Leilão de terminal no porto de Santos está planejado para dezembro, diz ministro

Por REUTERS – Isto é Dinheiro

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou nesta quarta-feira (20) que o leilão do novo terminal do Porto de Santos, o Tecon 10, deve ser realizado em dezembro. A concorrência será a maior já registrada na história portuária do Brasil.

Segundo ele, o governo ainda aguarda um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as regras do certame. A expectativa é que o relator do processo, ministro Antônio Anastasia, apresente seu voto na primeira quinzena de setembro, com julgamento previsto para o mesmo mês.

Tecon Santos movimenta 135 mil contêineres em julho

“Estamos trabalhando para seguir a orientação do TCU, garantindo um processo democrático, sem concentração de mercado, para ampliar a concorrência. A concentração é um risco tanto para o setor portuário quanto para outros setores”, declarou Costa Filho em evento virtual promovido pela Associação da Imprensa Estrangeira (AIE).

Na prática, o modelo em análise pode impedir que os atuais operadores do terminal e companhias de navegação participem da disputa. O governo estima que o leilão viabilize investimentos de, no mínimo, R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões.

Brasil pode contestar “tarifaço” dos EUA na OMC

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou o governo brasileiro a iniciar uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (4.ago.2025) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Segundo ele, a decisão final sobre seguir ou não com o processo caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O conselho de ministros da Camex aprovou o Brasil a entrar com a consulta na OMC […] Agora, o presidente Lula vai decidir como e quando fazer”, afirmou Alckmin a jornalistas, em Brasília.

Geraldo Alckmin é diagnosticado com covid-19 | Agência Brasil

A Camex reúne ministros de áreas estratégicas, como Fazenda, Agricultura, Orçamento, Indústria e Relações Exteriores, e define as diretrizes para o comércio exterior do país. Já a OMC é responsável por regular as regras do comércio internacional e intermediar disputas entre nações.

O Brasil poderá acionar o mecanismo alegando que o chamado “tarifaço” — uma taxa de 50% anunciada pelo governo Trump — fere as normas multilaterais. A posição de Alckmin marca uma mudança em relação ao que havia dito em 18 de julho, quando afirmou que o tema não estava em discussão e que só seria levado à OMC após a medida entrar em vigor.

Abrir uma consulta é o primeiro passo formal para contestar tarifas na OMC. Caso não haja acordo entre as partes em até 60 dias, o processo avança para a criação de um painel técnico, que avalia se houve violação das regras. Se uma das partes recorrer, o caso vai ao órgão de apelação — paralisado desde 2019, o que tem travado decisões finais. A depender do resultado, a OMC pode recomendar a retirada das tarifas ou autorizar retaliações comerciais por parte do Brasil.

Brasil amplia atuação no agronegócio chinês

Veja Negócios | Por Ana Cláudia Guimarães

A China autorizou, na quinta-feira (31), a exportação de farinhas de aves e suínos por 46 estabelecimentos brasileiros. A decisão, tomada pelas autoridades sanitárias do país, representa um avanço nas relações comerciais entre os dois países, especialmente no setor de reciclagem animal.

A “Desdolarização” entre Brasil e China – PelotasMUN

Com essa medida, a China — já principal compradora do agronegócio brasileiro — reforça sua parceria estratégica com o Brasil. Somente em 2024, as importações chinesas de produtos do agro brasileiro somaram mais de US$ 49,6 bilhões. No segmento de farinhas de miudezas, que agora passa a incluir aves e suínos, as compras ultrapassaram US$ 304 milhões no mesmo período.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a nova autorização reforça a confiança sanitária da China nas cadeias produtivas brasileiras, especialmente no uso de resíduos da produção animal. A exportação de farinhas de origem animal também se alinha à economia circular, ao transformar subprodutos agropecuários em insumos de alto valor para a indústria global.

O acordo é fruto de negociações técnicas e diplomáticas intensificadas após a assinatura de um Protocolo Sanitário bilateral em abril de 2023. Desde então, auditores da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) estiveram no Brasil para inspeções presenciais e tratativas sobre o modelo de certificação sanitária.

Além dos 46 estabelecimentos de farinhas de aves e suínos, outros quatro focados em farinha de pescado também receberam autorização, ampliando a diversidade de empresas brasileiras habilitadas a atender ao mercado chinês.

 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/giro-pelo-oriente/brasil-amplia-atuacao-no-agronegocio-chines/

UE aprova pacote de contratarifas sobre EUA, mas ainda há espaço para negociações

Por Veja Negócios

A União Europeia aprovou nesta quinta-feira, 24, um pacote de contratarifas sobre 93 bilhões de euros em produtos dos Estados Unidos.

O valor reúne dois pacotes anteriormente aprovados, de 21 bilhões e 72 bilhões de euros, e foi consolidado em uma única lista como forma de pressionar por um entendimento.

EU braces for challenges in transatlantic ties as Trump begins 2nd term
A medida, segundo diplomatas do bloco, é preventiva e só será implementada caso as negociações comerciais com o governo Donald Trump fracassem.

