carlos_abijaodi-720x294

CNI inicia a emissão do ATA Carnet, passaporte para exportação e importação temporária de bens

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio das federações de indústrias dos estados, começa a emitir o ATA Carnet (acrônimo das expressões em francês Admission Temporaire e Temporary Admission, em inglês) a partir desta quinta-feira (6).

O documento aduaneiro permite exportar e importar bens temporariamente sem a incidência de impostos em 74 países. O Brasil é o primeiro país do Mercosul a aderir ao sistema. Desde julho, a Receita Federal Brasileira já reconhece o Ata Carnet emitido pelos demais países para a entrada de bens no Brasil.

“Este é um instrumento fundamental para aumentar a participação do Brasil no mercado global, pois desburocratiza os procedimentos aduaneiros, facilita a participação das nossas indústrias em grandes feiras e rodadas de negócios internacional. O Ata Carnet é um avanço na facilitação de comércio”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Inicialmente, o documento será emitido pelas federações de sete estados: Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Elas atenderão a pedidos de empresas de todo o Brasil. Até o início de 2017, o sistema de emissão presencial funcionará em todas as 27 federações de indústria estaduais. Também é possível solicitar o ATA pela internet.

Como funciona

A empresa solicitante deve preencher o formulário com informações sobre as mercadorias a serem enviadas ao exterior sob regime de exportação temporária e países de destino a serem visitados. A própria ferramenta eletrônica gera o documento de forma automática e totalmente online. Após análise das informações e aprovação, o usuário pode retirar seu ATA Carnet nas federações de indústrias presentes em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

O documento emitido é composto por duas folhas de apresentação para cada país estrangeiro onde a mercadoria for ingressar, e outras duas folhas de apresentação à alfândega na saída e no retorno de seu país de origem. Como um passaporte, uma das folhas recebe o carimbo da alfândega estrangeira na entrada e a outra na saída. Do mesmo modo, o documento também é carimbado pela aduana brasileira na saída e retorno do país.

A Receita Federal do Brasil monitora e valida os ATA Carnets emitidos no país para as exportações temporárias e, também reconhece os ATA Carnet emitidos por entidades no exterior para o caso das admissões temporárias brasileiras. O custo do documento varia entre R$ 442,97 a R$931,14, dependendo do valor do bem segurado e ele é emitido em até 48 horas.

Cobertura

O ATA Carnet pode cobrir bens utilizados em exposições, feiras, congressos ou eventos similares; materiais profissionais; bens importados para fins educativos, científicos ou culturais ou desportivos. Por exemplo: materiais de atletas, equipamentos fotográficos e cinematográficos de jornalistas, instrumentos musicais, joias, roupas, peças arqueológicas, quadros, veículos, entre outros.

O ATA Carnet suspende a incidência de impostos sobre a permanência temporária de produtos e equipamentos. Com apenas um documento, empresas podem entrar com bens em 74 países durante 12 meses.

“Um único documento reúne todas as informações que devem ser apresentadas na aduana de saída e de entrada, reduzindo a burocracia, tornando mais rápidos os trâmites aduaneiros e pode ser usado tanto por pessoa física quanto jurídica”, complementa a gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha.

Vantagens

Para empresas:
– Reduzem a zero o risco de apreensão ou retenção de mostruário em aduanas, dando maior segurança para que empresas brasileiras participem de feiras e exposições no exterior – fato importante sobretudo para micro e pequenas empresas;
– Gastam menos na circulação internacional de bens;
– Economizam tempo no preparo de documentação para exportação e importação temporária;

2. Para pessoas físicas:
– Segurança para o transporte de materiais de trabalho, para fins educativos, científicos, culturais e desportivos;
– Não têm mais o risco de circular internacionalmente com mercadorias sem documentação adequada;

3. Para o governo
– Atua de acordo com normas internacionais;
– Reduz a burocracia na Aduana Brasileira;
– Facilita a realização de grandes eventos internacionais – esportivos, culturais, de negócios – no Brasil.

Fonte: CNI

zpe-1

Banco do Brasil assina termo de cooperação técnica para instalação de empresas na ZPE Ceará

O Banco do Brasil assina nesta quinta-feira (6) termo de cooperação técnica com o Governo do Ceará para garantir o financiamento das instalações de empresas dentro da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará).

