STJ confirma ilegalidade na cobrança de Demurrage em retenções alfandegárias

Por: Redação Logcomex

Em decisão proferida na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou ser ilegal a cobrança de demurrage de contêineres em casos de retenção da carga pela alfândega da Receita Federal. A sentença confirma entendimento anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

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Demurrage é a taxa cobrada por armadores, ou seja, donos de navios e contêineres, sobre o tempo excedido para a devolução de um contêiner contratado.

No caso analisado, que deve servir de precedente para matérias semelhantes, o dono da carga foi acionado judicialmente pelo armador, que cobrava US$ 410,7 mil a título de demurrage, sob o argumento de que os contêineres utilizados no transporte não haviam sido devolvidos no prazo contratualmente estipulado.

No processo, o advogado Bruno Barcellos Pereira, do escritório Bergi Advocacia, que fez a defesa do importador, alegou que a retenção e apreensão dos contêineres se deu por decisão da Receita Federal, impossibilitando a restituição do material no prazo.

No TJSP, os desembargadores entenderam que a responsabilidade pelo atraso na devolução não poderia ser atribuída à importadora, uma vez que a retenção ocorreu por decisão administrativa, considerado caso de verdadeira força maior.

O argumento da defesa teve como base normas legais como o Decreto-Lei 1.455/1976, que atribui à Receita Federal a responsabilidade pela adoção das medidas necessárias para o adequado acautelamento de mercadorias apreendidas.

O artigo 393 do Código Civil, que dispõe sobre a exclusão da responsabilidade contratual em caso de força maior, também reforça que a impossibilidade de devolução dos contêineres não poderia ser imputada ao consignatário.

Também foram considerados dispositivos do Regulamento Aduaneiro, que define normas sobre controle, retenção e liberação de mercadorias pela autoridade alfandegária, reforçando que a retenção pela Receita Federal não pode gerar encargos indevidos ao importador.

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28 de Janeiro: Dia do Comércio Exterior!

Design sem nome (1)

Hoje celebramos o dia do Comércio Exterior. Por definição, a descrição da profissão consiste em “conjunto de atividades de compra e venda de mercadorias e da prestação de serviços entre diferentes países” – mas quem vive essa rotina sabe que é muito mais que isso.

Aqui da NIX International, falamos pro experiência própria: o empenho para acolher cada cliente, superar barreiras culturais e de comunicação com fornecedores e o afinco para levar e trazer mercadorias com a maior fluidez e agilidade possível está no nosso dia a dia. É essa dedicação que faz o Comex ir além dos números.

E é isso que queremos celebrar hoje: esse trabalho incansável e o impacto que ele tem no mundo.

Parabéns a todos o profissionais de Comércio Exterior!

Cidade que mais importou no Brasil nos últimos dois anos tem apenas 264 mil habitantes. Saiba qual é!

Por: Equipe Comexdobrasil

A cidade do litoral norte de Santa Catarina consolidou sua posição como líder nacional em importações pelo segundo ano consecutivo. Em 2024, registrou um volume de importações de US$ 15,91 bilhões, crescimento de 21% em relação a 2023. Mais de 60% das importações vieram da China, com destaque para polímeros de etileno, cobre e acessórios para veículos.

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Itajaí (SC)  – Itajaí, cidade localizada no litoral norte de Santa Catarina, mais uma vez assume o protagonismo no comércio exterior brasileiro. Pelo segundo ano consecutivo, o município lidera o ranking nacional de cidades que mais importaram no país. Em 2024, o volume de importações alcançou US$ 15,91 bilhões, aumento de 21% em relação a 2023, quando o total registrado foi de US$ 13,14 bilhões.

O volume total de mercadorias importadas por empresas de Itajaí chegou a 6,6 bilhões de quilogramas líquidos, com destaque para produtos como polímeros de etileno, cobre, acessórios e equipamentos para veículos, pneus e materiais químicos. Mais de 60% das importações vieram da China, consolidando a relação comercial com o gigante asiático.

O ranking de 2024 traz Manaus (AM) em segundo lugar, com US$ 15,84 bilhões, seguido por São Paulo (SP) com US$ 9,52 bilhões, Petrópolis (RJ) com US$ 8,22 bilhões, e Rio de Janeiro (RJ) com US$ 7,31 bilhões.

