logo_mdic

MDIC lança o Comex Vis, a nova ferramenta de acesso aos dados de comércio exterior

Jornalistas da área econômica, que analisam e publicam dados da balança comercial brasileira, divulgada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), participaram, na manhã desta quinta-feira (28), de workshop de apresentação da nova estrutura de divulgação de dados de comércio exterior.

Além de mudar o formato de publicação das planilhas, a partir de hoje o Ministério conta também com outra inovação: a ferramenta Comex Vis, que permite visualizações interativas das estatísticas. O workshop foi aberto pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho, que reiterou o compromisso do governo com a transparência. “Isso não se limita a apenas divulgar os dados, mas também difundir as estatísticas de comércio exterior de maneira cada vez mais fácil, transparente e inclusiva”, explicou.

Houve um aprimoramento global na forma de divulgação dos dados. Dessa forma, o MDIC pretende atender a demandas distintas, incluindo desde analistas de mercado, pesquisadores acadêmicos, empresários e imprensa, entre outros públicos.

Comex Vis

O analista de comércio exterior do MDIC, Saulo de Souza Guerra Ferreira, um dos expositores do encontro, explicou o funcionamento da Comex Vis, uma ferramenta de visualização interativa online, em que é possível navegar e interagir com gráficos e informações das exportações e importações brasileiras.

A base integral da série histórica, de 1997 a 2016, já está disponível, com dados sobre o Brasil, blocos comerciais ou por continente, e países parceiros. Os gráficos apresentam dados anuais e por período acumulado. Também é possível fazer recorte por país e produto, período, verificar valores e percentuais, traçar comparativos, entre outras facilidades.

Não é necessário conhecimento avançado para acessar o Comex Vis. Além disso, o portal é responsivo, o que permite leitura em smartphones e tablets igualmente. A proposta é que até o final do ano sejam incorporadas visualizações adicionais, como dados por UF ou pesquisa por produtos. As formas de divulgação atuais serão mantidas, pois foram desenhadas para públicos específicos. Essa nova ferramenta complementa o processo atual de divulgação de dados.

“A plataforma foi desenvolvida pela própria equipe da Diretoria de Estatística e Apoio à Exportação da Secex, utilizando os instrumentos mais modernos de visualização de dados estatísticos em utilização hoje no mundo, a custo zero”, destacou Godinho.

Fonte: MDIC

11021254_1451938788400166_5271443055622495669_n

Brasil foi o país que mais abriu investigações antidumping nos últimos três anos

Relatório divulgado nesta segunda-feira (25) pela Organização Mundial do Comércio (OMC) revela que o Brasil foi o país que mais abriu investigações antidumping nos últimos três anos. Entre 2013 e 2015, foram iniciadas 112 investigações, 15% do total registrado para os países-membros do organismo internacional.

Segundo a OMC, as investigações não levam, necessariamente, à imposição de medidas restritivas ao comércio, mas são um indicador de provável alta das restrições. O dumping é a prática de exportar um produto a preço inferior ao praticado no país de destino. Já as medidas antidumping são maneiras de neutralizar a prática, considerada desleal, geralmente pela imposição de tarifas alfandegárias adicionais.

Apesar de concentrar o maior número de novas investigações antidumping, o Brasil registrou diminuição delas entre 2013 e 2015. Em 2013, foram 54 investigações iniciadas. Em 2014, o número caiu para 35 e, em 2015, atingiu 23.

O relatório aponta aumento das barreiras comerciais de forma generalizada entre os países-membros e conclui que é preciso “resistir às pressões protecionistas”. Segundo o documento, assinado por Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, as novas medidas restritivas ao comércio aumentaram de uma média de 15 por mês, na última medição, para 22 por mês. O número refere-se ao período de outubro de 2015 a maio de 2016, e é a maior média desde 2011.

Azevêdo divulgou o relatório durante o encontro do Órgão de Análise da Política de Comércio da OMC. Outra conclusão do levantamento é que os países-membros são lentos em eliminar as medidas restritivas ao comércio.