O governador Camilo Santana participa do ato, que tem ainda interveniência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), da Assessoria Internacional do Ceará, Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e da ZPE Ceará.

O acordo define o Banco do Brasil como agente financeiro preferencial para instalação de empresas na ZPE e financiador da construção da infraestrutura necessária para permitir a ampliação da zona alfandegada do distrito exportador local. O acordo contempla todas as empresas que atenderem aos requisitos, independente do setor de atuação.
Segundo o presidente da ZPE Ceará, Mario Lima, o Governo, por meio do acordo, acertou ao escolher o BB como agente financeiro. Ele avalia que o Banco tem interface com os mercados internacionais, além de agências em vários países do mundo. “Nós não poderíamos deixar o Banco do Brasil de fora de um instrumento tão poderoso como a ZPE para alavancar as exportações tanto do Ceará como do país”, destaca.

Mário Lima lembra que o acordo pressupõe a presença do Banco do Brasil ao lado do Governo, apoiando os empresários e analisando os projetos que vão para implantação dentro da ZPE Ceará.

Suporte para infraestrutura

Para o secretário de Estado de Assuntos Internacionais, Antonio Balhmann, ao trabalhar em conjunto com o Governo do Estado do Ceará, o Banco do Brasil garante apoio essencial para o crescimento da ZPE Ceará e para a atração de investimentos. Ele ressalta que o BB passa a fazer parte do portfólio de promoção da ZPE dentro e fora do Brasil.

“Ao assinar o acordo com o Banco do Brasil, o Governo assegura todo o suporte no que diz respeito à infraestrutura para as indústrias se instalarem no Ceará e os investimentos no Complexo para que essas empresas tenham sempre uma boa logística. Isso acaba tornando a ZPE cada vez mais amigável para atrair os empreendedores. É um momento muito importante para a ZPE do Ceará”, conclui.

O superintendente Estadual do Banco do Brasil no Ceará, Castro Júnior, disse que o Banco do Brasil está preparado para financiar a instalação de todo o parque industrial previsto para a ZPE Ceará. “O BB completa 208 anos de sua criação no próximo dia 12 de outubro, com larga contribuição ao desenvolvimento econômico e social do país. Agora, estamos frente ao importante projeto de expansão econômica para o estado do Ceará, com dimensões nacionais e efeitos internacionais, com patrocínio e apoio incondicionais do Governo do Estado”, diz Castro Júnior, ao acrescentar que o BB se sente honrado em contribuir com esse novo projeto para o Estado.

Fonte: BB

China Qingdao Port Container Terminal,The world's most efficient loading and unloading pier, with more than 130 countries and regions in the global trade

Exportar para os EUA, “sonho de consumo” da maioria das empresas de todas as regiões do País

O Sudeste é a única das cinco regiões brasileiras que tem os Estados Unidos como o principal destino de suas exportações, mas todas as regiões do País têm como objetivo principal começar a exportar para o competitivo mercado americano. Esse interesse é mais elevado na região Norte, onde 34,3% dos dirigentes de empresas consultadas por uma pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelaram que os Estados Unidos são o país para onde mais gostariam de iniciar a exportação de seus produtos.

Em segundo lugar na pesquisa da CNI para a região Norte aparece a China, com 18,5%, seguida pela Alemanha (7,9%), Arábia Saudita (5,3%), Argentina (5,3%) e Bolívia (4,0%). Na regão Nordeste, dar o pontapé inicial nas exportações para os Estados Unidos é a prioridade de 23,6% das empresas consultadas. A China é o destino preferido para 16,1%, seguida pelo Reino Unido (8,8%), Argentina (7,4%), Alemanha (6,2%) Portugal (3,7%). OS Estados Unidos são também o país para o qual os estados do Sudeste mais gostariam de começar a exportar, com um percentual de 20,1%. Na sequência surgem a Argentina (12,5%), Chile (7,3%), México (6,8%) China (4,8%) e Peru (4,0%).