Vocação para o comércio exterior

“O desempenho de Itajaí é reflexo direto de sua vocação para o comércio exterior, impulsionada por sua localização estratégica e eficiência logística. Com esse resultado, Itajaí se consolida como referência no cenário nacional, graças à sua infraestrutura robusta e à capacidade de atrair investimentos. A cidade se destaca pela localização privilegiada e, além de ter um porto, está próxima de outros portos estratégicos e aeroportos que garantem agilidade nas operações. Itajaí desempenha um papel fundamental na conexão do Brasil com o mercado internacional, sendo uma porta de entrada para mercadorias que abastecem diversos setores da economia”, afirma o especialista em comércio exterior Sandro Marin, da Tek Trade.

Segundo Marin, o crescimento contínuo das importações é reflexo da capacidade do município em atender às demandas do setor. “Itajaí está preparada para atender aos mais variados segmentos da economia, com um perfil empresarial altamente diversificado que traz resiliência e dinamismo ao comércio exterior, abrangendo desde commodities essenciais até produtos de alta tecnologia. A China, que se mantém como a maior fornecedora de insumos para o Brasil, reforça o papel estratégico da cidade. Desde matérias-primas para a indústria até produtos acabados, nossa região se consolida como uma porta de entrada fundamental para o país”, destaca o especialista.

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Comércio exterior da China conquista recorde de US$ 5,98 tri em 2024

Por: O Cafezinho

As importações e exportações da China cresceram 5% em 2024, em comparação ao ano anterior, atingindo 43,85 trilhões de yuans (US$ 5,98 trilhões), estabelecendo um novo recorde no volume total de comércio exterior, de acordo com dados divulgados pela Administração Geral de Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira.

As exportações totais da China cresceram 7,1% em 2024, alcançando 25,45 trilhões de yuans. As importações aumentaram 2,3%, somando 18,39 trilhões de yuans, mostraram os dados da alfândega.

A China manteve sua posição como maior comerciante de bens do mundo em 2024. O país tornou-se parceiro comercial significativo para mais de 150 economias, e seu círculo de parceiros de comércio exterior continua a se expandir, segundo a GAC.

O crescimento comercial da China no último ano foi de 2,1 trilhões de yuans, equivalente ao volume comercial anual de uma economia de médio porte, disse Wang Lingjun, vice-chefe da GAC, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

Como se preparar para o Ano Novo Chinês antecipadamente?

“Superando desafios e mitos”

Wang refutou alegações de “excesso de capacidade” nas exportações chinesas, descrevendo-as como infundadas, tanto do ponto de vista da vantagem comparativa quanto da demanda global.

“Com nossas cadeias industriais abrangentes e em constante evolução, garantimos a estabilidade da produção global, impulsionando o progresso tecnológico e a modernização industrial mundial. Isso é um fato inegável,” disse Wang.

Ele também criticou o que descreveu como tentativas de alguns países de “conter o progresso da China” por meio de protecionismo, alertando que tais estratégias prejudicam a cooperação industrial global e a estabilidade das cadeias de produção e suprimento.

Wang destacou que a abertura, a cooperação e os benefícios mútuos continuam sendo o caminho certo para o progresso econômico global.

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Trump não descarta ação militar para tomar Canal do Panamá e Groenlândia e defende fusão com Canadá

Por O Globo e agências internacionais — Palm Beach, EUA

Segundo presidente eleito, locais são estratégicos para os EUA ‘por motivos de segurança econômica’

Trump fala sobre Canal do Panamá e sobe o tom contra o Hamas

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que toma posse no próximo dia 20, disse em uma entrevista coletiva nesta terça-feira em Palm Beach, na Flórida, que não descarta uma ação militar para assumir o controle do Canal do Panamá ou da Groenlândia. O republicano defendeu também a fusão entre os EUA e o Canadá, sugeriu mudar o nome do Golfo do México e afirmou que os membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deveriam aumentar seus gastos militares.

— Posso dizer o seguinte: precisamos deles [Canal do Panamá e Groenlândia] por motivos de segurança econômica. Não vou me comprometer com isso [descartar a ação militar]. Pode ser que tenhamos que fazer alguma coisa —disse ele aos repórteres.

