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Movimento do Porto cresce 8,7% comparado com 2016

O Porto de Santos movimentou 85,4 milhões de toneladas de mercadorias entre janeiro e agosto. O volume é 8,7% maior do que o do mesmo período de 2016, quando 78,6 milhões de toneladas entraram ou saíram do País pelo cais santista.

Apenas no mês passado, o volume operado alcançou a marca de 12,3 milhões de toneladas, um crescimento de 15,8% em relação ao oitavo mês do ano anterior.

A informação é da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos. Entre janeiro e agosto, foram escoadas 62,1 milhões de toneladas, 6,8% a mais do que no mesmo período de 2016. Os desembarques totalizaram 23,3 milhões de toneladas, um incremento de 14,1%.

No movimento mensal, as exportações somaram 9 milhões de toneladas, um aumento de 17,4% em relação a agosto do ano passado. Já as importações atingiram 3,2 milhões de toneladas, alta de 11,4%.

Entre as cargas, houve uma queda de 9,8% nos embarques de açúcar, que somaram 2,1 milhões de toneladas. As exportações de café também registraram redução, desta vez de 18,5%, e alcançaram a marca de 88.596 toneladas.

Na contramão, o complexo soja, que inclui a mercadoria em grãos e farelos, registrou alta de 43,3%, somando 898.888 toneladas. Já o milho registrou um crescimento ainda maior, de 67,7%. Os embarques do produto somaram 2,9 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres registrou queda de 2,6%, na análise por unidades. Em agosto, 217.676 caixas metálicas entraram ou saíram do País pelo Porto de Santos. O volume operado em agosto do ano passado foi de 223.574 cofres.

Apesar da queda na movimentação mensal, as operações com contêineres registraram aumento de 3,5% no acumulado do ano. Nos oito primeiros meses do ano, 1,6 milhão de unidades foram movimentadas no cais santista. Na análise por TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés), o crescimento é maior, de 5,5%, atingindo 2,4 milhões de TEU.

Em agosto, 425 navios atracaram no Porto de Santos, uma alta de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2016. Já no acumulado anual, houve uma ligeira queda de 0,3%, que somou 3.218 atracações de cargueiros no cais santista.

Balança comercial

Na balança comercial, Santos segue na liderança, consolidando o total de US$ 68,1 bilhões nas operações com o mercado externo, com aumento de 9,8% em relação ao acumulado em igual período de 2016, e uma participação de 27,9% sobre o total brasileiro.

O aumento foi maior nas exportações, que subiram para US$ 39,6 bilhões, com incremento de 11,1%. As importações cresceram 7,9%, atingindo o total de US$ 28,5 bilhões.

O principal parceiro comercial do Porto foi a China, com US$ 4,42 bilhões em mercadorias importadas e US$ 5,94 bilhões em exportações.

As cargas operadas quanto ao valor no comércio exterior foram o óleo diesel, com US$ 662 milhões, nas importações, principalmente para os Estados Unidos. Nas exportações, as vendas de soja somaram US$ 5,24 bilhões, predominantemente para a China.

Fonte: A Tribuna

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Movimento de cargas no Porto de Santos cresce no 1º. trimestre com o aumento das importações

O movimento acumulado de cargas no Porto de Santos continuou a apresentar crescimento no primeiro trimestre do ano, atingindo 27,903 milhões de toneladas, um aumento de 0,5%. O desempenho das importações foi determinante para esse resultado, atingindo 8,239 milhões t, 18,0% a mais do que no mesmo período do ano passado (6,982 milhões t). Já as exportações apresentaram queda de 5,4%, somando 19,663 milhões t, se comparados ao primeiro trimestre de 2016 (20,776 milhões t).

Nas cargas de exportação, os melhores desempenhos ficaram com a soja em grão, com 6,607 milhões t (+13,2%); óleo diesel e gasóleo, com 474.318 mil t (+20,9%). Quanto às mercadorias de importação, destacaram-se o adubo, com 949.081 t (+71,6%); o álcool, com 179.515 t (+305,7%); e o enxofre, com 523.368 t (+60,7%). Nos dois fluxos, a carga conteinerizada continua em trajetória de crescimento, atingindo 844.083 teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 2,3% a mais que o mesmo período do ano passado (824.885 teu). Caracterizando a operação de navios de maior porte, apesar da movimentação haver crescido, a quantidade de navios reduziu em 4,1%.

