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Assoreamento já ‘esvazia’ navio no porto de Santos

O assoreamento do canal de navegação do Porto de Santos está obrigando os grandes navios de contêineres a operar com capacidade ociosa, devido ao risco de encalhamento. No dia 29 de junho, a saída de dois navios – um da Maersk e outro da MSC – teve de ser interrompida porque eles poderiam ficar retidos na entrada do porto.

A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 m para 12,6 m. Como resultado, as maiores embarcações que escalam o porto têm perda de 5 mil a 15 mil toneladas, dependendo do navio.

Com isso, os armadores já perderam cerca de US$ 23 milhões em receitas de frete entre o fim de junho e a sexta-feira passada. “A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas”, diz José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação do Estado de São Paulo (Sindamar).

“O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema”, critica o principal diretor da Maersk na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 TEUs (contêiner de 20 pés) que deixam de ser carregados por navio.

Fonte: Valor

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Porto Itapoá em Santa Catarina bate recordes e registra aumento no longo curso e na cabotagem

O Porto Itapoá, no litoral Norte de Santa Catarina, está completando seis anos de operação com dois recordes: a maior movimentação de contêineres em um único mês (34 mil unidades), registrada em junho último; e o maior volume de importações num semestre, registrado de janeiro a junho deste ano.

O forte aumento das importações no primeiro semestre representou um avanço de 34% em relação ao mesmo período de 2016. Também houve incremento de 12% nas exportações e de 24% no segmento de cabotagem em relação ao primeiro semestre de 2016.

Inaugurado em junho de 2011, o Porto Itapoá já é o sexto maior terminal brasileiro em movimentação de contêineres, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para o Diretor Comercial do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo, o aumento dos volumes movimentados em Itapoá, ano a ano, tem grande relevância.

“Do ponto de vista financeiro, esse incremento é obviamente significativo. Comercialmente, o aumento constante nas cargas de importação e exportação demonstra que o Porto Itapoá está consolidado como uma importante via logística de entrada e saída para a indústria brasileira”, ressalta Pandolfo.

O bom desempenho no primeiro semestre foi em grande parte resultado de uma operação especial, montada pelo Terminal, para atender à demanda dos clientes que enfrentavam dificuldades para movimentar suas cargas durante o período de chuvas no Estado de Santa Catarina.

Situado na Baía da Babitonga, com águas abrigadas, o Porto Itapoá oferece mais segurança para a navegação e as operações portuárias. Esse tem sido um importante diferencial para a cadeia logística de Santa Catarina que, mesmo em situações climáticas adversas, não precisa migrar suas operações para portos de outros Estados.

Obras de Expansão

Somada à intensa movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2017, o Porto Itapoá está, em paralelo, desenvolvendo a ampliação de suas instalações. Com as obras de expansão, iniciadas no segundo semestre de 2016, sua capacidade de movimentação de cargas passará dos atuais 500 mil TEUs (medida padrão para contêiner de 20 pés) para 2 milhões de TEUs anuais.

Com investimentos que somam R$ 500 milhões, o projeto tem prazo de conclusão de até cinco anos. A área física do Porto passará dos atuais 150 mil m² para 450 mil m². O cais, que hoje tem 630 metros de comprimento, passará a ter 1,2 mil metros. Até maio de 2018, a previsão é de que pelo menos mais 100 mil m² de pátio e 170 metros de píer estejam prontos para a operação. Com isso, a capacidade de movimentação poderá ser de 1,2 milhões de TEUs/ano.

(*) Fonte: Porto de Itapoá

 

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Assinada a ordem de serviço para reinício das obras nos berços do Porto de Itajaí

A ordem de serviço para conclusão das obras de realinhamento e reforço do berço 3 do Porto de Itajaí foi assinada nesta terça-feira (11) e deverá ser entregue até novembro. O documento inclui a retomada dos trabalhos no berço 4, com término previsto para maio de 2018.

Com 90% da obra concluída e paralisada desde maio de 2016, os reflexos positivos da conclusão do berço 3 poderão ser vistos desde a execução da obra.