— Nós vamos mudar o nome do Golfo do México para ‘Golfo da América’. A gente faz todo o trabalho lá — disse, usando “América” em referência aos EUA, não ao continente.

O dilema do Panamá

A retórica em relação ao Panamá também ganhou força após sua vitória. No fim do ano, o magnata afirmou que o governo americano deveria retomar o controle do canal para acabar com que chamou de “roubo” cometido pelas autoridades panamenhas. Na ocasião, Trump disse que o local, que controla a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, é “um bem nacional vital” para os EUA.

— Nossa Marinha e comércio foram tratados de uma forma muito injusta e imprudente. As taxas cobradas pelo Panamá são ridículas, altamente injustas, especialmente sabendo da generosidade extraordinária que foi concedida ao Panamá — afirmou Trump. — Esse roubo completo do nosso país vai parar imediatamente.

Em 1903, os EUA receberam o controle da área onde seria construído o Canal do Panamá, cujas obras foram finalizadas em 1914, com poderes de usar a força para garantir a neutralidade da passagem usada hoje por cerca de 14 mil navios anualmente. Em 1977, o então presidente americano, Jimmy Carter, firmou um acordo com o ditador Omar Torrijos, que comandava o Panamá na época, devolvendo o controle do canal ao país, mas mantendo o direito de atuar para defender sua neutralidade. Os panamenhos retomaram a soberania sobre o canal em 1999, em uma decisão criticada por Trump.

Leia mais em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/01/07/trump-nao-descarta-acao-militar-para-tomar-canal-do-panama-e-groelandia.ghtml

China investiga importações de carne bovina enquanto excesso de oferta pressiona preços

Por: Notícias Agrícolas

O Brasil foi responsável por 42% do valor total do comércio, seguido pela Argentina com 15% e Austrália com 12%; importações totais de carne bovina da China atingiram US$ 14,2 bilhões em 2023

Qualquer medida comercial para tentar reduzir as importações de carne bovina afetaria os maiores fornecedores da China: Brasil, Argentina e Austrália.

As importações totais de carne bovina da China atingiram US$ 14,2 bilhões em 2023, subindo de US$ 8,2 bilhões em 2019, mostram dados alfandegários. O Brasil foi responsável por 42% do valor total do comércio, seguido pela Argentina com 15% e Austrália com 12%.

O inquérito se concentrará em carne bovina fresca, carne bovina resfriada, cabeças de boi e carne bovina congelada importadas entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2024, disse o ministério em um comunicado, acrescentando que ocorreu após um pedido da Associação Chinesa de Criação Animal e outros grupos de gado e pecuária.

China anuncia investigação sobre as importações de carne bovina

Os requerentes disseram que um aumento acentuado nos volumes de importação durante o período “prejudicou seriamente” a indústria doméstica da China, disse o ministério.

As importações de carne bovina em 2023 foram quase 65% maiores do que em 2019, disse, com as importações no primeiro semestre de 2024 sendo mais que o dobro das do primeiro semestre de 2019.

O ministério disse que as importações dos produtos sob investigação representaram 30,9% do mercado chinês.

Os preços da carne na China, incluindo carne suína, bovina e de aves, caíram à medida que os consumidores, lidando com a desaceleração da economia, compram menos.

“A maioria das fazendas de gado de corte na China está em uma situação de prejuízo”, a Associação Chinesa de Pecuária foi relatada dizendo em uma reportagem da mídia estatal. “O impacto de uma grande quantidade de carne bovina importada está, sem dúvida, adicionando insulto à injúria.”

O preço da carne bovina caiu para o menor nível dos últimos cinco anos, e o preço do gado vivo caiu para o menor nível dos últimos 10 anos, disse a associação.

Os preços médios da carne bovina no atacado caíram 22%, para 59,82 yuans (US$ 8,20) o quilo no final de dezembro, ante 77,18 yuans há dois anos, mostraram dados do Ministério da Agricultura.

