectada, o que, “em alguns casos, impede a finalização das transações feitas por intermédio dele.”

A agência afirma que acionou um plano de contingência no dia 16 e que vem “corrigindo pontualmente as falhas apresentadas”, enquanto “técnicos da Anvisa estão trabalhando para corrigir a causa do problema”.

Fonte: Folha Online – SP

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Demissões da Ecovix provocam efeito dominó em Rio Grande

Houve um tempo em que os rio-grandinos faziam queixas ao exército de macacões que desembarcara na cidade. Em 2013, os 20 mil trabalhadores do polo naval impulsionavam a indústria e o comércio local, mas também provocavam filas em restaurantes, engrossavam congestionamentos e faziam com que os preços de aluguéis disparassem em razão da demanda. Sequer existiam lugares suficientes para que todos morassem — até delegacia tornou-se alojamento. O mais antigo município gaúcho questionava o preço a ser pago em prol do desenvolvimento.

Hoje, o cenário mudou. Rio Grande sente falta do movimento efervescente sinônimo de economia em alta. O número de metalúrgicos nos estaleiros, que havia despencado para 6 mil neste ano, entrou em queda livre na segunda-feira, quando 3,2 mil trabalhadores da Ecovix, o maior dos complexos ainda em operação na Região Sul, foram demitidos de uma só vez.

Fosse somente a dispensa dos metalúrgicos, o impacto na economia da cidade seria grande. Mas, em Rio Grande, o consenso indica que o desligamento coletivo causa efeito dominó nos negócios.

— Não representam somente 3,2 mil demissões. Existem ainda as empresas terceirizadas e a mão de obra indireta, como ônibus, restaurantes e aluguéis. Esse número de postos de trabalho perdidos pode duplicar. A cidade inteira vai sentir o reflexo, não apenas o pessoal da Ecovix — prevê Rogério Betança, um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico de Rio Grande e São José do Norte.

As demissões acentuam a crise financeira que já estava estabelecida. Em meados de 2005, previa-se que a população rio-grandina duplicaria e chegaria a 400 mil com o progresso impulsionado pelos estaleiros. Estimulados pelos governantes, empresários investiram para atender ao crescimento: construíram hotéis, inauguraram restaurantes e ampliaram o comércio.

— Políticos chegavam à cidade e falavam: “Vocês vão ver o cavalo passar encilhado? Tem de investir”. Na realidade, não se conseguiu nem pagar o investimento feito. Esses mais de 3 mil desempregados caem como uma bomba no comércio — resume o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade, Luiz Carlos Zanetti.

Impactados pelo anúncio do corte no quadro da Ecovix, prestadores de serviços para a companhia e seus trabalhadores ainda calculam os prejuízos à vista. Entre eles, está a Universal Turismo, empresa de ônibus responsável pelo transporte dos metalúrgicos.

A Ecovix representava 30% do faturamento. Com o rompimento imediato do contrato, o proprietário, Renan Lopes, projeta a demissão de ao menos 30 de seus 78 funcionários e contabiliza dificuldades para pagar as rescisões.

— Havia a promessa de que os estaleiros teriam demanda por novas plataformas da Petrobras durante 20 anos e depois continuariam fazendo reformas em plataformas e navios. Com as demissões, vou liberar o estacionamento dos ônibus, vender veículos e mandar parte do pessoal embora.

Um dos reflexos estava no pátio da Universal Turismo lotado ontem à tarde, com mais de 50 ônibus parados. Às margens da BR-392, em frente ao pórtico do Estaleiro Rio Grande, outro sintoma dos desligamentos. Proprietário de um trailer de refeições coberto de lona frequentado quase que exclusivamente pelos trabalhadores, José Machado encerrará as atividades:

— Todo mundo fica triste, porque é uma cadeia que gera emprego. Como o estaleiro parou, também vai parar meu estabelecimento, a entrega do gás, o fornecimento de gelo, os serviços em torno do que a gente faz. São ao menos mais sete desempregados.

No centro da cidade, mais previsões de demissões. O restaurante Paladar acostumou-se às filas diárias na espera para o almoço na época em que três plataformas de petróleo estavam sendo construídas simultaneamente em Rio Grande. Diante da maré positiva, em uma década, o estabelecimento triplicou de tamanho e ampliou a capacidade para servir 600 refeições por dia. Ontem não passaram de 300 clientes e ninguém teve de aguardar para comer.

