Congresso derruba decreto do governo: entenda o impacto no IOF

Na quarta-feira (25), o Congresso Nacional revogou o decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), afetando operações como câmbio, cartões internacionais e crédito para empresas. Com isso, as alíquotas anteriores voltam a ser aplicadas.

Entenda como funciona o Congresso Nacional – CartaCapital

A decisão, aprovada sem resistência no Senado após votação na Câmara, representa um revés para o governo, que previa arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com o aumento do imposto. Esses recursos eram considerados importantes para reforçar o caixa em 2025, sem necessidade de cortes em áreas sociais sensíveis como o Bolsa Família.

Plataformas de câmbio e instituições ainda precisam ajustar seus sistemas, que estavam adaptados às novas alíquotas em vigor desde maio. A medida tem efeito imediato, mas a transição operacional deve levar alguns dias.

Nos bastidores, a votação acelerada evidencia o desconforto crescente entre Legislativo e Executivo, intensificado por falas recentes do ministro da Fazenda e disputas sobre vetos e emendas parlamentares.

Vale lembrar que a derrubada do decreto não impacta a MP 1303, que segue em tramitação e trata de mudanças na tributação de investimentos isentos como LCI, LCA e debêntures incentivadas. O ambiente político, porém, dificulta avanços nessa frente.

O ministro Fernando Haddad sinalizou que o governo estuda alternativas para lidar com a perda de arrecadação: judicializar a questão, cortar ainda mais gastos ou retomar o debate sobre a taxação de dividendos.

A movimentação mostra como a tensão entre articulação política e equilíbrio fiscal segue no centro do debate econômico em 2025.

Leia mais sobre em: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/iof-como-fica-o-imposto-apos-o-congresso-derrubar-o-decreto-do-governo/

Conflito entre Israel e Irã gera efeitos no agronegócio do Brasil

A guerra entre Israel e Irã começa a impactar o agronegócio brasileiro.

A tensão no Oriente Médio pressiona os preços dos fertilizantes, principalmente da ureia, um insumo essencial para a agricultura nacional.

O Irã é um dos principais fornecedores mundiais de ureia, respondendo por 19% das importações brasileiras em 2024. Com o conflito, o preço da tonelada do produto já subiu 9,3%, e há riscos de escassez caso a situação se prolongue.

A instabilidade também afeta outros fertilizantes, como o cloreto de potássio importado de Israel. Apesar disso, o impacto dessa origem é menor, já que o país responde por uma fatia menor das importações brasileiras.

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Do lado das exportações, o Irã é o terceiro maior comprador de milho do Brasil, com mais de 4 milhões de toneladas adquiridas em 2024. Uma escalada da guerra pode comprometer contratos e embarques.

Outro efeito direto é a alta do petróleo. O preço do barril Brent subiu quase 8% em um único dia, pressionando os custos de produção agrícola, transporte e até o valor de commodities como o algodão.

A ameaça de bloqueio de rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz, também preocupa. Mesmo que não afete diretamente o Brasil, o redirecionamento global de rotas eleva o custo de frete e seguros.

Embora os efeitos sobre os preços dos alimentos ainda sejam incertos, especialistas alertam para possíveis pressões inflacionárias se os custos se mantiverem elevados. Por ora, o câmbio se mantém estável, com o real beneficiado pelos juros altos no Brasil.

 

Trump x Musk: o que acontece quando homem mais rico do mundo enfrenta o mais poderoso?

Por BBC News Brasil

O que acontece quando a pessoa mais rica e o político mais poderoso do mundo se enfrentam em uma batalha acirrada?

O mundo está descobrindo — e a cena não é nada bonita. Donald Trump e Elon Musk possuem dois dos maiores megafones do planeta, que agora estão voltados um contra o outro, à medida que o desentendimento entre eles se transformou em uma guerra de palavras.

Em resposta às críticas de Musk que considerou os gastos do governo excessivos, Trump ameaçou as volumosas negociações comerciais de Musk com o governo federal, que são a força vital do seu programa SpaceX.

“A maneira mais fácil de economizar dinheiro no nosso orçamento, bilhões e bilhões de dólares, é acabar com os subsídios e contratos governamentais do Elon”, publicou Trump de forma ameaçadora em sua própria plataforma de rede social.

Elon Musk cumprimenta o presidente dos EUA, Donald Trump, em um evento em março

A questão agora é saber para onde vai a disputa. Os republicanos do Congresso podem achar mais difícil manter seus membros apoiando o projeto de lei de Trump, com Musk fornecendo cobertura retórica e, talvez, financeira, para aqueles que romperem com a linha partidária.

