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Brasil dá aval à construção da Ferrovia Transoceânica, o “Canal do Panamá do século 21”

O Brasil deu o sinal verde hoje (22) em uma reunião técnica em La Paz ao projeto de construção do “trem bioceânico”, também conhecido como Ferrovia Transoceânica, com financiamento da Alemanha e da Suíça, que beneficiará o comércio de cinco nações sul-americanas (Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai e Brasil). As informações são da agência de notícias alemã DPA.

“O Brasil tem interesse e vontade [de participar] deste esforço coletivo para chegar a mercados asiáticos e aproveitar a linha férrea que chega a Corumbá (lado brasileiro) e a Puerto Suárez (na Bolívia)”, anunciou o coordenador de Assuntos Econômicos para a América do Sul da chancelaria brasileira, João Carlos Parkinson de Castro.

Ele destacou que será importante estabelecer acordos de “harmonização aduaneira” para que haja uma circulação fluída dos trens na rota Brasil-Bolívia-Peru.

Sobre trilhos

O ministro boliviano de Obras Públicas, Milton Claros, saudou a adesão do Brasil. “Estamos sobre trilhos”, disse, na primeira reunião técnica que se realizou hoje na chancelaria boliviana com a participação de representantes da Alemanha, Suíça, Brasil, Peru, Paraguai, Uruguai, Bolívia, do Banco Interamericano de Desenvolimento (BID) e da Corporação Andina de Fomento (CAF).

O vice-ministro alemão de Transportes e Infraestrutura Digital, Rainer Bomba, confirmou que umas 30 empresas alemãs e suíças estão interessadas no financiamento e construção do “Corredor Ferroviário Bioceânico Central”, nome oficial de uma linha ferroviária que teria cerca de 3.750 quilômetros de extensão quando concluída. “Este é um tremendo projeto. Agora resta definir os objetivos de investimento para sua construção”, afirmou Bomba.

“Canal do Panamá do século 21”

O vice-ministro alemão de Transportes assinou, junto ao ministro boliviano Milton Claros, um memorando de entendimento para consolidar o Corredor Bioceânico, num ato do qual participou o presidente da Bolívia Evo Morales. “Estamos convencidos que o trem bioceânico entre Brasil, Bolívia e Peru será o Canal do Panamá do século 21”, destacou o mandatário.

A via férrea que unirá o Atlântico ao Pacífico começaria na costa do Brasil, cruzaria a selva amazônica e a cordilheira dos Andes e terminaria no litoral peruano, depois de passar pelar Bolívia. O governo de La Paz aposta forte nesta obra porque quer evitar o uso de portos do norte do Chile, país com o qual mantém um litígio histórico por uma saída soberana ao mar.

O traçado incluiria os trechos Santos-Campo Grande (no Brasil), Puerto Suárez (Bolívia) e Ilo (Peru) e seu custo é calculado em cerca de US$ 14 bilhões, segundo o estudo técnico feito pela Bolívia.

Novos corredores

O projeto do “trem bioceânico” do presidente Morales foi apresentado há um ano ao vice-ministro alemão Bomba na primeira visita deste a La Paz, acompanhado de empresários alemães.

Morales está empenhado em abrir novos corredores de exportação para produtos bolivianos, que hoje saem do país através de portos do norte do Chile. Cerca de 80% das exportações bolivianas saem pelo porto chileno de Arica.

O “trem bioceânico’ também poderia beneficiar outros países porque a cidade boliviana de Puerto Quijarro serviria como ponto de enlace entre uma futura hidrovia Paraguai-Paraná e a ferrovia para exportar produtos do Paraguai, Uruguai e Argentina pelo Oceano Pacífico.

A reunião de La Paz não contou com a participação do vice-presidente do Peru e ministro de Transportes, Martín Vizcarra, que está atendendo à situação de emergência em seu país por causa das inundações, sendo representado por seu chefe de gabinete, Carlos Estremadoyro.

(*) Com informações da Agência Brasil/DPA

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Contêineres terão estufagem e transporte até o cais monitorados

Todas as operações de estufagem (carregamento) de contêineres nos Recintos Especiais para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) do Porto de Santos deverão ser monitoradas por câmeras. E suas imagens terão de ficar armazenadas por 90 dias. Além disso, o transporte das caixas metálicas deverá ser rastreado até os terminais de embarque. Essas normas serão adotadas pela Receita Federal para garantir a segurança das operações.