— Foi nos vendido um projeto, e esse projeto foi mentiroso — diz o proprietário, Miguel Barroco.

Fonte:Agencia RBS/Débora Ely

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CNI apresenta seis motivos para o Brasil não reconhecer a China como economia de mercado

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a China não deve ser automaticamente reconhecida como economia de mercado. Neste domingo (11), faz 15 anos que o país assinou o Protocolo de Acessão, se comprometendo a modificar uma série de questões econômicas. No entanto, para o setor privado brasileiro, a China ainda mantém preços artificialmente baixos devido a intervenções do Estado na economia.

No Brasil, a circular da SECEX 59/2011estabeleceu os critérios que devem ser observados para avaliar a existência de condições de economia de mercado. São eles:

1. Grau de controle governamental sobre empresas ou sobre meios de produção

2. Nível de controle estatal sobre alocação de recursos, sobre preços e decisões de produção de empresas

3. Legislação aplicável em matéria de propriedade, investimento, tributação e falência

4. Grau em que os salários são determinados livremente em negociações entre empregadores e empregados

5. Grau em que persistem distorções herdadas do sistema de economia centralizada relativas a, entre outros aspectos, amortização dos ativos, outras deduções do ativo, trocas diretas de bens e pagamentos sob a forma de compensação da dívida

6. Nível de interferência estatal sobre operações de câmbio

A discussão ocorre, pois, no dia 11 de dezembro completam 15 anos do protocolo de acessão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC). Neste prazo, o governo chinês se comprometeu a cumprir uma série de obrigações para estar em conformidade com as regras multinacionais e, desta forma, pudesse ocorrer a transição de uma economia não de mercado para uma economia de mercado.

O que significa ser economia de mercado?
O reconhecimento de uma economia como sendo de mercado implica diretamente no cálculo de medidas antidumping. Considera-se dumping a concorrência desleal de um país, que vende produtos mais baratos para outras economias do que no seu próprio mercado. Atualmente, os países não comparam os preços de exportação da China com o valor vendido internamente. Como não é economia de mercado, a comparação é feita com um terceiro país, que pratica “valor normal”.

(*) Com informações da CNI

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Brasil está pronto para negociar acordo de dupla tributação com Alemanha, diz Itamaraty

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 40 das principais transnacionais brasileiras indicou que a Alemanha é um mercado prioritário para a negociação de Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT). Diante disso, o setor privado voltou a defender a assinatura de um acordo para acabar com a bitributação durante a 43ª reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha, nesta terça-feira (18), em Weimar, na Alemanha.

A reunião ocorre em paralelo ao 34º Encontro Empresarial dos dois países e é coordenada pelo Itamaraty do lado brasileiro e pelo Ministério Federal da Economia e Energia da Alemanha.

O subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros, embaixador Carlos Márcio Cozendey, afirmou que o Brasil está pronto para negociar o acordo com a Alemanha. No entanto, diz Cozendey, os alemães precisam ser flexíveis, assim como o governo brasileiro está disposto a ser flexível. No momento, há uma resistência de ambos os lados, pois o Brasil tem seu próprio modelo de ADT e a Alemanha segue o padrão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Acreditar que o Brasil vai aderir ao modelo da OCDE no curto prazo não reflete a realidade. Estamos discutindo com a Suíça e com a Polônia um modelo intermediário. Podemos fazer com a Alemanha também”, disse Cozendey.

Avanço

O setor privado considera um avanço essa posição. Segundo o presidente da Bayer do Brasil, Theo van der Loo, o Brasil e a Alemanha tiveram um acordo para evitar a dupla tributação que durou 30 anos. No entanto, em 2005, o lado alemão revogou o tratado por discordar de uma série de medidas tributárias brasileiras. Van der Loo ressalta que nos países com os quais o Brasil tem este acordo, o peso dos impostos sobre serviços e royalties no exterior é menor. E estes dois itens são importantes para agregar valor em produtos industrializados.