Movimento mensal

As exportações apresentaram queda de 4,4%, afetando o movimento do mês de março, que totalizou 10,862 milhões t, 0,4% a menos que no mesmo mês de 2016 (10,905 milhões t). Já as importações atingiram um crescimento de 14,0% sobre o ano anterior (2,398 milhões t), somando 2,733 milhões t.

Os destaques mensais nas exportações ficaram com a gasolina (+21,7%), sucos cítricos (+7,9%), óleo diesel e gasóleo (+2,8%), óleo combustível (+2,7%) e celulose (+1,2%). Na importação aparecem o álcool (+142,8%), enxofre (+286,7%), nafta (+236,9%), óleo diesel e gasóleo (+40,1%). A carga conteinerizada apresentou queda de 3,8% no mês, atingindo 285.828 teu, atingindo, entretanto, um aumento de 2,7% na tonelagem movimentada (3,392 milhões t). A quantidade de navios apresentou redução de 1,2%, somando 414 embarcações.

Balança Comercial

A participação do Porto de Santos nas trocas comerciais brasileiras atingiu 27,0% no primeiro trimestre, somando US$ 23,3 bilhões. Passaram pelo complexo santista 26,0% das exportações nesse período (US$ 13,1 bilhões) e 28,3% das importações (US$ 10,2 bilhões).

Os principais destinos das exportações por meio do Porto de Santos foram China (8,0%), Estados Unidos (7,5%) e Argentina (4,7%). Quanto às origens das importações, destacaram-se a China (14,9%), os Estados Unidos (10,1%) e a Alemanha (5,6%).

Codesp/Porto de Santos

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Até outubro, principais produtos do agronegócio representaram 39% das exportações brasileiras

Nos dez primeiros meses de 2016 a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 38 bilhões com participação decisiva dos 15 principais produtos do agronegócio que representaram 39% das vendas totais do país no período.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca que a soja foi o produto do agronegócio com maior participação nas exportações entre janeiro e outubro deste ano, 12% do valor total (US$ 18 bilhões).

Outra participação relevante foi do açúcar em bruto, em segundo lugar no ranking: vendas externas de US$ 6,58 bilhões, 4% do total vendido ao exterior pelo país em 2016.

Os números consolidados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgados nesta semana, mostram que as exportações totais do país foram de US$ 153 bilhões, com importações de US$ 114 bilhões.

Dos produtos do agronegócio, a maior variação nas vendas externas em 2016 foi do açúcar em bruto. Entre janeiro e outubro, as vendas desse segmento tiveram crescimento de 40%, comparadas com igual período do ano passado, um incremento de US$ 1,89 bilhão. A receita total foi US$ 6,58 bilhões.

Já as vendas externas de etanol tiveram aumento de 23% em 2016, em relação a igual período de 2015, somando receita de US$ 827 milhões. A principal razão desse bom desempenho deveu-se à elevação dos preços do etanol no mercado internacional nos últimos meses.

O setor sucroalcooleiro passa por um período de reestruturação após uma das piores crises da história, causada pela queda dos preços internacionais do açúcar e a política de precificação dos combustíveis, que privilegiou a gasolina em detrimento do etanol. Isso gerou aumento dos custos de produção, endividamento das usinas e falta de renovação dos canaviais.

Queda

A CNA observa que, apesar do bom desempenho de algumas cadeias do agronegócio, até outubro deste ano, as exportações brasileiras apresentaram queda para todas as regiões, com exceção do Oriente Médio, onde houve variação positiva de 1%, e da Oceania, que apresentou crescimento de 15%.

China e os Estados Unidos foram os dois países que mais importaram do Brasil. Os chineses compraram US$ 32 bilhões, enquanto os Estados Unidos US$ 18,8 bilhões. Ainda assim, esses valores representam uma redução de 4% e 5% nas compras, respectivamente.

Apesar do saldo positivo da balança comercial em 2016, entre janeiro e outubro, o valor das exportações foi 5% inferior ao obtido no mesmo período de 2015 (US$ 160 bilhões). As importações totais também caíram: 23% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 148 bilhões).

Fonte: CNA