Trump já ameaçou os contratos governamentais de Musk, mas também poderia mirar em seus aliados do Doge remanescentes no governo ou reabrir as investigações da era Biden sobre os negócios de Musk.

Neste momento, tudo está em jogo.

Enquanto isso, os democratas estão à margem, pensando em como reagir. Poucos parecem dispostos a acolher Musk, um ex-doador do partido, de volta ao grupo. Mas há também o velho ditado que diz que o inimigo do meu inimigo é meu amigo.

“É um jogo de soma zero”, afirmou Liam Kerr, estrategista democrata, ao Politico. “Qualquer coisa que ele faça que se aproxime mais dos democratas prejudica os republicanos.”

No mínimo, os democratas parecem satisfeitos em recuar e deixar os dois se atacarem. E até que eles abandonem o ringue, o burburinho provavelmente vai abafar todo o resto da política americana.

Mas não espere que essa briga termine tão cedo.

“Trump ainda tem 3,5 anos como presidente”, escreveu Musk no X.

“Mas eu estarei por aqui por mais de 40 anos.”

Matéria completa em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g7yxz0832o

Governo bloqueia R$ 31 bi do orçamento e aumenta IOF para reforçar arrecadação

Por: Campo Grande News

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (22) aumento no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incidirá principalmente sobre empresas, investidores de alta renda e operações de câmbio.

O IOF aparece em várias situações do dia a dia financeiro. Ao fazer um empréstimo pessoal no banco, por exemplo, o imposto é cobrado sobre o valor total da operação. Se alguém pegar R$ 10 mil emprestado, uma parte do valor devolvido ao banco será referente ao IOF.

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Nas compras internacionais com cartão de crédito, seja em viagens ou pela internet. Quem adquire moeda estrangeira, como dólar, euro ou peso, também paga IOF, mesmo quando a compra é feita em espécie.

Para tentar equilibrar as contas, o governo optou por uma combinação de corte de gastos e aumento de tributos, como o reajuste no IOF. O detalhamento de quais órgãos sofrerão os bloqueios será publicado em decreto no dia 30 de maio, e cada pasta terá cinco dias úteis para informar quais programações serão afetadas.

veja mais em https://www.campograndenews.com.br/economia/governo-bloqueia-r-31-bi-do-orcamento-e-aumenta-iof-para-reforcar-arrecadacao

Comércio Exterior do Brasil Registra US$ 214 Bilhões em Corrente de Comércio até Maio de 2025

Por Portal do Agronegócio

O Brasil alcançou a marca de US$ 214 bilhões em sua corrente de comércio (soma das exportações e importações) até a segunda semana de maio de 2025, mantendo um superávit de US$ 20,54 bilhões no período. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)

Pós Graduação Unisinos - Direito Aduaneiro e Comércio Exterior

Superávit Comercial e Resultados da Segunda Semana de Maio

Na segunda semana de maio de 2025, a balança comercial do país apresentou um superávit de US$ 1,44 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6,1 bilhões. A corrente de comércio no período somou US$ 13,6 bilhões.

Acumulando os resultados do mês até a segunda semana de maio, as exportações chegaram a US$ 9,9 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 7,1 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,8 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 17 bilhões.

Matéria completa em: https://www.portaldoagronegocio.com.br/economia/brasil/noticias/comercio-exterior-do-brasil-registra-us-214-bilhoes-em-corrente-de-comercio-ate-maio-de-2025

Cocaína é apreendida em carga de café no Porto de Santos

Por R7

A operação contou com a presença de cães farejadores e resultou na descoberta de várias sacas contendo tabletes da droga

Receita Federal encontra 380 kg de cocaína escondida em carga de café no  Porto de Santos, SP | Porto Mar | G1

Durante uma inspeção em um carregamento de 19 toneladas de café destinado ao porto de Antuérpia, na Bélgica, foram encontrados 832 quilos de cocaína escondidos entre os grãos.

A operação contou com a presença de cães farejadores e resultou na descoberta de várias sacas contendo tabletes da droga. A perícia foi acionada e a investigação será conduzida em inquérito policial para apurar os responsáveis pelo tráfico.

Leia mais em: https://noticias.r7.com/sao-paulo/litoral-vale/sp-record/832-kg-de-cocaina-sao-apreendidos-em-carga-de-cafe-no-porto-de-santos-08052025/

25 de Abril: Dia do Despachante Aduaneiro!

 

25 de abril

Mais do que lidar com códigos e burocracias, o despachante aduaneiro conecta países, sonhos e oportunidades.

Por trás de cada mercadoria que cruza fronteiras, tem alguém garantindo que tudo seja feito com segurança, agilidade e responsabilidade.

Nos bastidores do comércio exterior, o despachante aduaneiro é ponte entre o Brasil e o mundo.