Nenhuma das taxas entrará em vigor antes de 7 de agosto.

Apesar da aprovação das contramedidas, representantes da UE afirmam que há espaço para um acordo.

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/economia/ue-aprova-pacote-de-contratarifas-sobre-eua-mas-acordo-esta-em-negociacao/

 

Trump ameaça ‘qualquer país que se alinhar às políticas do Brics’ com tarifa adicional de 10%

Por G1 São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (6) que vai impor uma tarifa adicional de 10% a “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics”. A medida foi anunciada por meio de sua conta na rede social Truth Social.

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Trump também não esclareceu o que considera “políticas antiamericanas” em sua publicação. Autoridades do governo americano dizem que não há um decreto sendo escrito e tudo depende dos próximos passos do bloco.

Mais cedo, neste domingo, o bloco econômico divulgou a “Declaração do Rio de Janeiro”. Parte do documento defende o multilateralismo, sem mencionar diretamente os EUA.

“Expressamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são inconsistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio”, afirma um trecho do documento.

O que dizem os países do Brics

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que “o uso de tarifas não serve a ninguém” e declarou que “se opõe ao uso de tarifas como ferramenta para coagir outros países”.

A Rússia também respondeu às declarações de Trump. “Vimos, de fato, essas declarações do presidente Trump, mas é muito importante destacar que a singularidade de um grupo como o Brics está no fato de que ele reúne países com abordagens e visões de mundo comuns sobre como cooperar com base em seus próprios interesses”, disse o porta-voz Dmitry Peskov.

Ele acrescentou que “essa cooperação dentro do Brics nunca foi e nunca será dirigida contra terceiros”.

A África do Sul seguiu a mesma linha. Para o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Chrispin Phiri, o Brics deve ser visto como um movimento em prol de um “multilateralismo reformado, nada mais”.

Segundo ele, “os objetivos do Brics são, principalmente, criar uma ordem global mais equilibrada e inclusiva, que reflita melhor as realidades econômicas e políticas do século 21”.

Leia a matéria completa em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/07/06/trump-tarifa-adicional-brics.ghtml

Congresso derruba decreto do governo: entenda o impacto no IOF

Na quarta-feira (25), o Congresso Nacional revogou o decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), afetando operações como câmbio, cartões internacionais e crédito para empresas. Com isso, as alíquotas anteriores voltam a ser aplicadas.

Entenda como funciona o Congresso Nacional – CartaCapital

A decisão, aprovada sem resistência no Senado após votação na Câmara, representa um revés para o governo, que previa arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com o aumento do imposto. Esses recursos eram considerados importantes para reforçar o caixa em 2025, sem necessidade de cortes em áreas sociais sensíveis como o Bolsa Família.

Plataformas de câmbio e instituições ainda precisam ajustar seus sistemas, que estavam adaptados às novas alíquotas em vigor desde maio. A medida tem efeito imediato, mas a transição operacional deve levar alguns dias.

Nos bastidores, a votação acelerada evidencia o desconforto crescente entre Legislativo e Executivo, intensificado por falas recentes do ministro da Fazenda e disputas sobre vetos e emendas parlamentares.

Vale lembrar que a derrubada do decreto não impacta a MP 1303, que segue em tramitação e trata de mudanças na tributação de investimentos isentos como LCI, LCA e debêntures incentivadas. O ambiente político, porém, dificulta avanços nessa frente.

O ministro Fernando Haddad sinalizou que o governo estuda alternativas para lidar com a perda de arrecadação: judicializar a questão, cortar ainda mais gastos ou retomar o debate sobre a taxação de dividendos.

A movimentação mostra como a tensão entre articulação política e equilíbrio fiscal segue no centro do debate econômico em 2025.

Leia mais sobre em: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/iof-como-fica-o-imposto-apos-o-congresso-derrubar-o-decreto-do-governo/

Conflito entre Israel e Irã gera efeitos no agronegócio do Brasil

A guerra entre Israel e Irã começa a impactar o agronegócio brasileiro.

A tensão no Oriente Médio pressiona os preços dos fertilizantes, principalmente da ureia, um insumo essencial para a agricultura nacional.

O Irã é um dos principais fornecedores mundiais de ureia, respondendo por 19% das importações brasileiras em 2024. Com o conflito, o preço da tonelada do produto já subiu 9,3%, e há riscos de escassez caso a situação se prolongue.

A instabilidade também afeta outros fertilizantes, como o cloreto de potássio importado de Israel. Apesar disso, o impacto dessa origem é menor, já que o país responde por uma fatia menor das importações brasileiras.

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Do lado das exportações, o Irã é o terceiro maior comprador de milho do Brasil, com mais de 4 milhões de toneladas adquiridas em 2024. Uma escalada da guerra pode comprometer contratos e embarques.

Outro efeito direto é a alta do petróleo. O preço do barril Brent subiu quase 8% em um único dia, pressionando os custos de produção agrícola, transporte e até o valor de commodities como o algodão.