Redex são instalações alfandegadas voltadas à exportação. Nelas, são feitos serviços de estufagem de contêineres e a entrega das caixas metálicas aos terminais portuários.

Antes das novas regras serem publicadas, a Alfândega do Porto de Santos receberá, de empresas do setor, sugestões sobre as normas. Isto porque a Aduana abriu uma consulta pública para definir as responsabilidades no transporte de contêineres entre os Redex e os operadores portuários.

As contribuições devem ser encaminhadas até o próximo dia 12, através da Associação Brasileira de Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC).

As normas que regem este tipo de instalação já são definidas. Mas, diante das notícias de apreensões de mais de três toneladas de drogas no cais santista apenas neste ano, a possibilidade de mudança de regras foi cogitada. De acordo com a Alfândega do Porto de Santos, a ideia é deixar o final da cadeia de exportação mais seguro. Isto inclui aprimorar a vigilância dos processos de estufagem e da entrega dos contêineres nos terminais onde as mercadorias são embarcadas nos navios.

A Aduana tem como objetivo definir claramente as responsabilidades em relação ao transporte das caixas metálicas. Assim, com as imagens e o rastreio das cargas, será possível apontar os culpados pelas tentativas de tráfico de drogas no Porto.

Para o presidente da ABTTC, Martin Aron, a consulta pública é uma medida acertada. Com ela, será possível que as empresas do segmento façam seus apontamentos e deem suas contribuições. “Nós solicitamos que fosse feita uma consulta pública dessa medida e que a gente fosse ouvido, para que elas não conflitem com outras práticas que nós temos”, destacou.

Segundo Aron, algumas firmas já adotam o monitoramento das operações através de câmeras, mesmo sem que este procedimento seja uma regra da Receita Federal. “Eu acredito que essas medidas serão acolhidas e aprimoradas. Nos próximos dias, chegarão as manifestações das empresas”, destacou.

Contribuições

A minuta da portaria com as novas regras está à disposição através do site da entidade empresarial – www.abttc.org.br. Segundo a entidade, as sugestões deverão ser apresentadas de forma objetiva e fundamentada.

Fonte: A Tribuna

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Embargos feitos à carne brasileira podem estrangular armazenamento no País

Os embargos feitos à carne brasileira poderão estrangular o sistema de armazenamento nacional e criar uma série de despesas adicionais para os produtores. Como é um mercado muito dinâmico, em que a produção é encaminhada quase que simultaneamente aos portos ou aos pontos de venda, qualquer entrave atrapalha o processo.

“Ainda estamos produzindo, mas se a situação não se regularizar podemos ter falta de local para armazenar”, afirma o diretor presidente da Lar Cooperativa Industrial, Irineo da Costa Rodrigues. A empresa do Paraná, que está fora da lista da Polícia Federal, tem uma área de armazenamento que suporta uma semana de produção. Passado esse tempo, a cooperativa poderá ter problema.

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), também se mostrou preocupado com o sistema de estocagem de carnes. Segundo ele, a margem é de 7 a 8 dias. “Depois disso, as gôndolas e os navios precisam escoar o produto, senão o processo entra em colapso”,disse ele, ao chegar ontem para uma audiência com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.
O secretário estadual de Agricultura catarinense, Moacir Sopelsa, disse que existem cargas de frango e de suíno que não conseguem ser desembarcadas na China, em Hong Kong e na Rússia. Ele afirmou ainda que, por causa da operação, é certo que haverá prejuízo para a produção.

A Lar Cooperativa, por exemplo, tem 45 contêineres desembarcados e armazenados em terminais na China sem poder ser entregue aos clientes. Outras 127 unidades estão em trânsito e 45 continuam no Porto de Paranaguá, aguardando uma solução para ser embarcado. Enquanto isso, a empresa – que exporta 50% da produção de frango – terá de arcar com todos esses custos.

“Em relação à carga que ainda está no Brasil, o exportador fica no dilema se embarca ou não e frustra o armador, que sairá do porto sem o contêiner. Em termos comerciais, é um desastre”, diz Nelson Carlini, ex-presidente da CMA CGM, uma das maiores armadoras do mundo.

Segundo ele, para os terminais portuários, o armazenamento deve compensar a queda na demanda. Afinal, até que a carga seja embarcada, a empresa terá de pagar pelo tempo que o contêiner ficou parado no porto. Por outro lado, o volume de contêiner parado nos portos acaba dificultando a operação e atrapalhando a relação com outros clientes, afirma Carlini.