“A celebração de um novo acordo é prioridade, na medida em que aumentará a segurança jurídica e a competitividade das empresas nos negócios bilaterais. As indústrias do Brasil e da Alemanha esperam que os governos iniciem negociações, com flexibilidade, para conquistarmos resultados concretos nessa área”, afirma o presidente da Bayer no Brasil, Theo van der Loo, que liderou a 43ª Comissão Mista pelo setor privado, em parceria com a CNI.

O empresário dá como exemplo o seu próprio dia-a-dia. A Bayer do Brasil mantém 33 pessoas na área jurídica e 11 na área tributária para poder atender todas as demandas do governo brasileiro. Segundo ele, são criadas, em média, 46 normas tributárias por dia útil e pelo menos 20 delas afetam diretamente a empresa todos os meses. Como comparação, na subsidiária espanhola há três pessoas na área de tributação e seis na área jurídica/compliance. “O sistema tributário brasileiro é complexo e gera uma sobrecarga de trabalho. O ADT evitaria pelo menos a dupla tributação”, afirma.

O presidente na Companhia Melhoramento de Papel e Celulose, Ingo Plöger, explica que a falta de acordo com a Alemanha tem causado prejuízos para as pequenas e médias empresas, além das pessoas físicas. Segundo ele, quando a Alemanha denunciou o acordo, era o 7º principal investidor no Brasil. Em 2015, caiu para a 13ª colocação.

“O custo de se levar um professor para o Brasil ou um profissional expatriado para a transferência de tecnologia é três vezes maior. Esse acordo é realmente muito relevante. Se o governo não está preparado para começar por royalties e serviços, pode começar desonerando as pessoas físicas”, afirmou.

Momento para superar divergências

O empresariado alemão também defende o acordo. Para o CEO da Volkswagen Truck & Bus e membro da diretoria da Volkswagen AG, Andreas Renschler, os governo devem superar suas divergências para avançar nas negociações de um tratado que evite a bitributação nas operações de empresas alemãs que investem no Brasil. “Concordo com a abertura de ambos os lados para encontrarmos uma solução. Mas as duas partes têm que abrir mão”, disse.

O apelo sensibilizou o governo alemão. O secretário-parlamentar do Ministério Federal da Economia e Energia, Uwe Beckmeyer, afirmou que vai tentar abrir este canal de negociação que, no momento, está “bem fechado”, pois é de interesse da indústria e da economia que se estreite o relacionamento com o Brasil.

Outros acordos

O setor privado também defendeu as negociações para se concluir um acordo de “Céus Abertos” na área de transporte aéreo entre Brasil e União Europeia, para expandir a oferta dos serviços aéreos, incluindo transporte de cargas. A expectativa com esse acordo é reduzir custos para turistas e empresários, fortalecer e diversificar a conectividade entre cidades importantes e ampliar o comércio e turismo. Também está na pauta do empresariado brasileiro o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

Fonte: CNI

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Brasil e China assinam Memorando para ampliar o comércio bilateral no setor de serviços

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, e o ministro de Comércio da China, Gao Hucheng, assinaram hoje (10) um Memorando de Entendimentos (MoU) no setor de Serviços com o objetivo de incentivar o comércio exterior e os investimentos bilaterais em serviços e promover o intercâmbio de informações sobre melhores práticas no setor para fomentar serviços de maior qualidade, competitividade e eficiência.

Este é o primeiro documento assinado entre o Brasil e seu principal parceiro comercial depois da confirmação do governo de Michel Temer. O principal impacto esperado é uma maior aproximação entre os setores de serviços dos dois países e, consequentemente, a geração de novos negócios.

Segundo o ministro Marcos Pereira, “Brasil e China são dois países relevantes no cenário internacional que têm um relacionamento político e econômico consolidado. O Memorando de Entendimento em Serviços atende a um anseio do setor privado de que essas relações também se fortaleçam cada dia mais no setor de serviços, especialmente aproveitando o foco que a China tem dado para o fortalecimento desse setor”.

O documento foi negociado entre o MDIC e o Ministério de Comércio da China (MOFCOM) durante 2 anos, atendendo a pedidos do setor privado brasileiro. O instrumento não estabelece limites para a inclusão de setores que possam vir a ser objeto de cooperação bilateral, mas inicialmente já houve a identificação de algumas áreas de interesse entre as partes, tais como: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), automação bancária, serviços desportivos, terceirização e serviços audiovisuais.