Serão contratados cerca de 100 trabalhadores da mão de obra local para dar andamento à obra, atualmente 90% concluída. Além da imediata geração de empregos, o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, ressalta que toda a cadeia portuária, logística e do comércio exterior é diretamente beneficiada com as obras, uma vez que o porto terá condições de receber mais atracações. “Este é um dia que merece ser celebrado, pois em apenas seis meses conquistamos os recursos para essa tão esperada e importante obra para a economia de Itajaí e de Santa Catarina”, destaca.
Com a liberação dos R$ 18,8 milhões pela Secretaria Nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, a primeira ação a ser desempenhada é a reforma de 10 defensas e 10 cabeços existentes, cuja finalidade é de absorver o impacto das embarcações na estrutura de concreto do costado, no momento das atracações e desatracações. Esta etapa dos trabalhos também contempla a fabricação de 150 metros cúbicos de concreto de paramentos pré-moldados.

Para execução dos serviços, serão utilizados dois flutuantes, um rebocador, um guindaste 250 toneladas e um guindaste de 75 toneladas. No período de 120 dias também serão realizados estudos de perfuração de lajes no berço 4.

O berço 4 está com aproximadamente 50% da obra concluída. Além da falta de recursos do governo Federal, outro agravante impossibilitou a continuidade das obras: lajes de concreto armado, com cerca de 40 centímetros de espessura, foram encontradas submersas fruto do desmoronamento que ocorreu na década de 1980. De acordo com a empreiteira, as lajes não podem ser retiradas e é necessária a realização de testes de perfuração para que se garanta a sustentação e a conclusão do berço 4.

O berço 3 tem em sua margem 210 metros de comprimento e o berço 4 segue um traçado retilíneo de 280 metros, totalizando 490 metros de cais.

Avanços portuários

Em maio, a draga chinesa Xin Hai Niu iniciou o desassoreamento do Rio Itajaí-açu para restabelecer a profundidade de 14 metros. Até outubro, serão dragados cerca de quatro milhões de metros cúbicos de entulhos para recuperar o calado perdido durante as fortes chuvas de 2015.

Com a conclusão da nova bacia de evolução, cujas obras da primeira etapa seguem em ritmo acelerado, será possível receber navios com até 366 metros – sendo que hoje o limite é de 306. O empreendimento representa um grande avanço de competitividade para o Porto de Itajaí e demais terminais que compõem o Complexo Portuário.

O movimento de contêineres no porto de Itajaí também deve crescer cerca de 20% com a retomada das operações da Linha Ásia no cais operado pela APM Terminals. O volume pode chegar a quatro mil unidades a partir de abril do ano que vem, segundo estatística divulgada pela Autoridade Portuária. A linha de serviço estará em atividade na margem direita do porto público com 13 navios porta-contêineres dos armadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Sud, ZIM, UASC e HMM. As rotas passam pela Costa Leste da América do Sul, Malásia, Singapura, China e Coréia do Sul. Os serviços haviam sido paralisados há cerca de dois anos. A primeira atracação está prevista para o dia 9 de setembro.

Fonte: Ascom Porto de Itajaí

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China e UE apostam em navegação mais verde para reduzir emissões

A trilionária indústria da navegação global poderá em breve ser forçada a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa devido às novas regras apoiadas pela União Europeia e pela China.

Mais de 200 representantes se reuniram nesta semana na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), a agência da Organização das Nações Unidas que supervisiona a navegação, com sede em Londres, para discutir regras que poderiam transformar o setor, atualmente responsável por 3 por cento das emissões mundiais, em uma operação com emissão zero de carbono na segunda metade do século.

A mudança em direção à energia limpa foi motivada pelo Acordo de Paris para mudanças climáticas e também pela ameaça das normas regionais estudadas pela UE e testadas na China. A Europa propôs um plano para adicionar as emissões dos navios ao seu sistema de comércio até 2023 se as negociações na IMO não avançarem. A China realiza um programa piloto similar englobando o porto de Xangai e a indústria da navegação.
A proposta da UE “estabelece um prazo para que a IMO apresente uma meta e medidas”, disse Sotiris Raptis, assessor sênior da Organização Europeia dos Portos Marítimos e ex-assessor parlamentar da UE. “Mas trata-se de uma indústria global, é difícil regular emissões geradas fora da jurisdição.”

