Analistas do Boletim Focus voltam a reduzir projeção para a balança comercial em 2016 e 2017

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Analistas financeiros consultados pelo Banco Central (BC) continuam revisando para baixo e ainda de forma bastante cautelosa as previsões para a balança comercial em 2016 e 2017. Em relação ao ano corrente, os analistas projetam um superávit de US$ 47,77 bilhões, contra US$ 48,0 bilhões esperados na semana passada e US$ 49,18 bilhões há quatro semanas.

No que diz respeito ao ano de 2017, a previsão mais recente aponta para um saldo de US$ 44,57 bilhões, contra US$ 45 bilhões projetados na semana passada. Os dados foram divulgados hoje (7) pelo Boletim Focus do Banco Central.

As Instituições financeiras mantiveram a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 6,88% este ano. Para 2017, a estimativa caiu de 5% para 4,94%.

As projeções ultrapassam o centro da meta que é 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano e 6% em 2017. É o que informa o Boletim Focus divulgado sempre às segundas-feiras pelo Banco Central, em Brasília.

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, passou de 3,30% para 3,31%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi ajustada de 1,21% para 1,20%.

O mercado financeiro manteve as expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, em 13,50% ao ano, ao final de 2016, e em 10,75% ao ano no fim de 2017. Atualmente, a Selic está em 14% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

(*) Com informações da Agência Brasil

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