Leia mais em: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/boi/391337-china-investiga-importacoes-de-carne-bovina-enquanto-excesso-de-oferta-pressiona-precos.html

 

 

 

Projeções apontam crescimento e incertezas no comércio exterior do Brasil em 2025

Por: O Presente Rural

Estimativas indicam crescimento de 5,7% nas exportações, com superávit estimado em US$ 93 bilhões, impulsionado por commodities como soja, petróleo e minério de ferro. No entanto, fatores como instabilidades geopolíticas, mudanças climáticas e flutuações cambiais podem causar oscilações.

Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) prevê para 2025 pequenas oscilações de preços e volumes, refletindo uma continuidade das tendências observadas em 2023 e 2024. No entanto, exemplos recentes mostram como o mercado pode surpreender. Em 2024, a soja apresentou uma quebra de safra e aumento na demanda internacional, mas ainda assim registrou uma queda expressiva de preços, cerca de 20%, contrariando variações. Já o petróleo viu um aumento nos preços e no volume comercializado, mesmo sob os impactos das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Essas inconsistências reforçam que o comércio internacional está sujeito a variações de impacto ambíguo, ou seja, fatores que podem afetar o mercado tanto positivamente quanto as dimensões, dependendo do contexto.

Entre os elementos capazes de influenciar o comércio exterior e brasileiro no próximo ano, se destacam:

  • Fenômenos climáticos: Secas ou enchentes em países ou regiões produtoras podem comprometer a oferta de produtos de exportação e/ou importação.
  • Conflitos geopolíticos: As guerras envolvendo Israel x Hamas e Rússia x Ucrânia, além da queda do regime de Assad na Síria, continuam a gerar instabilidade.
  • Política econômica dos EUA: Donald Trump pode trazer novas diretrizes econômicas com reflexos globais.
  • Movimentos geopolíticos e comerciais: A agressividade comercial da China, a redução da demanda global e a volatilidade nos preços de commodities são preocupações latentes.
  • Reformas no Brasil: A aprovação da Reforma Tributária e seus reflexos na competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo são fatores a serem monitorados.
  • Acordos internacionais: Embora o acordo entre o Mercosul e a União Europeia possa gerar resultados positivos, barreiras comerciais ainda podem limitar os benefícios.

Segundo a AEB, as projeções para o comércio exterior em 2025 apontam para uma aparente sustentabilidade, com aumento de preços e incremento nos volumes exportados. Produtos como soja, milho, petróleo, carne bovina e carne de frango lideram a lista de expectativas positivas, embora ajustes para preços inferiores aos atuais possam ocorrer, dependendo das condições do mercado.

As projeções para 2025 indicam um cenário de oscilações moderadas no comércio exterior brasileiro, reflexo de incertezas tanto no panorama econômico interno quanto no global. Embora as estimativas iniciais sugiram certa estabilidade, não se pode descartar a possibilidade de eventos inesperados, capazes de provocar alterações bruscas com impactos significativos na economia brasileira.

Neste momento, os efeitos potenciais de mudanças no cenário mundial ainda não são quantificáveis, mas reforçam a necessidade de o Brasil se preparar para os desafios e oportunidades que podem surgir nesse ambiente de volatilidade e transformação.

Leia mais em: https://opresenterural.com.br/projecoes-apontam-crescimento-e-incertezas-no-comercio-exterior-do-brasil-em-2025/

Greve: auditores fiscais já entregaram 362 cargos em comissões na Receita

Por: Correio Braziliense

Desde 26 de novembro, paralisação já mobilizou mais de 4.600 auditores fiscais em prol do reajuste salarial

 

Greve dos auditores da Receita Federal afeta julgamentos no Carf

Desde o início da greve nacional dos auditores fiscais da Receita Federal, em 26 de novembro, 362 cargos em comissão e funções na Receita Federal já foram entregues. Foi decidido durante Assembleia Nacional do Sindicato de Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) que esses postos não podem ser ocupados. De acordo com a entidade, a ação é uma resposta à recusa do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) em iniciar a negociação do reajuste do vencimento básico dos auditores.

Os auditores fiscais da Receita Federal estão em greve em todo o país por tempo indeterminado para reivindicar melhores condições de trabalho nas aduanas brasileiras e pelo reajuste salarial. Esta semana, as áreas da Tecnologia da Informação e do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) aderiram à paralisação.

