conteiner-640x294

Secex do MDIC implementa medidas de redução de custos nas operações de comércio exterior

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) publicou na edição desta terça-feira (7) do Diário Oficial da União a Portaria da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) nº 10/17, que consolida medidas de simplificação administrativa com significativos benefícios e reduções de custos nas operações para exportadores e importadores brasileiros, levantadas no âmbito do Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa (GTSA).

O GTSA, instituído pela Portaria nº 234, de 16 de setembro de 2016, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), tem o objetivo de propor alterações nas normas e procedimentos do comércio exterior brasileiro, buscando relacionar ações de aperfeiçoamento nos processos e normativos concebidos e executados exclusivamente pelo MDIC e por suas entidades supervisionada e vinculadas. Como resultado desse trabalho, foram identificadas diversas medidas de simplificação administrativa possíveis de serem concluídas para o ano de 2017.

Uma das medidas de simplificação diz respeito às exportações em consignação. A flexibilização agora realizada consiste em permitir que a efetivação da venda da mercadoria exportada em consignação ou seu retorno ao país possa acontecer em prazo superior aos atuais 720 dias, independentemente de manifestação da SECEX. Assim, haverá um prazo mais adequado para que se concretize as exportações dos produtos enviados nesta modalidade, beneficiando as vendas externas brasileiras.

Suíça e Noruega

Tem destaque, também, a entrada do Brasil no novo sistema da Suíça e Noruega para obtenção do Sistema Geral de Preferências, em 1º de janeiro de 2017. A alteração se traduz na dispensa da necessidade de emissão de “Form A” para obtenção de tratamento preferencial pelas mercadorias brasileiras.

O sistema de comprovação de origem das mercadorias a serem exportadas para esses dois países foi substituído pelo sistema de autocertificação de mercadorias, efetuada pelos próprios exportadores utilizando uma Declaração de Origem em substituição ao “Form A”, após terem sido cadastrados no novo sistema REX System (Registered Exporter system). Destaca-se que o registro no sistema não implicará em nenhum custo financeiro para o exportador.

Na área de importação, uma das ações de simplificação foi a retirada da necessidade de consularização de documentos necessários para instrução do Licenciamento de Importação, o que reduzirá significativamente a burocracia e os custos para apresentação destes no curso do processo.

Além disso, foram racionalizados alguns procedimentos de forma a eliminar sobreposição de controles, por meio da dispensa de fiscalização, pela Secex, das importações e exportações realizadas por pessoas físicas, controladas agora somente pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

No mercado audiovisual, a importação de máquinas e suas partes e peças para indústria cinematográfica, audiovisual e de radiodifusão agora é realizada por meio de consulta pública, garantindo assim maior transparência no processo e eficiência na operação. A medida também implica a redução de custos com emissão de atestados e maior validade do resultado da apuração de produção nacional, de 120 para 180 dias.

(*) Com informações do MDIC

China-conteiner-700x294

Após seis anos de déficits elevados, o Brasil volta a ter superávit no comércio com a África

Em 2016, o Brasil registrou um superávit de US$ 3,231 bilhões no intercâmbio comercial com os países africanos, interrompendo um ciclo de seis anos de deficits expressivos nas trocas com o continente. O saldo foi o resultado de exportações no total de US$ 7,832 bilhões e importações no montante de US$ 4,601 bilhões.

O superávit foi alcançado graças a uma fortíssima redução (-47,5%) nas importações de produtos africanos, num ano em que as vendas brasileiras para os países africanos também se reduziram, mas em um rítmo bem menos acelerado, de 4,51%, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entre 2010 e 2016, o fluxo de comércio Brasil-África gerou para os africanos um saldo de US$ 21,580 bilhões, devido principalmente às importações de petróleo junto à Nigéria. Com a queda desses embarques e à contração dos preços internacionais da commodity, as receitas obtidas pelos países africanos decresceram de forma acelerada. Assim, o saldo que atingiu o ápice em 2014 ao somar US$ 7,359 bilhões caiu para US$ 562 milhões em 2015 e transformou-se em superávit brasileiro no ano passado.