A China é o terceiro maior exportador de serviços do mundo e ocupa o 17º lugar entre os principais mercados de destino dos serviços e intangíveis brasileiros. Segundo os dados do Siscoserv, o Brasil vendeu para a China, em 2015, cerca de US$ 254 milhões em serviços e adquiriu US$ 527 milhões, resultando em um déficit de cerca de US$ 273 milhões para o Brasil.

“Atualmente, as pautas exportadora e importadora estão concentradas em serviços de logística ou relacionadas ao comércio de bens, o que sugere que há espaço para adensamento dessas relações de comércio bilaterais”, diz o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Marcelo Maia, que integra a delegação brasileira em Macau. Segundo o secretário, MDIC e MOFCOM definirão um Plano de Ação bienal no qual serão detalhadas as ações que deverão ser implementadas nos próximos dois anos.

“Para que o memorando possa trazer resultados concretos, o MDIC já realizou uma consulta ao setor privado sobre seus interesses com a China e encontra-se aberto para receber novas sugestões”, lembra, ainda, o secretário.

Missão à China, Índia e Alemanha

Até esta quarta-feira (12/10), o ministro Marcos Pereira chefia a delegação brasileira que participa da 5ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau. O Fórum é o principal mecanismo utilizado pela China para a coordenação de suas relações com os Países de Língua Portuguesa (CPLP) com os quais mantém laços diplomáticos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

Antes da assinatura do Memorando de Entendimento em Serviços, o ministro Marcos Pereira e o ministro de Comércio da China participaram de um jantar de boas-vindas com autoridades dos países que participam do Fórum. Marcos Pereira também esteve reunido com o primeiro-ministro de Guiné-Bissau, Baciro Djá, a quem convidou para a XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, em primeiro de novembro, quando o Brasil assumirá a presidência da CPLP.

Na próxima quarta-feira, Marcos Pereira segue para Nova Déli, na Índia, onde participa da reunião ministros de Comércio dos Brics. Depois, segue para Goa, também na Índia, para acompanhar o presidente Michel Temer na reunião de Cúpula do bloco. Antes de voltar ao Brasil, o ministro ainda participa do 34º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, na cidade de Weimar.

Fonte: MDIC

Santos Brasil

Secretário do MDIC vê sinais de retomada da atividade econômica com aumento das importações

Uma redução na queda das importações brasileiras, verificada nos últimos três meses, pode ser sinal do início da recuperação da atividade econômica no país, disse (1°) o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Herlon Brandão, ao comentar os resultados da balança comercial de agosto.
As importações estão tradicionalmente atreladas à atividade econômica, já que abarcam a compra de bens intermediários e bens de capital utilizados na produção industrial. De janeiro a agosto deste ano, as importações brasileiras caíram 25,5% ante igual período de 2015.

No entanto, o governo avalia que a trajetória das compras no exterior começa a melhorar a partir de junho, com destaque para agosto. Naquele mês, a queda no valor importado ficou em 19,3% ante igual período de 2015. Em julho, o recuo foi de 20,3%. Em agosto, ficou em um dígito, somando 8,3%. O cálculo é feito segundo a média diária, que expressa o volume negociado por dia útil.

“Essa queda de 8,3% é a menor redução de importação desde novembro de 2014, que havia sido 5,5%. Para se ter uma ideia, em janeiro deste ano, a queda chegava a 36%. Isso já pode ser um sinal da economia”, afirmou Herlon Brandão. Ele destacou, entretanto, que “ainda é cedo para falar”.

No acumulado do ano, as importações de bens de capital e bens intermediários continuam com queda de dois dígitos. As aquisições dos primeiros recuaram 21,6% ante janeiro a agosto de 2015, enquanto as compras de bens intermediários caíram 22,1% ante igual período.

Quando analisado apenas o mês de agosto, as importações de bens de capital ainda têm queda de 31% na comparação com agosto de 2015. As compras de bens intermediários, no entanto, recuaram apenas 0,5%, mantendo-se quase estáveis.

Exportações

Por outro lado, a previsão do governo de que as exportações voltariam a crescer neste ano ainda não se concretizou. As vendas externas do país acumulam queda de 4,9% no ano segundo o critério da média diária, em relação ao período de janeiro a agosto em 2015.