A imposição de regras para as emissões eliminaria uma lacuna deixada pelo Acordo de Paris para as mudanças climáticas, de 2015. Os motores dos navios quase sempre queimam óleo combustível pesado, uma das formas mais sujas e baratas de energia. Os membros da IMO voltarão a discutir suas estratégias e objetivos em outubro. O rascunho de um acordo pode vir a ser elaborado em 2018 e implementado em 2023.

“Estamos vendo disposição dos delegados para discutir os problemas”, disse Edmund Hughes, chefe de poluição atmosférica e eficiência energética da IMO.

As vozes mais críticas nas negociações são as dos pequenos países do Pacífico, como as Ilhas Marshall, as Ilhas Salomão e Kiribati, que estão entre os mais vulneráveis ao aumento do nível do mar devido às mudanças climáticas. Algumas ilhas podem ser submergidas pela água já na próxima década, o que as levou a formar uma coalizão com alguns países da UE para pedir regras rígidas para as emissões à IMO.

“O setor precisa urgentemente intensificar seus esforços”, disse Mike Halferty, ministro dos Transportes das Ilhas Marshall, país sob cuja bandeira está registrada a maioria dos navios. “Se a navegação internacional fosse um país, teria a sétima maior emissão do mundo.”

China e Índia

A China e a Índia, que têm as duas maiores populações do mundo, apresentaram um documento conjunto em apoio à mudança para uma navegação com menor emissão de carbono. Segundo o plano, os países seriam livres para criar planos individualizados de redução das emissões.

Países produtores de petróleo como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos enfatizaram que seria necessário fechar um compromisso, segundo declarações feitas na quarta-feira que sinalizaram falta de disposição para um acordo rápido sobre as medidas propostas. Delegados de países sul-americanos como Argentina e Chile afirmaram que os impactos de custo do comércio de longo curso com portos geograficamente remotos precisam ser considerados.

Fonte: Bloomberg News

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Retomada lenta

Comércio exterior do Brasil só deve se recuperar em 2020, aponta relatório da Maersk
• Um relatório comercial da Maersk sobre o primeiro trimestre de 2017 projeta que o comércio exterior do Brasil deve demorar três anos para recuperar os níveis pré-crise econômica. Embora as importações tenham começado a melhorar graças ao maior volume de comércio na rota asiática, a empresa avalia que as exportações, principalmente de commodities, foram impactadas negativamente pela falta de espaço nos navios e pela demanda mais fraca da Europa. A estratégia do grupo é, assim como a de seus clientes, manter a cautela sobre o que vai acontecer neste ano no Brasil e no mundo.

Fotos do Porto de Santos para o banco de imagens do site www.portodesantos.com.br

Porto de Santos aumenta calado operacional após dragagem

Uma semana após a redução do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) do Porto de Santos de 13,2 para 12,3 metros, os esforços concentrados na dragagem do trecho 1 do canal de navegação surtiram efeito. Agora, embarcações com até 12,6 metros de calado poderão trafegar na região que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca.

De acordo com o capitão de mar e guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, que é comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), uma nova batimetria (levantamento de profundidade) foi entregue ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista.

“Com essa análise, conseguimos ampliar o calado para 12,6 metros. O ganho é pequeno, de 30 centímetros, mas é resultado dessa dragagem já realizada durante esta semana”, explicou o comandante.
Até o final de julho, a Dratec Engenharia, empresa contratada pela Codesp para a manutenção das profundidades do Porto de Santos, deve concentrar os trabalhos apenas no trecho 1 do canal de navegação. A ideia é evitar o assoreamento (deposição de sedimentos, que torna o canal mais raso) naquela região.

Durante toda esta semana, usuários do Porto de Santos tentaram minimizar as perdas causadas pela redução do calado operacional do cais santista. Mas, de acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, os custos extras foram inevitáveis.