Em 2016, a África foi o destino final de 4,5% de todo o volume exportado pelo Brasil enquanto os países do continente tiveram uma participação de 3,34% nas importações globais brasileiras.

No período, a pauta exportadora brasileira foi liderada pelos produtos manufaturados, com uma participação de 40,9% e um total de US$ 32 bilhões, com uma queda de 2,7% comparativamente com o ano anterior. Os produtos básicos geraram uma receita de US$ 2,27 bilhões, inferior em 24,5% ao volume embarcado em 2015 e participação de 28,9% nas exportações. Por outro lado, os bens semimanufaturados responderam por 29,9% do volume embarcado e com uma alta de 24,3% totalizaram US$ 2,35 bilhões.

As commodities agrícolas lideraram a pauta exportadora brasileira para os países africanos, com destaque para o açúcar de cana, com uma fatia de 26% das exportações e receita no total de US$ 2,02 bilhões (alta de 35% comparativamente com 2015). A seguir vieram açúcar de cana refinado (US$ 966 milhões e participação de 12% nas exportações), carne bovina (US$ 638 milhões, correspondentes a 8,2% do volume exportado) e carne de frango (embarques no montante de US$ 464 milhões e participação de 5,9%).

Do lado africano, mesmo em forte queda, o petróleo foi o principal item exportado para o Brasil, respondendo por 36% do volume total e gerando uma receita no valor de US$ 1,66 bilhão. Outros destaques da pauta foram as naftas (US$ 1,11 bilhão e fatia de 24% nas exportações), adubos fertilizantes (US$ 369 mihões e participação de 8,0%) e gás natural (receita no total de US$ 300 milhões e participação de 6,5%).

170130-porto-do-Pecem30

Complexo do Pecém busca ser referência e gerar mais vagas

Inserido na rota internacional do comércio e tendo como base atividades industriais, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) passa por um momento de desafios. De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Cipp (Aecipp), Ricardo Parente, a perspectiva é de crescimento para 2017, mesmo com o País enfrentando um ano de crise e de cortes nos recursos estaduais e federais. “A tendência é realmente continuar essa evolução. Nós temos um olhar de ser um complexo de referência. Hoje geramos 13 mil empregos diretos e cerca de 40 mil indiretos. E podemos gerar ainda mais”, completa.

Para Mário Lima, presidente da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE), há a previsão de expansão em 15 hectares do setor 2, com R$ 15 milhões em investimentos e a instalação de mais três empresas de produção de granito.

“A expectativa para 2017 é de crescimento na movimentação de matérias-primas e produtos acabados. Neste ano, nós queremos operacionalizar cerca de 16 milhões de toneladas. Em 2016, foram 5,6 milhões. Este crescimento só é possível graças a siderúrgica”, afirma. Segundo acrescenta, um dos pontos a serem enfrentados é a questão burocrática na conclusão de projetos.

Infraestrutura

“O desafio é fazer as obras de infraestrutura. Nós precisamos de agilidade, obedecendo às etapas, mas o regime de burocracia atrapalha a execução disso”, ressalta Mário Lima. Em relação à crise econômica, Lima diz que não houve impacto considerável na ZPE. Para ele, a instabilidade política do País, por outro lado, afetou os investimentos por conta dos atrasos dos cronogramas e na liberação de recursos.

Questão hídrica

Já Ricardo Parente cita como um dos desafios a questão hídrica. De acordo com ele, com a estiagem, a ideia foi desenvolver ações independentes e em conjunto com o governo. “Nós estamos buscando alternativas, como o reúso interno de água e em parceria com o governo a perfuração de poços artesianos e projeto de dessalinização”, afirma. De acordo com Parente, as indústrias estão trabalhando mais conscientes em relação ao uso da água e dos recursos naturais. “Existe uma preocupação com o meio ambiente. As empresas associadas desenvolvem ações de educação ambiental, além da questão da coleta e tratamento de esgoto e dos resíduos”, conta.

Outra preocupação das empresas instaladas no Cipp diz respeito à ocupação irregular e à segurança patrimonial. “No nosso plano de ação consta melhorar a estrutura de segurança no Complexo. É uma questão de grande relevância”. Um dos comitês instalados pela Aecipp tem o objetivo de melhorar esse quesito, combatendo a violência na região, por exemplo.

