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Autorizações do governo atraem R$ 12 bi ao setor portuário

Mais de R$ 12 bilhões em investimentos privados foram autorizados pelo Governo Federal em 2016. O valor se refere às 57 autorizações para a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) e Estações de Transbordo de Cargas (ETCs) em todo o País. A informação é do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski.

“Há, sim, o investimento depois da nova lei. Foram autorizados esses (os 57 TUPs e ETCs) e tem mais de 62 processos de outorga na Antaq e no MTPAC (Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil)”, destacou o executivo.

Entre os TUPs e ETCs autorizados, 51 já tiveram o contrato assinado. Essas instalações estão, em maioria, localizadas nas regiões norte e nordeste do País.

Para ele, existe a possibilidade de que esses processos de autorização sejam mais céleres e, consequentemente, atraiam mais investimentos privados.

“A minha esperança é que na revisão no marco infralegal, coordenado pelo MTPAC, é que venha menos burocrático e a gente consiga soltar mais rápido”, afirmou ele.

Além disso, o diretor-geral da agência reguladora aponta a análise de 30 processos de renovação antecipada de contrato. Essa é uma das bandeiras de entidades que representam terminais portuários. Cerca de 20 pedidos de instalações que estão com prazos de arrendamento por vencer ainda aguardam um parecer do governo.

Nessas avaliações, de acordo com o Tokarski, já foram liberados mais R$ 12,2 bilhões em investimentos da iniciativa privada. Os aportes servem como contrapartida para que o governo prorrogue o prazo de arrendamento das instalações portuárias. “Há duas áreas que a Antaq atuou forte que foram reequilíbrios de contratos e novos TUPs”.

“O IDA se tornou uma ferramenta importante porque estimulou os portos olharem mais de perto para a questão ambiental. Nós temos 37 itens que são analisados e dentre os quais nove ou dez são índices de gestão também. Há um indicador”, destacou o executivo.

Fonte: Tribuna online

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Com importações fracas, superavit é o maior da história em 2016

Com as importações caindo quase cinco vezes mais que as exportações em relação a 2015, a balança comercial do ano passado foi positiva em US$ 47,7 bilhões, o maior superavit da história.

Como reflexo da crise em 2016, tanto as compras de outros países quanto as vendas externas foram as menores desde 2009, mostram dados divulgados nesta segunda (2) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O resultado positivo recorde foi possível porque, enquanto as exportações recuaram 3,5% em relação a 2015, as importações sofreram ainda mais e caíram 20,1% na mesma comparação.

Quando se olha a corrente de comércio (formada pelas exportações mais importações), o dado é o menor em sete anos e representa uma queda de 33% na comparação com 2011, quando o número foi o maior da história.

“Esse é um superavit negativo”, disse José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).

“O que gera atividade econômica para o setor é a corrente de comércio, e ela reflete um momento muito ruim para o comércio exterior.”

Ele lembrou que, no caso das exportações, o resultado de 2016 foi afetado principalmente pela queda de 6,2% ante 2015 nos preços dos produtos. Ao analisar as quantidades, houve aumento de 2,9% na mesma comparação.

“Dos principais produtos da pauta exportadora, só o açúcar em bruto teve alta no preço. Todos os outros produtos tiveram queda”, observou Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior do ministério.

Já no caso das importações, há queda tanto nos preços, que caíram 9% ante 2015, quanto na quantidade, que se reduziu em 12,2%.

As importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), por exemplo, que sinalizam o interesse das empresas em investir, somaram US$ 18,35 bilhões em 2016, queda de 21,5% ante 2015.

Já as compras de bens intermediários (insumos para elaboração de produtos) de outros países somaram US$ 84,94 bilhões, redução de 14,9% em relação a 2015.

DEZEMBRO

O ministério também informou nesta segunda que, tomando somente os dados do mês passado, as importações cresceram pela primeira vez na comparação com o mesmo mês do ano anterior desde setembro de 2014.

O aumento nas compras de outros países foi de 9,3%, mas não pode ser considerado um sintoma de recuperação da economia, disse Neto.

“Esse aumento se explica por uma base de comparação muito baixa em dezembro de 2015, quando houve uma redução muito forte nas importações de petróleo”, explicou.

Com esse resultado, no mês passado o superavit foi menor do que o registrado em novembro (queda de 7,2%) e do que o resultado positivo de dezembro de 2015 (um redução de quase 30%).

A expectativa do ministério é que neste ano as importações voltarão a crescer de forma consistente, assim como as exportações.

“No ano passado, a redução geral das importações foi de 20%, mas se concentrou no primeiro e no segundo trimestres”, afirmou Neto. No terceiro e no quarto trimestre do ano, a queda das importações ocorreu em ritmo menor —as reduções foram de 13,2% e 6,1%, respectivamente.

O ministério não divulga projeções, mas o Banco Central espera aumento de cerca de US$ 10 bilhões tanto nas exportações quanto nas importações para 2017.