“Das 2.835 medidas restritivas ao comércio registradas para membros da OMC desde 2008 até este exercício, somente 708, ou 25%, haviam sido removidas até maio de 2016”, afirma o documento. O relatório pondera, no entanto, que, entre outubro de 2015 e maio deste ano, os países-membros adotaram uma média de 19 novas medidas por mês destinadas a facilitar o comércio.

Fonte: Agência Brasil

courospeles1

Participação de empresas de couros em feira no Vietnã pode render US$ 20 milhões

Uma feira em ascensão, com crescimento de visitantes em um mercado com planejamento bem definido de grande expansão. Este foi o ambiente em que o couro brasileiro prospectou e concretizou negócios recentemente, durante a 18ª edição da International Shoes & Leather Exhibition, realizada no Vietnã, na cidade de Ho Chi Minh.

Ao todo, foram 12 empresas de curtume do Brasil expondo seus produtos com o apoio do Brazilian Leather, projeto de incentivo às exportações de couros desenvolvido pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A feira tem a previsão de gerar negócios na ordem de US$ 20 milhões às empresas brasileiras participantes.

Este foi o ano de maior presença do Brasil na feira, acompanhando a tendência do evento: a cada ano, a Shoes & Leather Exhibition está maior em área física, número de visitantes e também na diversidade de origem dos compradores. “A feira cresceu muito e a visitação aos curtumes brasileiros foi intensa. O número de visitantes de outros países da Ásia aumentou, com participação relevante de China, Japão e Coreia do Sul”, conta o presidente executivo do CICB, José Fernando Bello.

A mostra Design na Pele, com cerca de 90 objetos surpreendentes de moda e decoração feitos em couro brasileiro, foi apresentada na feira e considerada uma das grandes atrações de todo o evento. Como ocorre tradicionalmente por onde é exposto, o Design na Pele mostrou o potencial criativo e de qualidade do couro brasileiro e abriu novos e importantes contatos para as empresas nacionais.

sapatos_altos-598x294

Especialista faz palestra sobre oportunidades no setor de componentes para moda no Peru

A indústria brasileira tem motivos de sobra para conhecer mais das oportunidades no mercado peruano. Quinto maior produtor de calçados da América Latina, o Peru ainda é o 13º principal destino das exportações brasileiras do Setor de Componentes para moda e tem aberto oportunidades para o estreitamento comercial entre nossos fabricantes e seus calçadistas. Para completar, a indústria calçadista peruana produz aproximadamente 50 milhões de pares por ano, 80% concentrado em uma única cidade, Lima. Ou seja, oportunidade de negócios não falta.

Diante deste cenário favorável, no dia 4 de agosto ocorrerá a palestra Conexão Internacional Peru – uma iniciativa do Footwear Components by Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).

Citation_Xplus_Speed

Receita leiloa mercadorias apreendidas em Viracopos

A Receita Federal do Aeroporto Internacional de Viracopos de Campinas (SP) fará um leilão eletrônico de cargas apreendidas e abandonadas na quarta-feira (27). Ao todo, serão colocados à venda 65 lotes e entre as mercadorias está novamente o avião Cessna Citation X, que têm lance mínimo de R$ 9 milhões. Na última edição do pregão, a aeronave “encalhou” porque nenhum comprador ofereceu este valor.
A aeronave pertencia a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e foi apreendida por falta de documentação em 2012. Além do avião, fazem parte do leilão produtos como videogames, instrumentos musicais, componentes eletrônicos e discos de vinil.

Podem participar do leião tanto pessoas físicas quanto jurídicas. As propostas para os lotes vão até terça-feira (26). Confira a relação de mercadorias no edital no site da Receita Federal.

tudo-o-que-acontece-nas-olimpiadas-2016_6

Importação temporária de bens não terá de pagar imposto

O Brasil é o primeiro País do Mercosul a usar um sistema que permite a importação e a exportação de bens, temporariamente, sem o pagamento de impostos. No mundo, 75 Países usam esse documento, que funciona como uma espécie de passaporte para mercadorias.

Esse documento é chamado de ATA Carnet, acrônimo que vem do francês e que seria equivalente a Carnê de Admissão Temporária. Desde o início de julho, o Brasil reconhece os emitidos por outros Países e, em setembro, ele também começa a emitir esse “passaporte”.