Educação

A Associação das Empresas do Complexo criou um fórum de recursos humanos em conjunto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE) para ofertar vagas de treinamento e capacitação profissional para os trabalhadores do Complexo do Pecém.

“Nós lançamos recentemente o Programa de Jovens Aprendizes com o intuito de atender a demanda existente no Complexo. A qualificação da mão de obra é importante pois aumenta a qualidade das vagas”, diz Ricardo Parente.

De acordo com ele, a Associação realizou um mapeamento das necessidades das empresas. O estudo foi entregue ao Senai e ao IFCE com os quais foram firmados vários convênios de cooperação técnica. Para 2017, a Aecipp espera contar com diversos cursos consolidados.

Mais investimentos

Tendo o Porto do Pecém como porta de entrada para o fortalecimento dos negócios, o Complexo Industrial demanda ainda mais de investimentos em infraestrutura. Em 2016, o porto teve aumento de 31% na movimentação de cargas em comparação ao ano anterior.

“O porto é uma das grandes atratividades do Cipp e é extremamente importante pela competitividade e localização”, reitera Ricardo Parente.

Ele cita também como exemplos a ampliação da infraestrutura de logística e de telecomunicações. “Nós temos a missão de promover a articulação com órgãos governamentais e entidades para a realização de projetos com ênfase no abastecimento de água e energia, em melhores condições das rodovias e ferrovias e na garantia de estrutura eficiente de telecomunicação”, finaliza o presidente da Aecipp.

Cenários

“A qualificação da mão de obra é importante para o Cipp pois aumenta a qualidade dos postos de trabalho”

Ricardo Parente – presidente da Aecipp

Fonte: Diário do Nordeste (CE)/Hugo Renan do Nascimento

Bandeiras_brasil_eua-712x294

Dezesseis fatos e dados da relação Brasil-EUA, segundo levantamento da Amcham Brasil

Maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos Estados Unidos, a Amcham desenvolve, há 97 anos, a aproximação da relação bilateral Brasil-EUA, acompanhando e trabalhando as pautas que envolvem essa agenda.

Levantamento recente da Amcham, aponta 16 fatos econômicos e políticos, e também dados.

Confira a lista completa abaixo, e também matéria completa com comentários da CEO Deborah Vieitas com perspectivas sobre a relação bilateral.

1) O Brasil passou por um processo recente de mudança de Governo. Os EUA passam a ter um novo Governo em 20/01 . É um momento propício para retomada de assuntos importantes para as relações políticas e econômicas entre os dois países

2) O Brasil é um parceiro histórico dos EUA e sempre foram aliados na configuração da geopolítica mundial

3) As relações econômicas, comerciais e empresariais sempre evoluíram independente de questões de conjuntura política

4) A parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos deve ser entendida como um “jogo” de soma positiva para ambos os lados. Os dados de fluxos de investimentos diretos, a importância e qualidade da pauta comercial e, a perspectiva de indicadores positivos para os dois países em potenciais acordos, exemplificam isso

5) De acordo com dados do Banco Central, os Estados Unidos continuam a ser o país com maior volume de Investimento Externo Direto (IED) no Brasil, com estoque no valor de US$ 116 bilhões, até 2013 (último dado disponível)

6) Em 2014, o BACEN estimou que teriam ingressado no Brasil aproximadamente US$ 8,5 bilhões de Investimentos Estrangeiros Diretos provenientes dos EUA

7) O Brasil é o maior destino de investimentos dos EUA na América do Sul.