Fonte: Folha de São Paulo/MAELI PRADO DE BRASÍLIA

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Fluxo de navios deve aumentar 1,4% em 2017 no Porto de Santos

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) projeta um aumento de 6,3% na movimentação de cargas do Porto de Santos, no litoral paulista, em 2017, em comparação com 2016. Se a previsão se concretizar, a movimentação ficará em torno de 120,596 milhões de toneladas. Seria um novo recorde anual, superando 2015, quando foram registradas 119,9 milhões de toneladas. Os números estão em um balanço divulgado pela empresa nesta terça-feira (3).

Segundo a CODESP, isso deve ocorrer, principalmente, por conta da previsão de uma nova marca histórica para a safra brasileira de grãos e um forte desempenho do açúcar. Outros fatores que podem contribuir para o novo recorde são a melhora da infraestrutura e a viabilização de investimentos pelos terminais portuários.

Para este ano, também é esperada a continuidade do trabalho de dragagem, objetivando a manutenção da profundidade do Canal do Porto e a adaptação dos berços de atracação.

Estima-se que, por conta disso, o fluxo de navios cresça 1,4%, e que a consignação média se eleva para o patamar de 25.397 toneladas por embarcação, uma alta de 2,2% em relação a 2016.

Fonte: Jornal Floripa

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Porto de Itajaí vai fechar o ano no vermelho pela quinta vez consecutiva

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) deve fechar o ano com déficit de cerca de R$ 1,7 milhão. A previsão leva em conta os resultados de janeiro a novembro deste ano, quando a arrecadação da SPI chegou a R$ 59,9 milhões, contra R$ 61,6 milhões em despesas.

Será o quinto ano seguido de prejuízos no órgão que controla o porto público, e responde pela manutenção da infraestrutura de navegação. Para se ter ideia, no ano passado o déficit na superintendência foi de R$ 5,4 milhões, menor apenas do que o de 2009, quando o porto ainda sofria as consequências da grande enchente do ano anterior e ficou meses sem receber navios.

As enchentes, aliás, estão entre as razões para o débito, de acordo com o relatório financeiro divulgado pela SPI, com dados de 2009 a 2016. Desde 2008 o Porto de Itajaí não consegue operar todos os 4 berços de atracação _ seja por avarias decorrentes das cheias, seja por necessidade de reformas. Além disso, houve atrasos em obras fundamentais para turbinar a movimentação, migração de linhas para outros terminais e a centralização das decisões em Brasília.

Para o atual superintendente, Antônio Ayres dos Santos Junior, a solução está na conclusão das obras de infraestrutura (berços, dragagem e bacia de evolução), desburocratização de processos e na extensão de contrato da APM Terminals, arrendatária do Porto de Itajaí. Todos, pleitos que passam pelo governo federal e que dependerão da capacidade de articulação do governo Volnei Morastoni (PMDB) a partir de janeiro.

Será o principal desafio do próximo prefeito.

Fonte: Clicrbs

Porto de Santos

Portos têm queda de 1,4% no movimento no 3º trimestre

O setor portuário brasileiro registrou uma queda de 1,4% em sua movimentação de cargas no terceiro trimestre do ano, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador desse mercado. No total, portos organizados (públicos) e terminais privados embarcaram ou desembarcaram 264 milhões de toneladas, 3,8 milhões de toneladas a menos do que no mesmo período do ano passado.

Os portos organizados registraram um decréscimo de 4,1% em sua tonelagem no último trimestre, na comparação com os mesmos meses de 2015. O volume chegou a 89,9 milhões de toneladas. Já os terminais privados contabilizaram 174,1 milhões de toneladas, ficando praticamente estagnados (a redução foi de 0,03%).

De acordo com técnicos da Superintendência de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Antaq, esse foi o segundo trimestre seguido em que os terminais privados apresentam decréscimo na movimentação – fato que não ocorria desde 2014. O segundo trimestre de 2016 teve uma redução de 2%.

Ainda de acordo com especialistas da agência, o desempenho do segmento foi afetado principalmente pelas quedas nas exportações de dois grupos de commodities agrícolas: sementes e frutos oleaginosos (-31,4%) e cereais (40,7%).

Na análise das mercadorias operadas no setor de julho a setembro, as maiores tonelagens foram as dos minérios (110,7 milhões de toneladas, acréscimo de 2,5%) e as dos contêineres (27,6 milhões de toneladas, aumento de 7,3%). Entre as principais baixas, estão a de sementes, grãos e frutos (11,8 milhões de toneladas, decréscimo de 32,2%) e a dos combustíveis (57,7 milhões de toneladas, queda de 0,4%).

Entre os portos organizados, Santos se manteve na liderança com a maior movimentação, 26,4 milhões de toneladas, apesar desse total indicar uma queda de 7,2%.

Fonte: Tribuna online

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Porto do Pecém apresenta recorde de movimentação no acumulado do ano

A movimentação acumulada através do Porto do Pecém foi a maior desde o início de suas atividades. Até novembro, o total exportado e importado foi de 9.887.849 toneladas, o que representa um aumento de 50% quando comparado ao mesmo período do ano passado. No que se refere a importações, o incremento foi de 42% (8.077.781 toneladas), enquanto as exportações cresceram 102% (1.810.069 toneladas).