Nosso respeito e reconhecimento a quem transforma processos em conexões.

Alckmin defende o multilateralismo no Brasil: ‘Comércio exterior é emprego’

Por Monitor Mercantil

“Comércio exterior é emprego, é renda, é desenvolvimento, é oportunidade. Ao invés de fecharem-se as economias, o Brasil defende multilateralismo e livre mercado”. A declaração é do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que defendeu, nesta terça-feira, trocas comerciais entre países, ressaltando o multilateralismo do Brasil, no contexto da nova política tarifária imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Alckmin participou da abertura da 16ª Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços (Automec), em São Paulo.

Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

De acordo com Alckmin, o Brasil não tem litígio com ninguém e que, com os Estados Unidos, o país tem “200 anos de amizade e parceria”. “Os Estados Unidos não tem déficit comercial com o Brasil, ele tem superávit comercial. E nós temos que nos dar bem com todos. A China é o maior comprador do Brasil, é o maior parceiro comercial, e os Estados Unidos é o maior investidor no Brasil, então a gente deve avançar, aproveitar, de um lado, oportunidades que se abrem e, de outro lado, promover o diálogo”, disse ao ser questionado por jornalistas sobre viagem marcada do presidente Lula à China.

Leia mais em: https://monitormercantil.com.br/alckmin-defende-o-multilateralismo-no-brasil-comercio-exterior-e-emprego/

Em meio a tarifaço, comércio entre Brasil e EUA bate recorde no 1º tri

Por Gabriel Garcia da CNN, Brasília

A balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos bateu recorde e chegou, pela primeira vez, à marca de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de um ano.

Entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou US$ 9,7 bilhões para os EUA e importou US$ 10,3 bilhões, segundo relatório da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

O volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária.

Acordo Brasil-EUA é pedra fundamental para futuro livre comércio entre os  dois países - Agência de Notícias da Indústria

As exportações da indústria brasileira atingiram US$ 7,8 bilhões – novo recorde para um primeiro trimestre -, elevando a participação dos EUA como destino das exportações industriais nacionais para 18,1%.

Apesar do fortalecimento da relação comercial, a Amcham alerta para um cenário de incerteza provocado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

Matéria completa em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/em-meio-a-tarifaco-comercio-entre-brasil-e-eua-bate-recorde-no-1o-tri/

O que guerra comercial entre EUA e China significa para o mundo?

Por BBC News Brasil

Uma guerra comercial de grandes proporções entre a China e os Estados Unidos está no horizonte com a escalada de tensão em torno das tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, sobre as importações de produtos chineses e da retaliação do país asiático.

Após anunciar, em 2 de abril, tarifa adicional de 34% sobre os importados chineses, o republicano havia elevado a alíquota a 104%, com vigência a partir desta quarta-feira (9/4), em reação à resposta chinesa, que havia, por sua vez, estabelecido tarifa de 34% sobre todos os produtos americanos que entrassem no país a partir de quinta-feira.

Menos de 24 horas depois do salto para 104%, contudo, Trump divulgou um novo acréscimo e elevou o percentual a 125%.

Ele também afirmou ter autorizado uma “pausa” de 90 dias na aplicação de tarifas aos países que não retaliaram os EUA, mas não está claro como será o mecanismo e quais países, especificamente, serão beneficiados. O Brasil, taxado em 10%, não anunciou retaliações.

TikTok e trocas comerciais foram o tema da conversa entre Trump e Xi Jinping  | Euronews

Qual o volume das transações comerciais entre eles?

O comércio de mercadorias entre as duas potências econômicas somou cerca de US$ 585 bilhões no ano passado.

Os EUA importaram consideravelmente mais da China (US$ 440 bilhões) do que os chineses importaram dos americanos (US$ 145 bilhões).

O que os EUA e a China importam um do outro?

Em 2024, a principal categoria de exportação dos EUA para a China foi a soja — usada principalmente para alimentar os cerca de 440 milhões de porcos do país.

Os EUA também exportaram produtos farmacêuticos e petróleo para a China.

No sentido oposto, da China para os EUA, foram exportados grandes volumes de eletrônicos, computadores e brinquedos. Uma grande quantidade de baterias, que são vitais para veículos elétricos, também foi exportada.

A principal categoria de importação dos EUA da China foi a de smartphones, representando 9% do total. Uma grande parte destes dispositivos é fabricada na China para a Apple, multinacional com sede nos EUA.

As tarifas dos EUA sobre a China foram um dos principais fatores que contribuíram para a queda do valor de mercado da Apple nas últimas semanas, com o preço de suas ações caindo 20% no último mês.

Leia mais em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/creqq75dnn9o