A ameaça de bloqueio de rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz, também preocupa. Mesmo que não afete diretamente o Brasil, o redirecionamento global de rotas eleva o custo de frete e seguros.

Embora os efeitos sobre os preços dos alimentos ainda sejam incertos, especialistas alertam para possíveis pressões inflacionárias se os custos se mantiverem elevados. Por ora, o câmbio se mantém estável, com o real beneficiado pelos juros altos no Brasil.

 

Trump x Musk: o que acontece quando homem mais rico do mundo enfrenta o mais poderoso?

Por BBC News Brasil

O que acontece quando a pessoa mais rica e o político mais poderoso do mundo se enfrentam em uma batalha acirrada?

O mundo está descobrindo — e a cena não é nada bonita. Donald Trump e Elon Musk possuem dois dos maiores megafones do planeta, que agora estão voltados um contra o outro, à medida que o desentendimento entre eles se transformou em uma guerra de palavras.

Em resposta às críticas de Musk que considerou os gastos do governo excessivos, Trump ameaçou as volumosas negociações comerciais de Musk com o governo federal, que são a força vital do seu programa SpaceX.

“A maneira mais fácil de economizar dinheiro no nosso orçamento, bilhões e bilhões de dólares, é acabar com os subsídios e contratos governamentais do Elon”, publicou Trump de forma ameaçadora em sua própria plataforma de rede social.

Elon Musk cumprimenta o presidente dos EUA, Donald Trump, em um evento em março

A questão agora é saber para onde vai a disputa. Os republicanos do Congresso podem achar mais difícil manter seus membros apoiando o projeto de lei de Trump, com Musk fornecendo cobertura retórica e, talvez, financeira, para aqueles que romperem com a linha partidária.

Trump já ameaçou os contratos governamentais de Musk, mas também poderia mirar em seus aliados do Doge remanescentes no governo ou reabrir as investigações da era Biden sobre os negócios de Musk.

Neste momento, tudo está em jogo.

Enquanto isso, os democratas estão à margem, pensando em como reagir. Poucos parecem dispostos a acolher Musk, um ex-doador do partido, de volta ao grupo. Mas há também o velho ditado que diz que o inimigo do meu inimigo é meu amigo.

“É um jogo de soma zero”, afirmou Liam Kerr, estrategista democrata, ao Politico. “Qualquer coisa que ele faça que se aproxime mais dos democratas prejudica os republicanos.”

No mínimo, os democratas parecem satisfeitos em recuar e deixar os dois se atacarem. E até que eles abandonem o ringue, o burburinho provavelmente vai abafar todo o resto da política americana.

Mas não espere que essa briga termine tão cedo.

“Trump ainda tem 3,5 anos como presidente”, escreveu Musk no X.

“Mas eu estarei por aqui por mais de 40 anos.”

Matéria completa em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g7yxz0832o

Governo bloqueia R$ 31 bi do orçamento e aumenta IOF para reforçar arrecadação

Por: Campo Grande News

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (22) aumento no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incidirá principalmente sobre empresas, investidores de alta renda e operações de câmbio.

O IOF aparece em várias situações do dia a dia financeiro. Ao fazer um empréstimo pessoal no banco, por exemplo, o imposto é cobrado sobre o valor total da operação. Se alguém pegar R$ 10 mil emprestado, uma parte do valor devolvido ao banco será referente ao IOF.

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Nas compras internacionais com cartão de crédito, seja em viagens ou pela internet. Quem adquire moeda estrangeira, como dólar, euro ou peso, também paga IOF, mesmo quando a compra é feita em espécie.

Para tentar equilibrar as contas, o governo optou por uma combinação de corte de gastos e aumento de tributos, como o reajuste no IOF. O detalhamento de quais órgãos sofrerão os bloqueios será publicado em decreto no dia 30 de maio, e cada pasta terá cinco dias úteis para informar quais programações serão afetadas.

veja mais em https://www.campograndenews.com.br/economia/governo-bloqueia-r-31-bi-do-orcamento-e-aumenta-iof-para-reforcar-arrecadacao

Comércio Exterior do Brasil Registra US$ 214 Bilhões em Corrente de Comércio até Maio de 2025

Por Portal do Agronegócio

O Brasil alcançou a marca de US$ 214 bilhões em sua corrente de comércio (soma das exportações e importações) até a segunda semana de maio de 2025, mantendo um superávit de US$ 20,54 bilhões no período. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)

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Superávit Comercial e Resultados da Segunda Semana de Maio

Na segunda semana de maio de 2025, a balança comercial do país apresentou um superávit de US$ 1,44 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6,1 bilhões. A corrente de comércio no período somou US$ 13,6 bilhões.

Acumulando os resultados do mês até a segunda semana de maio, as exportações chegaram a US$ 9,9 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 7,1 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,8 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 17 bilhões.

Matéria completa em: https://www.portaldoagronegocio.com.br/economia/brasil/noticias/comercio-exterior-do-brasil-registra-us-214-bilhoes-em-corrente-de-comercio-ate-maio-de-2025