Prejuízos

Em uma semana, cerca de 7 mil contêineres deixaram de ser movimentados no Porto de Santos, segundo o executivo. Isto representa um prejuízo de cerca de US$ 16,1 milhões em frete para os armadores, o equivalente a R$ 52,8 milhões.

“Conforme informações obtidas, há navios que efetuaram escalas extras em Itaguaí e Sepetiba (RJ) para descarga de contêineres de importação. Isto aconteceu para a redução do calado, por conta das restrições do Porto de Santos”, explicou.

De acordo com o executivo, por conta da passagem não prevista em outros portos, somaram-se custos extras com combustível, atracação, serviço de praticagem e rebocadores, onerando mais ainda as operações e elevando os prejuízos.

“Há casos de armadores que cortaram entre 6 mil e 15 mil toneladas de carga de exportação. Isso causa prejuízos imensuráveis com os lotes deixados para trás, causando descontentamento para os clientes e provocando desgaste comercial”, destacou Roque.

Segundo dados do Sindamar, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito contêineres. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 caixas metálicas ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

Procurada, a Codesp não se posicionou sobre a mudança do calado operacional do Porto de Santos até o fechamento desta edição.

Fonte: A Tribuna

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Exportações de automóveis têm o melhor mês de junho desde o ano de 2005 e crescem 40,9%

A indústria automobilística brasileira teve em 2017 o melhor resultado para um mês de junho desde 2005 e comercializou no mercado externo, no mês passado, um total de 66.059 unidades, com um aumento de 40,9% em relação a junho do ano passado. E em termos do acumulado do ano, os números são ainda mais expressivos: as exportações totalizaram 372.563 unidades, 58,2% superiores aos embarques realizados no primeiro semestre de 2016.

Entretanto, se comparadas com o mês de maio, as exportações apresentam uma retração de 9,%. Os dados foram divulgados hoje (6) em São Paulo, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com relação às exportações, junho de 2017 foi o melhor desde 2005, quando houve recorde. Segundo os dados da Anfavea, foram comercializadas no mercado externo 66.059 unidades, o que representa um aumento de 40,9% em relação a junho do ano passado. No acumulado do ano, as vendas para outros países chegaram a 372.563 unidades, 58,2% a mais do que no primeiro semestre de 2016. Entretanto, com relação a maio houve queda de 9,3%.

As vendas de veículos subiram 13,5% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 195 mil unidades comercializadas ante 171,8 mil em junho de 2016. Considerando o primeiro semestre, o aumento nas vendas foi de 3,7% de janeiro a junho deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Na comparação com maio, no entanto, as vendas de veículos em junho tiveram leve queda, de 0,3%. Os dados foram divulgados hoje (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com o presidente da entidade, Antonio Carlos Botelho Megale, as vendas até agora indicam que a projeção feita pela Anfavea para 2017, de crescimento de 4%, deverá ser cumprida. “Começamos a ver o aumento das vendas de veículos elétricos e híbridos, que, embora com números ainda baixos, com 1.184 unidades até junho, já superam o total do ano passado inteiro.” Megale também destacou que na comparação de junho com maio é importante levar em conta que junho teve um dia útil a menos, o que interfere no total de vendas.

Produção

Segundo os dados da Anfavea, a produção de veículos cresceu 23,3% no semestre, com 1.263.200 veículos montados. Em junho deste ano foram produzidas 212.300 unidades, 15,1% a mais do que em junho de 2016 (184 mil). Na comparação com maio (250,9 mil novas unidades), a produção apresentou queda de 15,4% em junho.

“Com um dia útil a menos do que no mês anterior, junho tem pelo menos 5,5% a menos de produção. Além disso duas empresas deram férias coletivas para ajuste de estoque e uma para ajuste na linha de produção para entrada de novos produtos. Isso é normal, algumas montadoras usam esse período do ano para isso”, disse Megale.

Os dados também mostram que estoque está em 222,7 mil unidades, o que pode ser considerado um nível estável, com capacidade para atender a demanda de 34 dias de vendas. “As fábricas estão ajustando a produção para manter um nível adequado de estoque em 30 dias. Se as vendas de julho costumam ser um pouco maiores, é natural que comece o mês com alguns dias a mais”, explicou o presidente da Anfavea.