O saldo positivo da balança comercial, tanto em agosto quanto no acumulado do ano, deve-se ao fato de as importações estarem caindo em ritmo mais acentuado que as vendas externas. Ainda assim, Herlon Brandão destacou como positivo o superávit recorde registrado em 2016.

“O saldo comercial ajuda nas contas externas, e esperamos que as importações sejam um sinal de melhora na atividade”, ressaltou. A balança está positiva em US$ 32,4 bilhões de janeiro a agosto, melhor resultado para o período desde o início da série histórica, em 1989. Em agosto, o saldo positivo foi de US$ 4,14 bilhões, segundo melhor da história, perdendo apenas para 2006.

Entre destaques dos produtos exportados no mês passado estão aviões, com crescimento de 102,3%; açúcar bruto, com alta de 72,2%; e automóveis de passageiros, com alta de 66,2%.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mantém a projeção de que a balança fechará este ano com saldo positivo entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões. O resultado pode ultrapassar o recorde anual, de superávit de US$ 46,5 bilhões, alcançado em 2006.

Fonte: Agência Brasil

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Gaúcha Colchão Inteligente inaugura linhas de montagens e franquias no Líbano e nos Emirados Árabes

A Colchão Inteligente, indústria brasileira de colchões ortopédicos e terapêuticos, deve apresentar em breve sua marca no mercado árabe. A empresa está negociando com um empresário libanês a abertura de uma linha de montagem para os colchões no país e a inauguração de dez lojas. Ainda não há data definida para o início das operações, de acordo com a gerente de Marketing, Daniela Ramme.

A indústria está em processo de expansão internacional e se diz preparada para abrir duas novas fábricas por ano nos próximos dois anos no exterior. Há negociações em curso com Alemanha, Portugal e Emirados Árabes Unidos, além do Líbano. A empresa acredita que a linha de montagem nos Emirados será aberta já no ano que vem. “Nossa pesquisa de mercado verificou que o povo árabe tem muitos problemas (de coluna) e que o produto pode ajudar e levar mais qualidade de vida a eles”, afirmou Ramme à ANBA por email.

A Colchão Inteligente já tem unidade de montagem na Argentina e inaugura em setembro uma em Orlando, nos Estados Unidos. No mercado norte-americano também serão abertas quatro franquias. A expansão para fora do Brasil é feita com parcerias. Se o investidor quiser colocar uma linha de montagem e distribuir o produto através de franquias em determinado país, a empresa monta uma linha de produção de baixo custo e logística eficiente, segundo Ramme. “A marca está crescendo, pois o produto é único e o resultado, excelente”, diz.

Os colchões são comercializados por meio de franquias. A Colchão Inteligente tem mais de 20 franquias no Brasil. No exterior elas estão onde a empresa tem fábricas, na Argentina, e em breve nos Estados Unidos. Mas a empresa atende a partir do Brasil clientes em qualquer parte do mundo, com atendimento personalizado à distância, segundo a gerente. Os colchões são todos feitos sob medida.

Os produtos da Colchão Inteligente são mais que ortopédicos, que normalmente são vendidos com uma densidade. A empresa usa uma tecnologia que ela chama de densidade inteligente. Para confeccionar o colchão, a empresa toma as medidas do cliente, largura de ombro, quadril, peso e altura. Um software calcula o peso de cada parte do corpo e define a densidade necessária para cada uma delas. Assim o colchão terá densidades exatas para as medidas de cada pessoa e diferentes densidades segundo a necessidade das diferentes regiões do corpo.

A região do colchão onde fica o quadril será mais firme, a dos ombros e pés mais confortável. “Fazendo com que a pessoa tenha um alinhamento na coluna”, afirma a gerente. No caso de colchões para casais, as densidades serão diferentes em cada lado do colchão. O cliente também pode escolher acessórios como infravermelho, magnetismo, massagem ou rabatan, espuma de poliuretano com corte em baixo relevo.

Os benefícios obtidos por meio da tecnologia, segundo a empresa, são a ajuda na correção de problemas de coluna, alívio de dores nas costas, além de prevenção na área. “Esse alinhamento correto proporciona o melhor funcionamento dos órgãos, oferecendo uma noite de sono reparadora e até diminuindo roncos noturnos”, afirma Ramme, complementando que eles auxiliam na qualidade de vida e desenvolvimento como um todo. O preço varia segundo o colchão. Por ser corretor de postura, o valor do colchão é dedutível do Imposto de Renda no Brasil, informa Ramme.