“Para os terminais, a melhor coisa é a rotatividade. Armazenamento faz parte da receita, mas não é bom para ninguém um contêiner ficar parado 30 dias”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão. Até ontem, os terminais que mais investiram em instalações para receber os chamados refeers (contêineres frigorificados) afirmaram que a operação ainda não tinha sido afetada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Isto É

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Ministro vê no aumento das importações sinal claro da retomada do crescimento econômico

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, destacou hoje (22), durante palestra sobre as perspectivas para o futuro do Brasil, em São Paulo, que o País já apresenta sinais de retomada do crescimento econômico, medido a partir de dados como o aumento das importações no primeiro bimestre deste ano.

Nos primeiros dois meses de 2017, as importações tiveram um crescimento de 9,2% com aumento dos gastos com bens intermediários (19,5%), e diminuição das compras de bens de capital (-28,5%) e bens de consumo (-1,5%). “Estamos comprando mais, o que sinaliza uma nova perspectiva de produção e comercialização, algo que não tivemos ano passado. É sem dúvida um sinal importante de reaquecimento da economia”, afirmou o ministro.

No período, houve aumento nas importações de insumos usados para produção agrícola e para produção industrial de alguns setores como eletroeletrônico, aviação, indústria química e indústria de equipamentos mecânicos, além de combustíveis e lubrificantes.

O ministro fez uma avaliação do último ano, a partir do início do governo interino, em maio. Para ele, o Brasil estava “à beira do abismo”, com perspectiva de recuo no PIB entre 3,8% e 4,8%, o que não se confirmou. “O PIB caiu 3,3% e tivemos superávit comercial de US$ 47 bilhões”, comentou.

Marcos Pereira lembrou o esforço do governo para ampliar mercados fora do Brasil e disse que o desafio para o futuro é aumentar a participação do país no comércio internacional. “Estamos conversando com o México para aumentarmos nossas relações comerciais”, exemplificou. “No âmbito do Mercosul, suspensa a Venezuela, começamos a revitalizar o bloco”, avaliou.

Na primeira semana de abril haverá, em Buenos Aires, edição do Fórum Econômico Mundial América Latina, do qual participará junto com delegação técnica do MDIC. “O encontro de Buenos Aires viabilizará acordo do Mercosul com Japão e Coreia”, afirmou. “Nossa perspectiva é posicionar o MDIC como articulador com outros ministérios”, disse. O ministro negou que os desdobramentos da operação Carne Fraca estarão na pauta do Fórum.

Embora o mercado externo seja tratado como prioridade, o ministro colocou as reformas estruturais como essenciais para melhoria do ambiente interno de negócios, o que oferecerá aos empresários condições sustentáveis e reais de crescimento.

Nesse sentido, Marcos Pereira defendeu que o governo construa uma política industrial “mais realista”, sem incentivos. Das três reformas prioritárias para o governo – previdenciária, trabalhista e tributária – a tributária é a mais “hercúlea”, segundo Marcos Pereira, embora menos polêmica.

(*) Com informações do MDIC

Carne fica presa no mar com suspensão chinesa a importações

Zhang Lian tem 270 toneladas de carne bovina brasileira congelada em um navio que navega rumo a Xangai e que talvez não seja aceita pela alfândega local quando chegar ao seu destino, no mês que vem.

A empresa de Zhang, a Shanghai Yadongsheng Import-Export, negocia US$ 200 milhões em carne por ano e faz parte da cadeia de abastecimento global que alimenta a China. A decisão da China de interromper as importações de carne brasileira enquanto as autoridades não garantirem que o produto é seguro preocupou alguns clientes de Zhang.

“É uma situação ruim”, disse Zhang, gerente de importação da Shanghai Yadongsheng, que se chama ADP Shanghai em inglês. “Estamos pedindo aos clientes que encomendaram esses contêineres que sejam pacientes. Estamos aconselhando os novos clientes a evitarem encomendar carne bovina brasileira em um futuro próximo.”

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango, respondendo por quase um quinto das exportações globais, e a Operação Carne Fraca, que investiga a possibilidade de parte desses alimentos estar estragada, atingiu importadores, transportadores, processadores de alimentos e clientes de todo o mundo.

A empresa de Zhang tem 10 contêineres de carne em alto-mar em um navio de contêineres da Hamburg Süd que deverá chegar a Xangai no fim de abril. A carne é destinada a supermercados e restaurantes, mas se a situação não for resolvida a tempo, terá que ser destruída.