Também nas outras duas regiões, Sul e Centro-Oeste, a pesquisa da CNI apontou os Estados Unidos como país para o qual o maior número de empresas desejaria iniciar suas exportações. No Sul do País, o mercado americano seria o primeiro destino ideal para 19,6% das empresas consultadas, à frente da Argentina (12,4%), Chile (8,6%), Paraguai (5,3%), Colômbia (4,8%) e China (4,5%). Entre os estados da região Centro-Oeste, 16,7% dos empresários consultados elegeram os Estados Unidos como alvo principal para o início das exportações de suas empresas, com o Paraguai aparecendo em segundo lugar (14,6%), à frente da China (13,7%) Bolívia (11,1%), Índia (8,2%) e África do Sul (6,5%)

frutas-650x294

Para evitar pragas, Mapa amplia requisitos para a importação de frutas de nove países

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (3), no Diário Oficial da União, instrução normativa que fixa requisitos fitossanitários para importação de frutos ou materiais de propagação de nove países. A medida é voltada à ameixa, cereja, cereja ácida, pêssego, damasco e nectarina provenientes da Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Turquia, Itália, Israel e Irã.

Com isso, as cargas deverão vir acompanhadas de certificado fitossanitário atestando que os produtos estão livres da praga Plum Pox Virus. A inspeção será feita no local de destino do carregamento. Se for detectada a presença da praga, a fruta será destruída ou recusada. O objetivo da exigência é prevenir o ingresso da doença no Brasil via comércio internacional.

De acordo com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Marcus Vinicius Coelho, o Plum Pox Virus é uma das doenças mais devastadoras da produção de frutos de caroço ao redor do mundo, sendo responsável por elevadas reduções de produtividade e qualidade dos pomares.

Fonte: Mapa

T2

MDIC considera viável criação de uma Zona de Processamento de Exportações no Porto do Açu

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, acompanhado da equipe técnica do MDIC, visitou nesta quinta-feira o Porto do Açu, no Norte do Rio de Janeiro. Considerado o maior projeto de porto-indústria da América Latina, com 90 km quadrados de extensão, o Porto do Açu está em operação desde 2014 e ainda existem áreas em implantação. Uma delas é reservada a uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE).
Como presidente do Conselho Nacional das ZPEs, Marcos Pereira constatou que há viabilidade técnica para a implantação da estrutura na região. “Estamos fazendo uma visita técnica com toda a equipe e todos os conselheiros para que nós possamos o mais rápido possível aprovar uma Zona de Processamento de Exportação nesta obra”, afirmou Marcos Pereira.

“O Distrito Industrial de São João da Barra associado ao Porto do Açu tem todas as condições para sediar uma ZPE. Nosso porto está operacional, localizado próximo aos maiores mercados consumidores e possui acesso logístico. A infraestrutura do porto está pronta, e agora vamos desenvolver o distrito industrial. E a ZPE é o elemento para alavancar isso”, afirmou José Magela Bernardes, presidente da Prumo Logística, empresa que desenvolve e opera o Porto.

“Existem várias empresas interessadas em se instalar aqui do setor de rochas ornamentais, café e indústrias de pás eólicas. Também há a possibilidade de empresas estrangeiras instalarem-se aqui, que queiram ter a ZPE como um posto de exportação”, completou.

Ao fim da visita, o ministro recebeu um ofício solicitando apoio institucional e técnico do governo federal para instalação da ZPE. O documento foi entregue pela subsecretária de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, Dulce Procópio de Carvalho. Também participaram da visita técnicos dos outros cinco ministérios que compõe o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE): Fazenda, Planejamento, Integração Nacional, Meio Ambiente e Casa Civil.

ZPE

As Zonas de Processamento de Exportações são áreas de livre comércio com o exterior, destinada à instalação de empresas com produção voltada à exportação. Para efeito de controle aduaneiro, as ZPE são consideradas Zonas Primárias.

Como instrumento de política industrial, as Zonas buscam fortalecer a balança de pagamentos, atrair investimentos estrangeiros, fortalecer a competividade das exportações brasileiras, gerar emprego e difundir novas tecnologias no país.

As empresas que se instalam em ZPE têm acesso a tratamento tributário, cambial e administrativo específicos. Para a aquisição de bens e serviços no mercado interno, há suspensão da cobrança do IPI, Cofins e PIS/PASEP. Nas exportações, também são suspensos o AFRMM (Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante) e o Imposto de Importação.

Em contrapartida a esse pacote de benefícios oferecidos pelo governo, as empresas que operam em ZPE devem auferir 80% de sua receita bruta anual com exportações. Sobre as eventuais vendas para o mercado brasileiro incidem integralmente todos os impostos e contribuições exigíveis pela legislação brasileira.