De acordo com Megale, o nível de emprego no setor está estável, com pequenas variações entre as empresas. No último mês foram eliminados 300 postos de trabalho, o que representa ajustes feitos pelas montadoras. “Algumas contrataram, outras fizeram ajustes desligando, outras ficaram estáveis. É uma variação normal que acontece. Na comparação com junho do ano, passado houve queda de 5% no emprego e esperamos que no segundo semestre, com uma possível retomada, haja possibilidade de manter o nível de emprego estável ou melhorar.”

Segundo a Anfavea, em junho, 2.788 funcionários estavam em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) e 9.754 estavam no Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

Projeções

Megale ressaltou que, com base nos números observados, a previsão da Anfavea para 2017 foi revista em alguns aspectos. Com relação às exportações os números passam de 558 mil unidades para 70 mil unidades, aumento de 35,6% em relação ao ano passado. Para a produção, as novas previsões indicam 2.621.000 novos veículos no ano, puxado principalmente pelo aumento nas exportações. Já para as vendas, a entidade manteve a previsão de crescimento de 4% em 2017.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Redução de calado causa prejuízos a usuários do Porto de Santos

A redução da profundidade máxima e do limite do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) no Porto de Santos, confirmada na última sexta-feira, trouxe preocupação e indignação aos usuários do complexo santista. O prejuízo pode chegar a US$ 1,6 milhão por navio. Para os agentes marítimos, sobrou a tarefa de rever embarques de cargas já programados, tanto no transporte de produtos a granel, quanto de contêineres.

“Uma coisa é certa: já estamos tendo prejuízos”, afirma José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Ele se refere à redução calado operacional na entrada do Porto. Antes, a regra permitia a navegação de embarcações com até 13,7 metros. Agora, a restrição é para navios de até 12,3 metros, em condições normais de maré.

A entidade estima que nos navios de contêineres, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito unidades. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 contêineres ou 5 mil toneladas de carga por viagem.
De acordo com os cálculos do Sindamar, com o frete médio a US$ 2.300, o prejuízo fica em torno de US$ 1.6 milhão por navio. No caso das cargas de granéis, com 90 centímetros a menos, as embarcações deixam de transportar 9 mil toneladas, perdendo o frete de US$ 27mil, além do exportador, no caso da soja, deixar de vender o equivalente a US$ 324mil.

“Embora a Codesp tenha informado que a draga Pearl River já esteja programada para realizar a dragagem do trecho compreendido entre a Barra e o Entreposto de Pesca, até ser concluída a dragagem, os usuários do Porto de Santos enfrentarão enormes dificuldades e transtornos em suas logísticas operacionais”, afirma representante do Sindamar.

Entre outras implicações, ele aponta impactos comerciais com compradores internacionais pelos compromissos assumidos, que podem resultar em multas ou até no cancelamento de contrato firmado e não cumprido.

Armazenagem

A limitação do calado também pode provocar outros gastos aos agentes que atuam no complexo portuário santista, pois para atender essa nova profundidade reduzida, são obrigados a ter despesas com armazenagem, zarpando com os navios com a sua capacidade de carregamento prejudicada na alocação das cargas.

“Isso traz um resultado negativo na balança comercial devido à limitação no carregamento. Resultado: exporta-se menos com esse calado”, avalia Roque.

Procurada para comentar sobre as alterações ocorridas depois da redução do calado, a Codesp informou, por meio de nota que a “programação dos navios permanece normal e os trabalhos de dragagem acontecem dentro da programação prevista”.

Na última sexta-feira, após reclamações de terminais portuários e da detecção de três pontos de assoreamento (deposição de sedimentos) na entrada do Porto, a Codesp deslocou a draga para o local que necessitava de dragagem.

No entanto, a Autoridade Portuária também não informou quando esta frente de trabalho concluída e nem quando será realizada uma nova batimetria (levantamento de profundidades) para avaliar se houve ampliação na profundidade do canal do Porto.