A crise surgiu depois que as autoridades brasileiras anunciaram, em 17 de março, que estão investigando evidências de que produtoras de alimentos subornaram funcionários do governo para aprovar a venda de carne estragada. Os investigadores disseram que algumas salsichas e frios continham cabeça de porco e outras partes de animais, e que em alguns casos foi adicionado papelão a produtos feitos de carne e usado ácido para mascarar o odor a carne estragada.

Um mês de viagem

A carne do Brasil demora um mês ou mais para chegar aos portos asiáticos, por isso no momento os carregamentos já embarcados estão em um limbo. A China, incluindo Hong Kong, é o maior mercado de exportação da carne brasileira, comprando cerca de um terço dos US$ 5,5 bilhões em carne bovina exportada da maior economia da América Latina no ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Hong Kong informou na terça-feira que também suspendeu temporariamente a importação de carne congelada, refrigerada e de ave do Brasil. A cidade é o maior ponto de transbordo de carne e de outros produtos para a China.

A Cofco Meat Holdings, unidade de capital aberto da gigante estatal de alimentos da China, recebeu as notícias da proibição no domingo e ligou para seu fornecedor no Brasil na segunda-feira. A Cofco pediu que o fornecedor não embarcasse a encomenda da empresa chinesa, disse Li, uma mulher da divisão de importação de carnes da empresa que informou apenas seu sobrenome. Ela disse que não tem nenhum contêiner à espera no mar.

Disse também que a empresa não cancelará o pedido enquanto não houver clareza a respeito de quanto tempo durará a disputa. Ela informou ainda que o governo comunicou que atualmente está investigando a situação e que até o momento não foi encontrado nada errado. A Cofco Meat vendeu 107.200 toneladas de carne congelada importada em 2015.

Fonte: Uol

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Ministro da Agricultura divulga nota oficial sobre a Operação Carne Fraca da Polícia Federal

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, divulgou hoje (17) nota oficial sobre a Operação Carne Fraga, deflagrada pela Polícia Federal. A íntegra da nota é a seguinte:

Diante dos fatos narrados na Operação Carne Fraca, cuja investigação começou há mais de dois anos, decidi cancelar minha licença de 10 dias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O que as apurações da Polícia Federal indicam é um crime contra a população brasileira, que merece ser punido com todo o rigor.

Neste momento, toda a atenção é necessária para separarmos o joio do trigo. Muitas ações já foram implementadas para corrigir distorções e combater a corrupção e os desvios de conduta, e novas medidas serão tomadas. Estou coordenando as ações, já determinei o afastamento imediato de todos os envolvidos e a instauração de procedimentos administrativos. Todo apoio será dado à PF nas apurações. Minha determinação é tolerância zero com atos irregulares no Mapa.

Blairo Maggi

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(*) Com informações do Mapa

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Investe São Paulo leva ao aeroporto de Guarulhos serviços gratuitos de apoio à exportação

A Investe São Paulo, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Prefeitura de Guarulhos, promovem na quinta-feira, 30 de março, o 5º SP Export, a partir das 9h no Teatro Adamastor, na Av. Monteiro Lobato, 734 – Macedo, em Guarulhos.

O SP Export, programa de apoio às exportações paulistas, é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo.

A ação em Guarulhos é inteiramente gratuita e composta basicamente de duas frentes: o Seminário de Capacitação, com palestras e painéis com instruções importantes para ajudar empresas da região a exportar, conquistando novos mercados para seus produtos, e o Poupatempo do Exportador, que concentra, no mesmo espaço, a possibilidade de atendimento por diversas empresas e instituições essenciais nesse processo.

“O objetivo é auxiliar pequenas, médias e grandes empresas a desenvolver novos negócios, ganhar competitividade e gerar empregos e renda por meio das exportações”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico e vice-governador de SP, Márcio França, que lançou o SP Export em 2015.

“Apostamos na internacionalização das empresas como propulsoras da inovação e do desenvolvimento de negócios. E o programa já deu resultados, como comprovou o crescimento das exportações no Estado de SP e no Brasil em 2016”, disse Sérgio Costa, diretor de Relações Institucionais da Investe São Paulo.

Para o prefeito de Guarulhos, Gustavo Costa (Guti), “A localização estratégica da cidade Guarulhos, que abriga o maior aeroporto da América Latina e é cortada pelas principais rodovias do país, a torna ideal para a instalação das empresas que trabalham com exportação”.