A adesão a esse sistema, entre outros benefícios, vai permitir que atletas que participarão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro possam entrar no País com seus equipamentos sem que eles sejam tributados.

Com esse passaporte, é possível obter o desembaraço prévio de bens, a um custo determinado; trânsito com o bem por mais de um País; uso do mesmo documento para várias viagens durante o seu período de validade; e retorno ao País de origem sem problemas ou atrasos.

Como emitir o ATA Carnet no Brasil

Em todos os países que usam o sistema, uma única organização empresarial é responsável por garantir que tributos e taxas serão pagos em caso de irregularidades no uso do documento.

No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) será a responsável pelo funcionamento do sistema e emissão do documento pelos próximos cinco anos. A partir de setembro, as 27 federações de indústrias filiadas a entidade emitirão os carnês. Em 2015, os 178 mil carnês emitidos pelos países participantes cobriram mercadorias avaliadas em mais de US$ 30 bilhões.

Segundo a CNI, as empresas podem utilizar o documento em três tipos de operação: para transportar amostras comerciais, equipamentos profissionais ou artigos para apresentação ou uso em feiras, exposições e eventos semelhantes.

A entidade explicou ainda que os produtos podem circular em mais de um país com o mesmo documento por 12 meses. Os 74 países que já trabalham com o ATA Carnet representam quase 75% do fluxo de comércio exterior do Brasil.

Fonte: Portal Brasil, com informações da CNI e da Receita Federal

wmX-600x401x4-4c9141a4af467d77df09f874af5463f234d179f8bb829

Ampliação do comércio é tema de reunião do ministro Marcos Pereira

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, recebeu nesta terça-feira (19) o embaixador do Paraguai no Brasil, Manuel Cardozo. Durante a audiência, foram tratados temas como Mercosul, investimentos brasileiros no Paraguai e outros temas da agenda bilateral.

O ministro Marcos Pereira falou sobre a importância de avançar com os assuntos da agenda dos dois países, tais como o acordo automotivo bilateral. Ele defendeu a internacionalização das empresas brasileiras no Paraguai, aproveitando o grande crescimento daquele mercado, ressaltando que existem muitas possibilidades para as empresas do Brasil no mercado daquele país.

No ano passado, as exportações para o Paraguai somaram US$ 2,47 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,58 bilhão. No primeiro semestre de 2016, as exportações chegaram a US$ 954 milhões e as importações, US$ 543 milhões, com saldo de US$ 411 milhões.

De janeiro a junho deste ano, 3.462 empresas venderam produtos ao Paraguai, que se tornou o 24º destino das exportações brasileiras. A pauta de exportação é dominada por produtos industrializados (94,9%), com destaque para máquinas e aparelhos de uso agrícola, fertilizantes, calçados e automóveis.

Fonte: MDIC

greve

Governo não consegue deter greve na Receita Federal

O governo fracassou nesta sexta-feira (15) ao tentar debelar a greve dos auditores fiscais da Receita Federal com a sinalização do envio um projeto de lei com o reajuste salarial acordado em março com a categoria. O Ministério do Planejamento encaminhou à Casa Civil uma minuta de projeto a ser enviado ao Congresso Nacional, mas os servidores decidiram manter o movimento até que uma medida provisória, que tem validade imediata, seja publicada pelo presidente em exercício Michel Temer.
Além de exigir que a questão seja resolvida por meio de uma MP e não por um projeto de lei, que depende de aprovação no Congresso para entrar em vigor, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) alega que a minuta do projeto enviado ao Palácio do Planalto tem incongruências com o acordo firmado com a categoria no começo do ano.
“O governo mandar um projeto de lei agora não resolverá a questão. Com o recesso dos parlamentares, os servidores não receberiam o aumento antes de setembro. Já uma medida provisória tem validade imediata”, afirmou o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno.
Sem entrar em detalhes, o dirigente sindical disse ainda que a minuta do projeto tem diferenças em relação àquilo que a categoria havia acordado com o governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Damasceno adiantou que o movimento de greve da categoria continuará.
Na quinta-feira, a categoria iniciou a chamada “operação padrão”, com fiscalização mais rigorosa na liberação de cargas e bagagens nos aeroportos, portos e postos de fronteira. O protesto, que vai se repetir todas as terças e quintas-feiras, causou transtornos aos viajantes em diversas capitais.
O movimento ameaça também criar problemas para os turistas que chegarem ao Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no começo do próximo mês.
E apesar de mais de uma centena de servidores ter passado o dia na antessala do gabinete do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ninguém foi recebido na Quinta-feira.
A Fazenda chegou a propor que o secretário executivo, Eduardo Guardia, se reunisse com a categoria, mas essa alternativa não foi bem recebida. Ainda assim, um encontro entre Guardia e os servidores foi marcado para a próxima quarta-feira.
Além da “operação padrão”, não está havendo análise de processos e ações externas nas repartições da Receita. Os auditores prometem ainda realizar a “operação meta zero” , ou seja, o represamento de créditos resultantes das fiscalizações.