Fonte: MDIC

conteiner-640x294

Burocracia administrativa e aduaneira, grandes obstáculos à exportação, segundo empresários

Cerca de 32% de um grupo de empresários consultados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam a burocracia administrativa e aduaneira no país de destino e a existência de tarifas de importação como os principais obstáculos enfrentados para conseguir vender seus produtos e serviços nesses mercados.

Por outro lado, 20% dos exportadores consideram as medidas sanitárias e fitossanitárias um importante obstáculo a ser vencido. Outras barreiras não tarifárias, tais como subsídios, normas técnicas, regras de origem e quotas de importação foram listados por 17% dos exportadores consultados pela CNI na realização da pesquisa “Desafios à Cometitividade das Exportações Brasileiras”.

Os principais obstáculos de acesso aos mercados externos identificados pela pesquisa da CNI foram os seguintes:

Burocracia aministrativa (37,3%), buroracia aduaneira no país de destino (36,0%), tarifas de importação (32,7%), medidas sanitárias ou fitossanitárias (20,2%), subsídios que prejudicam a competição (16,7%), normas técnicas (16,5%), regras de origem (13,6%), quotas de importação (12,2%), regime restritivo de compras governamentais (9,3%), falta de proteção à propriedade intelectual (5,9%), medidas antidumping( 5,1%), restrições à prestação de serviços (4,8%) e outros obstáculos (1,3%). A CNI ressalta que o somatório dos percentuais é superior a 100%, já que as empresas podiam indicar mais de uma opção.

feijao-650x294

Camex prorroga alíquota zero para importações de feijão e milho por mais três meses

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou nessa quarta-feira (28) a redução de 10% para zero por cento da alíquota de importação do feijão por mais três meses. A medida vale para todos os países, exceto os do Mercosul, onde ela já não é cobrada.

A Camex também renovou por mais três meses a redução de 8% para zero por cento da tarifa de importação de milho de terceiros países (fora do Mercosul).

A reunião da Camex teve a participação do presidente Michel Temer e do ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). As medidas devem ser publicadas nos próximos dias no Diário Oficial da União.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva, as decisões da Camex visam a garantir o abastecimento dos dois produtos no mercado interno.

No caso do feijão, o aumento da oferta é necessário para ampliar a disponibilidade interna do produto, cuja safra foi comprometida pelas adversidades climáticas do primeiro semestre deste ano. Isso trouxe impacto nos preços ao consumidor. Não há limite para importação do produto.

O milho também tem oferta insuficiente para atender a demanda interna. Por isso, precisa ser complementado com importações em razão da comercialização antecipada da safra para outros mercados. O limite de importação é de 1 milhão de toneladas.

A Camex tomou mais duas decisões destinadas a produtos regionais. O órgão prorrogou por mais cinco anos a aplicação da tarifa antidumping sobre as importações de sacos de juta da Índia e Bangladesh.

Já para a borracha natural, a alíquota de importação subiu de 4% para 14% por um ano. A elevação objetiva manter a oferta estratégica interna do produto, que corria riscos por causa da queda dos preços internacionais do látex, abaixo do valor do mínimo de garantia, de R$ 2,00/kg, estabelecido pelo Mapa.

Fonte: Mapa

temer-580x294

Temer diz a investidores nos EUA que estabilidade política permitirá aprovação de reformas

Na tentativa de atrair investimentos estrangeiros para o Brasil, o presidente Michel Temer disse hoje (21) a empresários e investidores americanos que o país passa por um momento de “estabilidade política extraordinária”, e que reformas “fundamentais” estão avançando nas áreas trabalhista, previdenciária e de gastos do governo.

Temer destacou que seu governo tem uma “interlocução muito fácil com o Legislativo nacional”, o que tem possibilitado aprovar reformas e propostas de interesse do Executivo. “No Brasil, temos uma estabilidade política extraordinária, entre os Poderes Executivo e Legislativo, o que dá também segurança jurídica”, disse o presidente em palestra promovida pelo Conselho das Américas, em Nova York.