Fonte: A Tribuna

Fotos do Porto de Santos para o banco de imagens do site www.portodesantos.com.br

Porto de Santos reduz profundidade e limite de seu calado operacional

O Porto de Santos perdeu profundidade e o limite de seu calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) foi reduzido no trecho 1 do canal de navegação.

Agora, apenas embarcações com até 12,3 metros de calado poderão trafegar na região que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca. Por conta da localização, todas as instalações do cais santista são afetadas. Ontem, dois cargueiros, que atracaram nas instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), tiveram suas operações e prejudicadas e atrasadas por conta deste problema.

Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, que é comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), foram encontrados pontos de assoreamento no trecho 1. Antes da redução, navios com até 13,2 metros de calado estavam autorizados a trafegar em condições normais de maré. Na preamar (maré alta), era acrescido 1 metro.
“Já tinha um tempo que a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) não apresentava batimetrias (levantamentos de profundidade). Eles já estavam sendo cobrados. Já era uma preocupação”, explicou o capitão dos portos.

O assunto também foi debatido em reunião entre a Autoridade Portuária e o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp). Em nota, a entidade informou que vê a questão com preocupação e ainda que o serviço foi interrompido. “Segundo informações obtidas, essa dragagem ficou paralisada por oito dias, entre os dias 20 e 28 deste mês, causando problemas no planejamento (da dragagem) realizado pelo Sopesp a partir de parceria com a Codesp”.

Segundo o presidente da Praticagem de São Paulo, Nilson dos Santos, o problema foi identificado há duas semanas. Por isso, a entidade realizou uma batimetria, que identificou pontos com profundidades inferiores a 14 metros no trecho 1 – como deve-se manter uma margem de segurança entre o fundo do navio e o leito do canal, para se atingir um calado de 13,2 metros, a via deve apresentar uma fundura de 15 metros.

“O grande risco é de algum navio tocar no fundo e até mesmo encalhar. Isso traria um prejuízo incalculável. Por isso, optamos por esperar manobras mais seguras”, disse o prático. Para ele, a redução do calado foi a medida mais prudente.

Navios

O Maersk Laguna, de bandeira panamenha, chegou ao cais santista na manhã da última quarta-feira, com 2.812 contêineres a bordo. Desses, 427 foram descarregados e outros 1.156 carregados. A embarcação ficou com 3.541 caixas metálica a bordo quando a operação foi concluída, na quinta-feira. Sua saída estava prevista para acontecer às 17h30 do mesmo dia.

O horário foi programado para um momento de preamar porque o Laguna estava com calado de 14,2 metros. Por regra, sua saída só poderia acontecer durante a maré cheia, já que apenas navios com até 13,2 metros são autorizados a trafegar pelo canal.

Mas, mesmo nessas condições, o navio não foi autorizado a sair do terminal. Foram feitas novas tentativas, durante a madrugada de ontem, mas, segundo o presidente da BTP, Antonio Passaro, não houve sucesso e a embarcação só deixou o Porto na tarde de ontem.

O mesmo aconteceu com o MSC Azov, de bandeira de Malta. O navio chegou na última quinta-feira com 2.342 contêineres a bordo. Desses, 492 foram descarregados e outros 1.528 embarcados na BTP. Por conta das restrições de calado, o navio precisou deixar cargas no terminal.

“Se a profundidade é 15 metros, temos navios com 14,2 de calado. A princípio deveria sair por uma simples lógica. Não precisa ser Einstein para saber disso. Agora, não pode e ninguém sabe porque. A Codesp, Autoridade Portuária, não te diz quais são as verdadeiras profundidades”, destacou o executivo, antes da revisão das condições de navegação no complexo santista.

‘Segredo de estado’

Segundo Passaro, o problema é antigo. E nem mesmo a Codesp, que é a estatal que administra o Porto de Santos, consegue resolvê-lo.

“Nós temos uma Autoridade Portuária que não comunica quais são as profundidades do canal, não mostra batimetrias. Eu já perguntei várias vezes se isso é um segredo de Estado e eu ouvi de gente lá de dentro que não podem divulgar por questões estratégicas. Deus sabe quais serão as razões estratégicas. Nós, operadores portuários, que pagamos por essa dragagem, não sabemos o que estamos pagando, nem quanto estamos pagando porque eles também não nos dizem”.