 

Fonte: Estadão 

Porto_de_Valparaiso_-_Chile_-_by_Sérgio_Schmiegelow

CNI defende revogação de acordo marítimo com o Chile por prestar “desserviços” ao País

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu na última quinta-feira (14), durante reunião no Ministério das Relações Exteriores (MRE), que o governo coloque um ponto final no acordo marítimo de reserva de carga Brasil-Chile, em vigor desde 1974. Ao lado de representantes do setor agropecuário e de empresas exportadoras, o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, enfatizou que o acordo onera o setor produtivo e encarece as mercadorias brasileiras. “O acordo está prestando um desserviço à sociedade brasileira”, criticou.

Criado há 41 anos para proteger as frotas nacionais em meio à política brasileira de marinha mercante, o acordo gera um monopólio para os navios de bandeira brasileira e chilena, únicos autorizados a transportarem cargas entre os dois países.

O transporte marítimo com bandeiras de outros países só é permitido nas situações em que não haja condições de um brasileiro ou chileno assumir o frete, desde que haja autorização prévia pelos governos, o que acarreta mais uma burocracia nos processos de comércio exterior.

“É fato conhecido que os regimes de reserva de carga, ao inibirem a competição entre as empresas de navegação, colocam os fretes acima do que seria estabelecido em um ambiente competitivo. Este acordo não faz sentido. O mundo hoje vive um momento de liberdade de cargas”, afirmou Wagner

Para o diplomata César Bonamigo, que representou o Itamaraty na reunião, o posicionamento do setor produtivo será levado ao conhecimento do ministro das Relações Exteriores, José Serra. As opiniões do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que tiveram representantes na reunião no MRE, também serão levadas em conta na decisão do governo. A questão só será definida em reunião ainda sem data definida da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Para que a medida deixe de vigorar, basta que um dos países denuncie o acordo bilateral.

Atualmente, uma rota entre Brasil e Peru, cuja distância é maior que para o Chile, chega a ser 42% mais barata para o transporte de carga por não estar sujeita à reserva de mercado.

Na avaliação da CNI, a derrubada do acordo tem potencial para ampliar substancialmente a quantidade de carga transportada por mar entre Brasil e Chile. Hoje, por exemplo, 90% das nossas exportações de veículos, como caminhões e máquinas pesadas, para o país, são feitas por meio terrestre.

Unidas em prol da revogação do acordo, a CNI e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) formaram uma mobilização empresarial pela derrubada do acordo, que esteve representada na reunião por grandes empresas nacionais. Na semana passada, a CNI e a CNA encaminharam uma carta conjunta ao ministro José Serra, com o argumento de que o setor produtivo convive com fretes de preços “proibitivos”, em razão da manutenção do acordo.

Na avaliação do setor produtivo, o atual acordo só atende aos interesses dos poucos armadores que estão protegidos pela reserva, possibilitando que eles exerçam poder de monopolistas nas negociações de frete com os usuários, o que gera uma enorme ineficiência.