8) As subsidiárias de empresas brasileiras exportam, a partir dos EUA, cerca de US$ 5,6 bilhões em produtos e serviços para outros países

9) Mais de 7 mil empresas brasileiras exportam produtos e serviços para os EUA (Fonte: Secex)

10) Principais itens da pauta de exportações do Brasil para os EUA em 2016 (por ordem decrescente de valores): Máquinas mecânicas; Aviões; Ferro e Aço; Combustíveis; e Café

11) O Brasil ocupa a 17ª posição mundial no ranking geral de importações dos EUA, com US$ 28 bilhões, representando 1,2% do total

12) O fluxo de investimentos diretos dos EUA no Brasil cresceram a uma taxa anual média de 7,67% entre 2010 e 2016 (até nov)

13) O fluxo de investimentos diretos do Brasil nos EUA cresceu a uma taxa média anual de 6,5% entre 2010 e 2016 (até nov)

14) O crescimento dos ativos brasileiros nos Estados Unidos foi de 221% entre 2007 e 2012

15) Os ativos norte-americanos no Brasil tiveram um crescimento de 37%, atingindo US$ 283 bilhões em 2012

16) Destaque para o fato de que o valor investido pelos Estados Unidos no Brasil representa 53% do total de ativos do país na América do Sul em 2012

Com informações da Amcham

170116-CSN-01

Fitch diz que 2017 será ano decisivo para a CSN

A agência de classificação de risco Fitch divulgou relatório nesta sexta­feira indicando que 2017 deve ser um ano decisivo para a CSN. “A empresa enfrenta desafios importantes em relação ao refinanciamento da dívida de curto prazo e com a venda de ativos”, afirma a análise.

“Junto com as expectativas de melhorar os fundamentos dos preços do minério de ferro, a capacidade da CSN de aumentar os volumes de vendas de aço como planejado e sustentar aumentos nos preços locais do aço serão fundamentais para permitir uma recuperação do fluxo de caixa.”

Segundo a diretora da Fitch Debora Jalles, uma falha em refinanciar no primeiro semestre deste ano “grande parte” dos R$ 7,9 bilhões em dívidas com bancos locais, que têm pagamento previsto para 2018, deve levar a um corte da nota para “CCC”.

O sucesso na venda de ativos na faixa de R$ 8 bilhões, por outro lado, levaria a uma melhora nos índices de alavancagem, “permitindo potencialmente à CSN refinanciar durante 2018 suas emissões de títulos com vencimento em 2019 e 2020”.

O cenário de base da Fitch estima que a alavancagem líquida da CSN esteja em torno de 8,2 vezes em 2017 num cenário de preço do minério de ferro a US$ 45 por tonelada.
No caso dos preços do minério permanecerem entre US$ 50 e US$ 60 a tonelada, a alavancagem poderia recuar para um intervalo entre 5,1 vezes e 6,9 vezes.

Nos mesmos cenários anteriores, acrescentando a venda de R$ 8 bilhões em ativos, a alavancagem cairia, respectivamente, para 5,6 vezes e para um intervalo entre 4,7 vezes e 3,4 vezes, completa a agência.

Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Rocha

170119-caminhoneiros-fretes

Caminhoneiros vão se reunir com governo de MT e indústria para discutir frete

Representantes de caminhoneiros de Mato Grosso vão se reunir, na segunda ou terça-feira da semana que vem, com o governo do Estado, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Associação dos Produtores de Milho e Soja de MT (Aprosoja-MT) para discutir as questões relativas ao frete para o transporte da safra 2016/17, que está em início de colheita.

O encontro foi definido em reunião ocorrida na tarde desta quarta-feira, 18, entre líderes do Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), de parlamentares, do governo e da agroindústria, para tentar buscar soluções principalmente para o preço do frete no Estado, comentou, em áudio no WhatsApp, Gilson Baitaca, um dos representantes do MTG. “A nova reunião servirá para definirmos as políticas para o transporte no Estado e não só a tabela mínima de fretes”, comentou. “A ideia também é discutir fiscalização sobre empresas de transporte, vale-pedágio, cota-frete, entre outros assuntos.”

Em razão da reunião marcada para esta quarta, caminhoneiros decidiram suspender temporariamente os bloqueios em rodovias de Mato Grosso, iniciados na sexta-feira (13), em favor de uma tabela de preços mínimos do frete. A Polícia Rodoviária Federal relatou, durante o dia, a “liberação total dos oito pontos interditados pelos caminhoneiros transportadores de grãos, nas rodovias do Estado”, fato também confirmado pela concessionária Rota do Oeste.