Temer disse aos empresários americanos que o governo lançou recentemente um programa de parceria de investimentos com o objetivo de “fazer algo previsto em nossa Constituição, que é a iniciativa privada participar, com o Poder Público, do desenvolvimento e do crescimento do país”, disse, referindo-se ao novo pacote de concessões do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).“Venho aqui convidá-los a participar dessa nova fase de crescimento do país.”

Para estimular esses investimentos, o presidente disse que há reformas em andamento no país, nas áreas trabalhista, previdenciária e na definição de um teto para os gastos governamentais. No caso da reforma da Previdência, Temer disse que a mudança será “radical”.

“Temos um déficit previdenciário muito grande. É uma questão de pensões que aflige muitos países. Particularmente no Brasil, isso tem sido uma angústia permanente no nosso sistema financeiro e orçamentário. Por isso estamos ultimando as conversas e o preparo de uma reforma radical do sistema previdenciário, a ser encaminhada ao Congresso Nacional.”

A expectativa de uma reforma trabalhista também foi mencionada por Michel Temer, em especial a possibilidade de acordos feitos a partir de convenções coletivas prevalecerem sobre o que diz a lei, ou seja, o acordado sobre o legislado.

“É preciso que se estabeleça algo que permita que as convenções coletivas façam prevalecer o acordado entre trabalhadores e empregadores, em função daquilo que está legislado. Porque o objetivo básico é manter o emprego e, ao mesmo tempo, garantir a arrecadação”, disse o presidente.

Teto de gastos do governo

Na apresentação aos investidores, Temer também destacou também a proposta do governo de estabelecer um teto para os gastos públicos. “Se essa proposta do teto dos gastos tivesse sido tomada há quatro anos, a esta altura não teríamos déficit algum no Estado brasileiro”, disse. O projeto, segundo Temer, tem avançado “com muita rapidez” no Congresso Nacional. “Até registro que hoje pela manhã recebi telefonemas de três líderes partidários garantindo que fecharam questão. Isso significa que nenhum parlamentar desses partidos votará contra a matéria”, acrescentou.

O fim da obrigação de a Petrobras ter uma participação de 30% nos empreendimentos de exploração do pré-sal também foi citado por Temer. O presidente disse que a medida foi obtida graças à atuação do ministro das Relações Exteriores, José Serra, autor do projeto que altera o regime de partilha. “O ministro Serra acabou com a necessidade de a Petrobras ter de participar com 30%. Com isso, estamos universalizando o mercado brasileiro, na convicção de que, para gerar empregos, é preciso incentivar os negócios e restabelecer a confiança no país.”

Temer disse ainda que “outros tantos setores” serão abertos à iniciativa privada, inclusive para os estrangeiros. “Vamos levar os programas, cumpri-los e esperar que os senhores possam participar dessa nova visão do mundo que o Brasil tem hoje.”

Fonte: Agência Brasil

China Qingdao Port Container Terminal,The world's most efficient loading and unloading pier, with more than 130 countries and regions in the global trade

Exportações em leve alta e importações em queda livre: Brasil perde espaço no comércio mudial

De janeiro a julho, as exportações brasileiras tiveram uma queda de 3,72% para US$ 123,570 bilhões. Nesse mesmo período, as importações do país desabaram 24,66% e somaram US$ 91,198 bilhões. Somados esses números, o fluxo de comércio brasileiro totalizou US$ 214,769 bilhões.

Esses dados permitem fazer o prognóstico de que ao final de 2016 o Brasil deverá cair duas ou três posições no ranking mundial dos exportadores e perder entre quatro e seis postos na relação dos maiores importadores do mundo.

Segundo dados do “World Trade Statistical Review -2016”, a publicação anual de estatísticas lançada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2015, o Brasil ocupou a 25ª. posição entre os principais países exportadores, com vendas externas no total de US$ 191,134 bilhões e uma participação de apenas 1,2% no comércio mundial.
O ranking foi liderado pela China, com exportações no total de impressionantes US$ 2,275 trilhões (e participação de 13,8% no comércio mundial), seguida pelos Estados Unidos (US$ 1,505 trilhão e participação de 9,1%), Alemanha (US$ 1,329 trilhão, equivalentes a 8,1% do comércio mundial), Japão (US$ 625 bilhões e 3,8%) e Países Baixos (US$ 567 bilhões e participação de 3,4% do fluxo de comércio mundial).