Fonte: CNI

160854-050-DB3C5FFD

Superávit comercial com a China já passa de US$ 8,5 bilhões e pode bater recorde histórico

Graças sobretudo a uma forte contração de -32,94% nas importações, o Brasil acumulou no primeiro semestre deste ano o maior superávit já registrado na história do comércio bilateral com a China. O saldo alcançou a impressionante cifra de US$ 8,561 bilhões, fruto de exportações no total de US$ 19,773 bilhões (alta de +7,02% sobre o período janeiro-junho de 2015) e importações no montante de US$ 11,213 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram ainda que no primeiro semestre a China foi o destino de 21,91% de todas as exportações brasileiras, o que manteve o país asiático como maior parceiro comercial do Brasil, com os Estado Unidos aparecendo em segundo lugar, com uma participação de 11,8% nas vendas externas brasileiras. Em relação às importações, a China forneceu 16,48% do volume global adquirido pelo Brasil no exterior. Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar, com um percentual de 16,79% de todas as importações realizadas pelo Brasil no primeiro semestre deste ano.

Segundo técnicos do MDIC, com o encerramento das exportações do complexo soja e a tendência de manutenção da queda na receita com as vendas de petróleo (devido aos baixos preços internacionais do produto e à redução das importações do óleo brasileiro pelos chineses), a tendência é de que no segundo semestre o saldo comercial com a China fique bastante abaixo dos números alcançados nos seis primeiros meses do ano.

Ainda assim, esses técnicos consideram factível que o Brasil possa vir a ter em 2016 o maior ou, na pior das hipóteses, um dos três maiores saldos já alcançados no comércio com o gigante asiático. O maior saldo da série histórica aconteceu em 2011 e atingiu a cifra de US$ 11,524 bilhões. Naquele ano, as exportações brasileiras somaram US$ 44,315 bilhões (inferiores apenas à cifra recorde de US$ 46,026 bilhões exportada em 2013) e as vendas chinesas totalizaram US$ 32,791 bilhões.

No primeiro semestre deste ano, dos cinco principais produtos exportados para a China, quatro itens tiveram altas relevantes. A soja, mesmo triturada, gerou uma receita de US$ 10,594 bilhões, com uma alta de 10,78% sobre US$ 9,562 bilhões exportados em idêntico período do ano passado. Por outro lado, as exportações de minérios de ferro, não aglomerados e seus concentrados totalizaram US$ 2,848 bilhões, um aumento de +8,48% sobre as vendas de US$ 2,625 bilhões em 2015. Enquanto isso, a receita proporcionada pelo petróleo desabou -33,39% para US$ 1,614 bilhão, contra US$ 2,423 bilhões exportados nos seis primeiros meses de 2015. Enquanto isso, as exportações de pasta química de madeira subiram +21,77%, gerando receita no valor de US$ 859 milhões, contra US$ 706 milhões faturados de janeiro a junho do ano passado.

Da pauta de produtos exportados para a China dois itens se destacaram: pedaços e miudezas de frangos tiveram uma receita de US$ 442 milhões, o que fez da China um dos principais mercados para a carne de frangos brasileira. O outro destaque, as carnes desossadas de bovinos, somaram US$ 365 milhões, contra apenas US$ 20 milhões vendidos aos chineses no primeiro semestre de 2015.

Na outra ponta do comércio bilateral, o grande destaque nas vendas chinesas ao Brasil ficou por conta do aumento de +48,60% nas exportações de barcos-faróis/guindastes/docas/diques flutuantes, o item líder da pauta exportadora do país asiático, no montante de US$ 626 milhões, contra US$ 421 milhões exportados em igual período do ano passado.

Na direção inversa, com quedas acentuadas, apareceram os outros dois produtos do trio formado pelos principais produtos exportados pela China para o Brasil. As vendas de outras partes para aparelhos de telefonia/telegrafia tiveram uma retração drástica de -32,46% para US$ 518 milhões (contra US$ 756 milhões exportados em 2015) e outras partes para aparelhos receptores de radiodifusão e televisão, que caíram ainda mais: -58,81% e totalizaram US$ 278 milhões, contra US$ 676 milhões exportados para o Brasil no primeiro semestre de 2015.