A PRF, no entanto, informou que há bloqueios em rodovias do Rio Grande do Sul. A categoria defende o projeto de lei (PL) 528/2015, de autoria do deputado Assis do Couto (PT-PR), que cria uma política de preços mínimos do transporte rodoviário de cargas, e que está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Fonte: O Povo (CE)

672-a-espera-de-um-impulso

À espera de um impulso

Mercado de sistemas de propulsão segue competitivo e com grande concorrência de preços
• Fornecedores de sistemas de propulsão sentiram com mais força o agravamento da crise econômica e a retração da economia no ano passado. Para algumas empresas 2016 se manteve aquecido devido a contratos já fechados em anos anteriores. As principais oportunidades continuam em embarcações para navegação interior e apoio portuário. Ainda sem muitas expectativas por demandas no apoio offshore, o mercado foca em embarcações de menor porte, principalmente para região Norte. O momento é de mercados competitivos e grande concorrência de preços e as vendas para América do Sul são isoladas e mesmo assim também muito disputadas.

170110-libra-terminais

Ministério aprova plano de investimento da Libra Terminais

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MPTAC) aprovou o plano de investimento da Libra Terminais no Porto de Santos. No total, serão investidos R$ 776,3 milhões em obras civis e compra de equipamentos. Deste valor, R$ 400 milhões serão captados através de debêntures.

Em setembro de 2015, o Governo Federal autorizou a renovação antecipada dos contratos de arrendamento do Grupo Libra no Porto. Assim, a empresa poderá movimentar cargas no cais santista até 2035. Mas, como contrapartida, além dos investimentos, a extinta Secretaria de Portos (SEP) determinou a negociação da dívida que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) cobra há 18 anos. A estimativa é de que ela ultrapasse R$ 1 bilhão.

A partir da autorização do governo, o Grupo Libra apresentou o cronograma dos investimentos previstos no cais santista. Após análise, o material foi aprovado pela pasta que comanda os portos atualmente.

Os R$ 776,3 milhões em investimentos serão divididos. A maior fatia será aplicada em obras civis, que devem custar R$ 560,9 milhões. O Grupo Libra também pretende adquirir equipamentos, que custarão R$ 130 milhões. Outros R$ 72,5 milhões serão investidos em serviços e R$ 12,9 milhões em instalações elétricas.

Para viabilizar esses investimentos, será necessário recorrer à debêntures, que devem captar R$ 400 milhões.

Intervenções

O plano prevê a unificação dos três contratos de arrendamento que a empresa explora no cais santista – o dos terminais T-33, T-35 e T-37. Assim, a Libra está autorizada a integrar as três áreas, que hoje operam separadamente, e construir um novo cais.

Atualmente, a capacidade de movimentação de cargas do terminal é de 900 mil TEU (unidade que equivale a um contêiner de 20 pés) ao ano. Com a nova configuração, a empresa espera elevar essa movimentação para 1,8 milhão de TEU.

Esse crescimento ocorrerá com a unificação das três áreas, que hoje estão dividas e cortadas pela linha férrea que atende a empresa e as instalações de grãos no Corredor de Exportação (ao lado do T-37). Os ramais ferroviários serão retirados com as obras do novo trecho da Avenida Perimetral da Margem Direita (Santos), na Ponta da Praia, cujas intervenções deverão ter início nos próximos meses.

Essa nova disposição possibilitará que o cais do terminal passe dos atuais 1.085 metros para os 1.312 metros, ampliando o local onde os navios podem ficar atracados. A área total do terminal unificado passará a ser de 200 mil metros quadrados.

Dívida

A negociação da dívida que é atribuída à Libra Terminais deve ser concluída em março de 2018, quando completará dois anos da desistência de ações judiciais sobre o assunto. Este é o pontapé inicial dos trabalhos, que são de responsabilidade do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá. O órgão irá definir os valores a serem pagos pela operadora portuária à Docas.

A disputa se arrasta desde 1998. Ela começou logo após o arrendamento da área do Terminal 35, na Ponta da Praia, quando a Libra contestou as faturas da Docas. A alegação era de que a área recebida era menor do que a prevista no edital. Além disso, a linha férrea não havia sido removida do meio do terreno e faltava profundidade nos berços de atracação.