Segundo dados da OMA (Organização Mundial das Aduanas) de 2023 analisados pelo Sindifisco, o Brasil conta com um agente público aduaneiro a cada 2,2 mil Km², enquanto a Alemanha tem um a cada 8 km², a França a cada 40 km² e a Argentina a cada 500 km².

O Sindifisco argumenta que o descumprimento do MGI do Termo de Compromisso nº 1 de 2024 foi um dos principais motivos para a greve. O documento que previa negociações relativas à reestruturação de carreiras e reajustes de remuneração ocorreriam até o mês de julho, porém, no caso dos auditores-fiscais da Receita Federal, isso nunca ocorreu. O vencimento básico da categoria acumula perdas inflacionárias desde 2016.

“É inaceitável que os auditores fiscais não tenham reajustado o seu vencimento básico, que acumula perdas inflacionárias desde 2016. Da mesma maneira, não aceitaremos tratamento não isonômico em relação a outras categorias”, disse o presidente do Sindifisco Nacional, Isac Falcão.

Apesar da greve, fica assegurado o quantitativo mínimo de 30% de auditores Fiscais trabalhando na Receita Federal. Nas aduanas, a paralisação vai assegurar também a análise e desembaraço de cargas prioritárias definidas em lei, como cargas vivas, perigosas, perecíveis, medicamentos e alimentos.

Leia mais em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2024/12/7004777-greve-auditores-fiscais-ja-entregaram-362-cargos-em-comissoes-na-receita.html

Presidente Lula irá ao Vietnã em 2025 para estreitar parceria estratégica e fortalecer comércio bilateral

Por: Equipe Comexdobrasil

O presidente Lula visitará o Vietnã em 2025, acompanhado por uma missão empresarial, para intensificar as relações com este importante parceiro da ASEAN. O comércio bilateral, que deve ultrapassar US$ 7 bilhões em 2023, posiciona o Vietnã como um mercado estratégico para o Brasil, ao lado da Índia. Lula destacou o potencial desses países emergentes para colaborar com a inovação e o crescimento econômico brasileiro.

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Com uma economia em rápido crescimento impulsionada por exportações e investimentos, o Vietnã tem interesse em parcerias com o Brasil em áreas como defesa, ciência e tecnologia, além da transição energética, especialmente em fontes renováveis como energia solar e hidrogênio verde. As trocas comerciais refletem essa complementaridade, com o Brasil exportando commodities como algodão e milho, enquanto o Vietnã oferece produtos industrializados de alto valor agregado, como equipamentos de telecomunicações.

A visita de Lula busca ampliar o comércio bilateral e diversificar as exportações brasileiras, atualmente focadas em commodities. A missão empresarial incluirá representantes da indústria brasileira, com o objetivo de estabelecer parcerias estratégicas e explorar novos mercados, fortalecendo as relações econômicas e comerciais entre os dois países.

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China inaugura megaporto no Peru: impactos regionais e para o Brasil

Por: BBC News Brasil

Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será maior porto comercial da América do Sul.

O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).

A infraestrutura deve contar com 15 embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.

Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.

Sua construção não ficou livre de polêmicas – e seus efeitos serão sentidos muito além do Peru.

Xi Jinping e Dina Boluarte.

O porto representa um passo importante na expansão da presença chinesa na América Latina.

Foi concebido como parte da Nova Rota da Seda, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada e tem entre os objetivos aumentar a presença e a influência chinesa no mundo.

Com o complexo portuário, a China aumenta sua capacidade de desembarque de mercadorias na América do Sul e de transporte dos produtos importados da região, principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.

Como o Peru, o Brasil é outro país com relações políticas e comerciais cada vez mais próximas com a China. O gigante asiático é o principal parceiro comercial do Brasil – e o governo brasileiro demonstrou interesse pelo megaporto de Chancay.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, visitou o Peru no mês de março. Segundo a nota oficial peruana, o objetivo da visita foi “conhecer os planos e estratégias do Peru para impulsionar as rotas de integração sul-americana”.

Leonino Dourado, do Centro de Estudos sobre a China e a Ásia da Universidade do Pacífico, em Lima, declarou à BBC News Mundo que “os dois governos e a empresa indicam que Chancay deve também se tornar um centro de transporte para as exportações brasileiras”.

Leia mais em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro