TCU Recomenda Leilão Único para Megaterminal Tecon Santos 10

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Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) sugerem que o leilão do megaterminal Tecon Santos 10 seja realizado em fase única, sem restrições à participação de empresas que já operam no Porto de Santos.

De acordo com o parecer, não há evidências concretas de que a presença de operadores existentes prejudique a concorrência, tornando inadequada qualquer proibição. A recomendação considera que barreiras baseadas apenas em riscos hipotéticos seriam ilegais.

O relatório também ressalta que a concentração de mercado no setor portuário é uma tendência global que, se bem regulada, pode gerar ganhos de escala, eficiência e inovação, desde que haja mecanismos de monitoramento e regras claras de acesso isonômico.

O TCU defende, assim, um equilíbrio entre concorrência e eficiência operacional, garantindo um leilão transparente e competitivo. A decisão final sobre o formato do leilão ainda será tomada pelas autoridades responsáveis.

Fonte: Poder360

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Santos Brasil quer investir até R$ 100 milhões no Tecon Santos em 2018

Ainda aguardando autorização do poder concedente, o comando da Santos Brasil estima investir até R$ 100 milhões no Tecon Santos em 2018. Segundo o diretor financeiro da Santos Brasil,  Daniel Doria, o principal desembolso seria nas obras de extensão do cais, que dependem de autorização da Codesp, autoridade do porto de Santos.

Além disso, a companhia deve realizar desembolsos para substituição de equipamentos, como guindastes de cais. “[Além do cais] o restante dos investimentos são em equipamentos que trazem ganhos de produtividade. Não podemos perder nossa liderança no Tecon Santos”, afirmou Doria em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre.

Atualmente, a empresa detém uma fatia de 34,2% da movimentação do porto de Santos.

Segundo o comando da Santos Brasil, a greve dos caminhoneiros deve afetar os resultados do segundo trimestre da companhia. De acordo com o diretor comercial, Marcos Tourinho, a empresa ficou 11 dias sem receber cargas em seus terminais, o que resultou numa queda de movimentação de 15 mil contêineres.

“O recomeço foi muito vagaroso, principalmente com relação às exportações”, disse Tourinho. A visão da empresa é que a normalização da movimentação de carga só teve início na segunda quinzena de junho.

Parte da compensação deve vir do maior período de armazenagem dos contêineres nos terminais. “O tempo de armazenamento de carga subiu com a greve e o reconhecimento deve ser feito em junho acima do que acontece normalmente”, completou o diretor comercial.

Fonte: Valor