A Colchão Inteligente foi criada pelos empresários Carlito Machado e Elaine Machado em 1988 na cidade gaúcha de Campo Bom. Tudo começou quando a empresária adoeceu e teve que ficar de cama. A compra de colchão terapêutico fez com que ela se recuperasse e o casal então resolveu representar o produto. Algum tempo depois abriram uma loja na área e depois a fábrica. No início era produzido o colchão ortopédico de uma só densidade. A tecnologia da densidade inteligente foi criada em 2007 por um dos filhos dos empresários, o bioterapeuta Filipe Machado, hoje diretor comercial da empresa.

O produto tem como base estudo científico que comprova que ele proporciona o alinhamento da coluna. A pesquisa foi feita na Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, com subsídio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) por meio do projeto Inova. Esse projeto dá apoio financeiro para desenvolvimento de tecnologias pelas empresas de pequeno porte.

Atualmente a Colchão Inteligente produz 200 colchões por mês. Há várias linhas de produtos, uma delas chamada Box Pet. Na parte de inferior destas camas box há uma casinha, com colchãozinho interno, para o sono dos animais de estimação.

As informações da reportagem foram fornecidas por Ramme e os diretores Mateus Machado, Filipe Machado e Lucas Machado.

ZPE

ZPE de Parnaíba-PI receberá investimento de R$ 7,2 milhões para instalação de empresa

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, autorizou a instalação da empresa Ecopellets do Brasil Ltda, na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, no Piauí, para implantar e operar unidade industrial destinada a produzir combustível sólido a partir de biomassa na forma de pellets e briquetes.

A autorização foi publicada nesta quarta-feira (9), no Diário Oficial da União. O investimento foi orçado em cerca de R$ 7,2 milhões, dos quais R$ 6,4 milhões serão supridos por fornecedores nacionais.

Quando estiver em plena operação, o empreendimento deve gerar 47 postos de trabalho diretos. A aquisição da biomassa, que servirá de matéria-prima para essa indústria, deve injetar mais R$ 6 milhões ao ano na economia local, gerando mais empregos e renda no campo.

O produto da Ecopellets é uma fonte de energia renovável obtida a partir de resíduos vegetais que são triturados, secos e comprimidos. O mercado europeu é o maior consumidor de pellets de biomassa, que é empregado no aquecimento de residências ou como fonte de energia para consumidores comerciais, plantas industriais ou termoelétricas.

Na ZPE de Parnaíba já está instalada a empresa Agrocera Piauí Ind. Com. e Exportação de Cera Vegetal Ltda cuja planta industrial para processamento da cera de carnaúba passa pelos últimos testes antes do funcionamento. Quando estiver em plena operação, o empreendimento deve empregar cerca de 20 trabalhadores. Na primeira quinzena de setembro deste ano, a Agrocera Piauí deve promover o primeiro embarque de cera de carnaúba para o exterior.

Desde 2011 o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou 12 projetos industriais para implantação nas ZPEs de Pecém (CE), da Parnaíba (PI) e de Senador Guiomar (AC) que totalizam R$ 18 bilhões em investimentos greenfield em novas plantas industriais com a previsão de geração de cerca de 15 mil postos de trabalho nas obras de implantação e mais de 5 mil empregos diretos na operação.

Fonte: MDIC

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Especialista faz palestra sobre oportunidades no setor de componentes para moda no Peru

A indústria brasileira tem motivos de sobra para conhecer mais das oportunidades no mercado peruano. Quinto maior produtor de calçados da América Latina, o Peru ainda é o 13º principal destino das exportações brasileiras do Setor de Componentes para moda e tem aberto oportunidades para o estreitamento comercial entre nossos fabricantes e seus calçadistas. Para completar, a indústria calçadista peruana produz aproximadamente 50 milhões de pares por ano, 80% concentrado em uma única cidade, Lima. Ou seja, oportunidade de negócios não falta.

Diante deste cenário favorável, no dia 4 de agosto ocorrerá a palestra Conexão Internacional Peru – uma iniciativa do Footwear Components by Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).