Calculado o valor do passivo, a operadora portuária terá o prazo máximo de cinco anos para quitá-lo.

A arbitragem é uma forma alternativa, prevista em lei, para acabar com conflitos sem utilizar o Poder Judiciário. A sentença arbitral tem o mesmo efeito da convencional, mas o processo é considerado mais rápido, levando até dois anos.

Fonte: Tribuna online/FERNANDA BALBINO

170109-tecon-rio-grande

Tecon Rio Grande entrará com pedido para expansão de cais

Já se preparando para a perspectiva de atuar com navios de maiores dimensões, o Terminal de Contêineres (Tecon) Rio Grande encaminhará neste ano para o Ministério dos Transportes e para a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) o pedido para autorizarem o aumento do seu cais, que hoje tem 900 metros, divididos em três berços de 300 metros. A ideia é que cada um deles passe a ter 400 metros, somando 1,2 mil metros.

O diretor-presidente da companhia, Paulo Bertinetti, estima que seja possível concluir essa inciativa ao final de 2020. O executivo prefere não projetar um número quanto ao investimento necessário para executar a obra, mas adianta que é algo elevado. Além dessa ação, também para operar com embarcações de maior porte, a empresa espera para o começo deste ano a chegada de três guindastes STS (Ship to Shore Container Crane) e oito RTGs (Rubber Tyre Gantry Crane – guindaste de pórtico sobre pneus). A compra, de US$ 40 milhões, foi realizada com a ZPMC.

Bertinetti lembra que, em um espaço de 20 anos, o transporte de contêineres, que era feito por navios de 170 metros, passou a ser realizado por embarcações de 334 metros. O dirigente projeta que, no Brasil, nos próximos cinco a dez anos, deve haver uma estabilização e a maioria das operações deverá ser feita por embarcações de 334 metros a 368 metros. Nesse sentido, o diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, recorda que, no ano passado, foram realizadas simulações com práticos, técnicos e Marinha para analisar a viabilidade de manobrar com segurança navios maiores.

O diretor enfatiza que é importante definir o tamanho da embarcação que o porto pode acolher, porque os armadores planejam suas escalas levando em conta a capacidade portuária. Uma ordem de serviço que será publicada em breve indicará que o porto rio-grandino, dependendo das condições de vento e da corrente marítima, poderá atuar com navios de até 368 metros de comprimento (considerada uma embarcação de maior envergadura, usada fundamentalmente para a movimentação de contêineres). “No momento que há embarcações desse porte usando o porto, cria-se a condição de Rio Grande ser um concentrador de contêineres”, argumenta Tartari. Assim, o complexo gaúcho poderá receber essas cargas e transferi-las para navios menores, que alimentarão outros portos na área de influência de Rio Grande como, por exemplo, os portos do Cone Sul.

O diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, considera 368 metros um patamar satisfatório para se trabalhar. “Rio Grande não pode operar com menos do que isso, pensar menos do que isso é cair na mediocridade”, considera. O dirigente salienta que os armadores estão se associando e pensando em escala, usando embarcações de maior porte, que podem transportar mais cargas e diminuir custos.

Agentes portuários reclamam da centralização das decisões em Brasília

O fato de as definições mais importantes envolvendo os portos brasileiros terem que necessariamente passar pelo governo federal, particularmente pelo Ministério dos Transportes, desagrada os empreendedores do setor. Além disso, outra queixa é quanto à burocracia e impedimentos legais para a realização de investimentos.
O diretor-presidente da ABTP, Wilen Manteli, almeja que seja adotado o pragmatismo dentro das políticas portuárias. O dirigente reforça que o investidor precisa ter segurança quanto ao cumprimento de contratos. Manteli afirma ainda que é preciso envolver os estados no desenvolvimento das ações nos portos. A centralização em Brasília, conforme o dirigente, gera mais burocracia e demora nas decisões.

De acordo com o integrante da ABTP, a simples mudança em algumas normas infralegais ajudaria o segmento. Manteli diz que, se forem revogados um dispositivo do Decreto nº 8.033, de 2013, e a Portaria nº 110, também de 2013, da Secretaria Especial dos Portos (SEP), que proíbem a expansão de terminais privados, seriam destravados investimentos superiores a R$ 2 bilhões. O dirigente atribui a imposição de normas como essas a questões ideológicas, ignorância e prepotência do regulador. “O mau burocrata adora dizer não, e ele se sente com autoridade com isso”, critica.

O diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, concorda que o setor portuário no Brasil tem muito ainda a melhorar, principalmente na sua instrumentação legal. “Ao concentrar as definições em um único ponto (Ministério dos Transportes), é compreensível que o volume de decisões a serem tomadas cause um congestionamento, talvez tenhamos que pensar em um modelo que dê mais autonomia às administrações regionais”, defende. Tartari sustenta que o ideal é ter mais flexibilidade para que os processos de arrendamento de áreas portuárias sejam mais ágeis, para os empreendimentos serem materializados rapidamente.

O representante do porto do Rio Grande revela que já ouviu diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informando que o governo federal estaria estudando aprimorar a legislação. Tartari destaca que os investimentos portuários são vultosos e de longo prazo, por isso é essencial a participação da iniciativa privada. O diretor reitera que a operação no porto precisa ser feita por empreendedores privados, e a fiscalização e o planejamento devem ficar a cargo da autoridade portuária.
O diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, acrescenta que a política nacional de portos tem que ser acelerada. O executivo julga a legislação complexa demais, com regulamentações excessivas. “É preciso modernizar isso”, ressalta. Bertinetti comenta que, muitas vezes, ao invés do governo fazer investimentos corretos, adota critérios políticos para encaminhar as verbas.

Fonte: Jornal do Comercio(POA)/Jefferson Klein

170109-dragagem-porto-de-santos-eel

Ministério rescinde contrato de dragagem do Porto de Santos com a EEL

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) rescindiu o contrato firmado com a EEL Infraestruturas para a dragagem do Porto de Santos. Agora, a pasta analisa a documentação da Van Oord Operações Marítimas, que aceitou assumir o serviço. A empresa holandesa se comprometeu a executar a obra pelo preço cobrado pela primeira firma, vencedora da licitação promovida pela extinta Secretaria de Portos (SEP), há um ano e meio.

O contrato para a dragagem do cais santista foi assinado pelo Governo com a EEL em abril do ano passado. Mas o início do serviço dependia da ordem de serviço, que só seria emitida após a EEL apresentar as garantias financeiras exigidas no edital de licitação – um seguro no valor de 10% do contrato.

Após três tentativas da empresa de apresentar essa garantia, a pasta decidiu rescindir o contrato. A decisão foi tomada pois a MTPAC não aceitou a documentação apresentada pela EEL. A medida foi anunciada em outubro do ano passado e concretizada nos últimos dias de 2016.

A Van Oord foi a segunda colocada no processo licitatório promovido pela extinta SEP. A empresa holandesa cobrou R$ 373,9 milhões pela obra, quase R$ 5 milhões a mais do que a primeira colocada, a EEL Infraestruturas.

De acordo com o MTPAC, a Van Oord recebeu um prazo de dois dias para demonstrar interesse na obra. Ela aceitou e reduziu seu preço para R$ 369 milhões. Em seguida, apresentou documentos que atestam a capacidade de execução da obra, assim como planilhas financeiras. Agora, a pasta federal analisa esse material e, se aprová-lo, convocará a firma para assinar o contrato.

A empresa já executou a dragagem do Porto, através de contratos firmados com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

Obras

O projeto de dragagem licitado pelo Governo Federal prevê o aprofundamento do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação do Porto, dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7 metros pelos próximos três anos. Alguns trechos da via marítima também serão alargados. Já os locais de atracação terão uma nova fundura, de 7,6 a 15,7 metros.

Procurada, a EEL Infraestrutura informou que não foi comunicada sobre “qualquer rescisão do nosso contrato”. Ainda confirmou que apresentou a garantia necessária “em estrito cumprimento ao referido contrato e à Lei, demonstrando a sua plena capacidade técnica, econômica e financeira”.

Por fim, destacou que, se seus interesses forem prejudicados, “irá buscar o Judiciário para se defender até às últimas instâncias”.

Fonte: Tribuna online