“Nosso objetivo durante os próximos quatro anos é colocar Guarulhos como a segunda cidade com mais empresas exportadoras no Estado e a 12ª no País. Para isso contamos com o apoio da Investe SP e do Governo do Estado para que possamos chegar a 1000 empresas que exportam, aumentando a competitividade de nossa indústria e fortalecendo a geração de riquezas”, afirma o secretário de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnologia e Inovação da cidade, Rodrigo Barros.
O evento conta também com parcerias do IPT, Fundepag, Ceciex, Correios, Sebrae-SP, Desenvolve SP e Fiesp/Ciesp.

Seminário SP Export e Poupatempo do Exportador

Após a cerimônia de abertura serão realizadas palestras curtas ao longo do dia. Ao mesmo tempo atuará o Poupatempo do Exportador, por meio de representantes de instituições públicas e privadas, sempre disponíveis para prestar atendimento ao empreendedor in loco, adiantando informações importantes e tirando dúvidas, sobre os seguintes temas:

• Capacitação (Ceciex, Correios, Sebrae-SP)
• Financiamento (Desenvolve SP)
• Adequação de Produtos (IPT, Fundepag)
• Estudos de Inteligência Comercial (Apex-Brasil,Fiesp/Ciesp, Investe SP)

Já as palestras abordarão temas como premissas básicas para negócios internacionais, formação de preços, pagamentos, linhas de financiamento, entre outros.

Confira como foram as edições do SP Export em Campinas, Sorocaba, Franca e Ribeirão Preto.

(*) Com informações da Investe SP

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Ministro dos Emirados Árabes vem ao Brasil tratar de comércio, investimentos e cooperação

Brasília – O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos, Xeique Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, realiza visita oficial a Brasília nesta quinta-feira (16) para tratar com os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) de temas de comércio, investimentos e cooperação técnica. Durante a visita devem ser assinados acordos sobre serviços aéreos e sobre a isenção de vistos entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos.

A agenda do ministro Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan em Brasília terá audiência com o presidente Michel Temer e reuniões com os ministros Aloysio Nunes, Marcos Pereira e Raul Jungman (Defesa) e com o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira. De Brasília, o ministro dos Emirados Árabes seguirá para São Paulo e no próximo dia 21 ele participará, na capital paulista, da inauguração da nova sede do Consulado-Geral dos Emirados Árabes Unidos e manterá encontros com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito João Doria Junior.

O Itamaraty destaca que Brasil e Emirados Árabes Unidos mantêm importante parceria econômica. Entre 2000 e 2016, o intercâmbio comercial Brasil-EAU cresceu 785%, chegando a US$ 2,6 bilhões em 2016, com superávit brasileiro de US$ 1,9 bilhão, o sexto maior saldo brasileiro naquele ano. Os Emirados, juntamente com a Arábia Saudita, são os maiores compradores de produtos brasileiros na região do Oriente Médio.

A pauta exportadora brasileira para os Emirados é integrada, entre outros produtos, por carne de frango, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio e tubos de ferro fundido. Dos Emirados o Brasil importa sobretudo ureia, enxofre e quadros e painéis com aparelhos para comando e distribuição de energia.

Além disso, os Emirados Árabes Unidos são grandes investidores internacionais, especialmente por meio de seus fundos soberanos. Estima-se que os investimentos emiráticos no Brasil somem US$ 5 bilhões. O país também é um grande centro de negócios e representa porta de entrada para empresas brasileiras nos países do Golfo Pérsico e no Oriente Médio.

Devido à sua característica de entreposto comercial, mais de 30 empresas brasileiras contam com escritórios no país, utilizando-o como plataforma para suas exportações na região. A Agência de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por sua vez, mantém escritório em Dubai para apoiar as empresas brasileiras, promover exportações na região do Oriente Médio e atrair novos investimentos para o Brasil.

Com informações do Itamaraty

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Minério de ferro salta 5% na China com máxima de 3 anos do aço

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China subiram mais de 5 por cento nesta quarta-feira, com os preços do aço avançando para o seu maior valor em mais de três anos, diante de expectativas de demanda firme.

Operadores comentaram que Pequim deve incentivar investimentos em infraestrutura e que as vendas de imóveis estão crescentes.

O mercado de minério de ferro teve nesta semana uma forte recuperação. Os contratos futuros do aço na China sustentam os preços.