Para Passaro, a única forma de resolver a situação da dragagem no Porto é conceder o serviço à iniciativa privada. O assunto é debatido entre empresários do setor, através do Sopesp, e a União.

Restrição não era necessária, diz Alex Oliva

Para o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, não era necessária a redução do calado operacional do Porto de Santos. Segundo o executivo, foram identificados apenas três pontos de assoreamento (deposição de sedimentos) no trecho 1 do canal de navegação e eles começaram a ser corrigidos na noite de ontem pela Dratec Engenharia.

A empresa é responsável pelo serviço até o próximo mês de setembro. Ela utiliza a draga Pearl River para a manutenção das profundidades de todo o Porto de Santos.

De acordo com Oliva, a embarcação estava concentrando seu trabalho entre os trechos 3 e 4 do canal, que vão da Torre Grande até a Alemoa. Pelo cronograma previsto pela Codesp, na próxima quarta-feira, o serviço seria realizado no trecho 1, que fica entre a Barra e o Entreposto de Pesca.

Mas, diante da constatação do assoreamento, a obra foi concentrada no trecho 1. Agora, segundo o presidente, a profundidade será restabelecida a 15 metros naquela região.

Oliva aponta que a incidência de chuvas e ressacas nas últimas semanas acelerou o processo de assoreamento, que é frequente nesta região do estuário e intensificada nesses meses de inverno. Mesmo assim, segundo o executivo, os pontos de deposição de sedimentos são poucos e pequenos.

Por isso, não haveria a necessidade de redução do calado. Os pontos de assoreamento foram identificados através de uma batimetria que foi encaminhada na manhã de ontem à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). Questionado sobre a demora para a entrega do levantamento das profundidades à Autoridade Marítima, Oliva apontou “questões administrativas”.

Segundo ele, o material já estava pronto desde a última terça-feira. Mas, por conta de uma viagem à Brasília, o diretor de Engenharia, Hilário Gurjão, não teve tempo de assinar os papéis necessários.

Fonte: A Tribuna

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Balança comercial terá superávit recorde de US$ 60 bilhões em 2017, segundo projeção do MDIC

O crescimento nos preços internacionais e na quantidade exportada fez o governo aumentar a estimativa de superávit da balança comercial em 2017. A projeção passou de US$ 55 bilhões para US$ 60 bilhões, o que poderá garantir o melhor saldo da história para o país.

Segundo o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, a estimativa para o comportamento da balança comercial no segundo semestre permitiu a melhoria da previsão.

“Com o desempenho da exportação e da importação, temos vários produtos de destaque. A tendência deve continuar forte para o segundo semestre”, disse Brandão. Entre os principais produtos que estão puxando o crescimento das exportações, segundo o diretor, estão a soja, o ferro, o petróleo, o açúcar e os veículos.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 47,5 bilhões a mais do que importou, o melhor superávit da história para a balança comercial. Inicialmente, o MDIC estimava que o saldo da balança encerraria 2017 com níveis parecidos aos de 2016. Posteriormente, a projeção foi revisada para US$ 55 bilhões.

Para justificar a melhoria da estimativa, o diretor do ministério ressaltou o desempenho da quantidade exportada. Até maio, o volume das vendas externas acumulava queda de 0,8% em relação ao mesmo período de 2016. Em junho, o indicador reverteu a tendência e passou a registrar aumento acumulado de 1,8%.

Segundo Brandão, essa reversão deve-se principalmente ao crescimento nas quantidades embarcadas de três produtos em junho: soja, ferro e petróleo. “O aumento na produção de petróleo tem favorecido o aumento das exportações como um todo. Atualmente, o país está embarcando uma média de 1 milhão de barris por dia.”

Nos seis primeiros meses do ano, o valor das exportações de petróleo cresceu 128,2%, a maior alta entre os principais produtos vendidos ao exterior. A quantidade exportada aumentou 45,3%. O preço internacional subiu 57,1%.

(*) Com informações do MDIC