À frente do Brasil apareceram países com economias muito menos sólidas e diversificadas que a brasileira, à época oscilando entre a sexta e sétima maior economia do planeta, como a Bélgica, (12º. lugar no ranking), o México (13º), a cidade-Estado de Singapura e seus pouco mais de 5 milhões de habitantes (14º lugar), a Federação Russa (15º lugar) e a pequenina Suíça (16ª. colocada).

No ranking dos principais importadores mundiais, o Brasil ocupou uma igualmente melancólica 25ª posição, com importações totais de US$ 179 bilhões, correspondentes a apenas 1,1% das importações em nível mundial.

Entre os importadores, o lugar de destaque coube aos Estados Unidos, com US$ 2,308 bilhões adquirdos de seus parceiros no exterior e uma participação de 13,8 nas importações globais. Outros destaques foram a China (US$ 1,682 bilhão e 10,1%), Alemanha (US$ 1,050 bilhão e 6,3%), Japão (US$ 648 bilhões e 3,9%) e Reino Unido (US$ 626 bilhão e uma participação de 3,7% nas importações mundiais).

Nessa relação, o Brasil surgiu atrás de países como Hong Kong (US$ 559 bilhões e 3,3%), Coreia do Sul (US$ 436 bilhões e 2,6%), México (US$ 405 bilhões e 2,4%), Índia (US$ 392 bilhões e 2,3%), Espanha (US$ 309 bilhões e 1,8%) e Singapura (US$ 97 bilhões e participação de 1,8%).

À frente do Brasil também apareceram países dotados de economias menos expressivas, como os Emirados Árabes Unidos, a Austrália, Turquia, Tailândia, a Federação Russa e a Polônia.

E se a queda no ranking dos países exportadores dificilmente será superior a dois ou no máximo três posições, na relação dos maiores importadores mundiais o Brasil perderá em 2016 um número muito mais relevante de postos.

De janeiro a agosto as importações brasileiras caíram 24,66% e somaram apenas US$ 91,198 bilhões. Mantido esse ritmo, o próximo boletim a ser divulgado em meados de 2017 pela OMC poderá trazer o Brasil não na 25ª posição, mas alguns degraus abaixo pois não será nenhuma surpresa se o país for ultrapassado por países como a Malásia (que importou US$ 176 bilhões em 2015), Arábia Saudita (US$ 172 bilhões), Vietnã (US$ 166 bilhões), Áustria (US$ 155 bilhões) e até mesmo pela Indonésia (US$ 143 bilhões).

blairo-myanmar1-634x294

Em giro pela Ásia, Blairo Maggi negocia abertura de mercado e acordo tecnológico com Myanmar

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, deixou a cidade de Yangon, capital de Myanmar, nessa quarta-feira, 14 (fuso horário de Brasília), com a perspectiva de fechamento de acordos bilaterais para transferência de tecnologia pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Myanmar foi o quarto país visitado pelo ministro nos últimos dias. Antes, Maggi esteve na China, Coreia do Sul e Tailândia, participando de seminários e apresentando produtos do agronegócio brasileiros.

O ministro da Agricultura de Myanmar, Tun Win, disse que a visita de Maggi foi um grande avanço para a consolidação da parceria entre os dois países. Para ele, uma cooperação forte com o Brasil tem um significado importante do ponto de vista geopolítico, uma vez que pode fortalecer a posição de Myanmar em relação à China.

De olho no mercado de 50 milhões de habitantes, o Brasil quer exportar carne e abrir as portas do país para empresas brasileiras instalarem frigoríficos de carnes bovina, suína e aves para vender no mercado interno de Myanmar ou mesmo exportar, como já ocorre na Tailândia, Coreia, Emirados Árabes e China.

“Temos muito interesse em incrementar a cultura de soja em cerca de 150 mil hectares, produzir mais pescados e realizar acordos de cooperação científica e tecnológica com a Embrapa”, afirmou o ministro Tun Win durante a reunião com Maggi.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra a comitiva do ministro, destacou que Myanmar oferece enormes possibilidades para o Brasil como parceiro estratégico na Ásia. O país passa por um processo de redemocratização e de abertura de mercado para o mundo.

Maggi já chegou a Hanói, no Vietnã, vai conversar com autoridades agrícolas sobre a liberação do comércio de produtos lácteos, além das carnes e grãos.

Fonte: Mapa