“Continuamos a acreditar nos investimentos da China em infraestrutura em 2017 para impulsionar o crescimento, com os líderes se preparando para as eleições em novembro”, afirmou analista do Commonwealth Bank of Austrália Vivek Dhar em nota.

O vergalhão mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai subiu para 3.692 iuanes (534 dólares) por tonelada, seu maior valor desde fevereiro de 2014. O contrato fechou em alta de 1,6 por cento a 3.641 iuanes.

O minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 5,5 por cento para terminar a 724,50 iuanes a tonelada, depois de ter tido um pico de duas semanas de 730,50 iuanes mais cedo.

Fonte: Reuters

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Goianos assinam acordo com empresa árabe para construção de indústria bélica em Anápolis

A empresa goiana Delfire Industria e Comércio de Extintores, com sede no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), firmou nesta quinta-feira (06), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, acordo com a Caracal International LLC, que tem como CEO Hamad Al Almeri, para a instalação de uma planta industrial dessa empresa no estado. A unidade é voltada para a produção de armamentos e munições exclusivas para forças de segurança pública do Brasil e com atenção voltada para o mercado da América Latina.

A iniciativa tem o apoio do governo de Goiás, que foi representado na cerimônia de assinatura de memorando de entendimento entre as duas empresas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), Luis Maronezzi, e pelo superintendente de Ações e Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), delegado federal Emmanuel Henrique. A previsão é de que sejam gerados com a consolidação do projeto cerca de 1.250 empregos diretos e indiretos.

Inicialmente estava prevista participação do vice-governador José Eliton na assinatura do acordo, mas ele não pôde viajar aos Emirados Árabes Unidos em face do atentado que sofreu no dia 28 de setembro, em Itumbiara. De acordo com o memorando de entendimento, as duas empresas se comprometem a trabalhar no sentido de viabilizar a instalação de uma indústria da Caracal no Brasil, buscando a aprovação inicial do governo brasileiro para a fabricação de armamentos. Se comprometem, também, a construir um plano de viabilidade para o empreendimento. As partes irão, ainda, elaborar um projeto para o início das atividades da indústria, primeiramente para montagem de peças e avançando para a fabricação de armas.

Para o empresário Augusto de Jesus Delgado Júnior, a assinatura do memorando de intenções com a Caracal, indústria bélica de ponta, que emprega alta tecnologia na fabricação de armas, representa uma quebra de paradigmas, por ser a primeira indústria bélica a ser instalada no país. Segundo ele, assim como o governador Marconi Perillo, iniciou em 2004 as negociações para a instalação da indústria automotiva no estado, este é um segundo passo na quebra de paradigmas. Conforme acentua, a Caracal Brasil foi planejada para entrar em funcionamento em aproximadamente 12 meses, a partir deste acordo.

Unidade em Anápolis

Os estudos preliminares para a instalação de uma planta da Caracal no estado de Goiás adiantam que a unidade deve ser sediada no município de Anápolis, onde se localiza a maior plataforma logística e de infraestrutura voltada ao transporte e exportação da região Centro-Oeste do país. “Viemos aqui exatamente discutir detalhes desse empreendimento, se inicialmente importaríamos os produtos acabados ou se já faríamos a importação em sistema CKD (Complete Knock-Down) para montarmos as armas no Brasil”, destaca Augusto Delgado.

A partir desse compromisso, serão providenciados os documentos, contratos e licenças para regulamentar o acordo nos próximos meses, com a vinda dos dirigentes da Caracal a Goiás. Para o empresário Paulo Humberto, a vinda da maior fabricante de armas de calibres especiais dos Emirados Árabes para o Brasil, particularmente para Goiás, representa uma inovação para o estado. A planta, segundo o empresário, é a que detém a maior tecnologia para armas de ponta em todo o mundo.

Atualmente, a Caracal tem como chefe de Operações o engenheiro mundial de armas, Robert Rich, que desenvolveu produtos bélicos para as alemãs Heckler & Koch GmbH (H & K) e SIG Sauer GmbH & Co.KG, entre outras. “Ele é um gênio do desenvolvimento de armamentos e não há hoje nenhuma tecnologia, sustentabilidade e resistência igual à oferecida pela Caracal”, afirma Paulo Humberto. A indústria produz uma linha de armas especiais que inclui fuzis, snipers, pistolas, metralhadoras semiautomáticas, carabinas automáticas, entre outros. Produz também munição e acessórios para armas.

Do Mais Goiás