Na navegação de longo curso (movimentação com portos de fora do país), os principais destaques na importação são o carvão mineral (3.789.030 t), gás natural (757.373 t), coque de petróleo (104.917 t), produtos siderúrgicos (221.623 t), adubos ou fertilizantes (41.731 t), produtos diversos das indústrias químicas (26.199 t), plásticos e suas obras (23.196 t). Nas exportações, foram movimentadas 427.016 toneladas de produtos siderúrgicos, desse total, 408.057 toneladas foram de placas de aço. Os outros destaques nas exportações ficaram por conta do gás natural (327.133 t), frutas (184.751 t) e plásticos e suas obras (54.447 t).

Já a cabotagem (movimentação entre portos brasileiros) apresentou um aumento de 263% em comparação aos 11 meses de 2015. “Podemos atrelar este crescimento, principalmente, ao desembarque de minério de ferro e produtos siderúrgicos”, disse o diretor-presidente da Cearáportos, Danilo Serpa. De acordo com ele, a expectativa é de que este ano o porto chegue às 11 milhões de toneladas movimentadas.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cearáportos/Luiza Dantas

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Maersk prevê recuperação, com um final de ano ‘levemente melhor’

Com boas perspectivas em relação às importações de produtos a serem comercializados no Natal, a armadora Maersk Line espera para este fim de ano um movimento levemente melhor do que nos anos anteriores. O otimismo é motivado pela “discreta” retomada na confiança de empresários e consumidores.

“Estamos finalmente vislumbrando um Natal levemente melhor, mas precisamos lembrar que as bases de comparação são bastante baixas, uma vez que passamos por cinco anos sucessivos de queda nos volumes”, destacou o diretor superintendente da armadora para o cluster da Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez.

Segundo o diretor de Trade e Marketing da Maersk Line na Costa Leste da América do Sul, João Momesso, a indústria vem tentando retomar os estoques que estavam baixos, diante da queda verificada nas importações nos últimos meses.

“Se você olhar por números absolutos, a gente estava em um patamar que caiu bastante, continuou caindo e agora parou de cair. Eu diria que é a análise mais realista. Se perguntar porque parou de cair, acho que é por conta da mistura de alguns fatores. Um é a expectativa, a confiança na economia que hoje, comparada com seis ou três meses atrás, é mais positiva. Outro fator que é realmente ligado com o que acontece nos mercados está principalmente no fim do primeiro trimestre, quando os importadores pararam de trazer as importações”, explicou João Momesso.

A companhia também registra uma melhora nos embarques. No terceiro trimestre, as exportações foram impulsionadas principalmente pela forte demanda asiática por produtos refrigerados, que tiveram uma alta de 28,4%. Em contrapartida, houve uma queda de 8% nas remessas para a Europa e de 7,4% para o Oriente Médio – mas um pequeno crescimento de 4,5% para a África.

“A história mais interessante que a gente tem para contar é a da carga refrigerada – carne, principalmente. Alguns mercados, nós estamos monitorando, como os Estados Unidos. Mas um dado concreto é a China. A gente viu volumes de exportação de carga refrigerada crescendo entre 10% e 15% crescendo neste ano em relação ao ano anterior”, destacou Momesso.

Para consolidar sua posição global no transporte de produtos refrigerados, a Maersk Line anunciou, em outubro, a compra de mais 14,8 mil contêineres refrigerados, após um investimento em outras 30 mil novas unidades em 2015 e 6 mil no início deste ano.

Próximo ano

A Maersk Line prevê um crescimento de apenas 1% no próximo ano. Em termos de comércio global, a companhia acredita que a demanda mundial por transporte de contêineres crescerá entre 1% e 2% em 2016.

“O Brasil está em transição pela segunda vez este ano, com as importações caindo menos e as exportações desacelerando, o que coloca o país em uma provável rota para reverter a tendência do segundo trimestre, quando as exportações ultrapassaram as importações e o Brasil tornou-se um exportador líquido em volume de contêineres. Tudo isso destaca como é crítica a necessidade de que o Brasil abra suas fronteiras, levante as restrições ao comércio, avance com as concessões, reduza a burocracia e estabeleça novos acordos bilaterais com países e blocos comerciais como o Reino Unido e a União Europeia”, diz o diretor superintendente, Antonio Dominguez.

Fonte:Tribuna online

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Maersk Line adquire a Hamburg Süd

A Maersk Line e o Grupo Oetker anunciam que chegaram a um acordo para a Maersk Line adquirir a Hamburg Süd, a empresa de navegação alemã. A aquisição está sujeita ao acordo final e aprovações regulatórias.

A Hamburg Süd é a sétima maior linha de transporte marítimo de contêineres do mundo e líder nos negócios Norte-Sul. A empresa opera 130 navios porta-contêineres com uma capacidade de 625 mil TEUs. Possui 5.960 funcionários em mais de 250 escritórios em todo o mundo e comercializa seus serviços através das marcas Hamburg Süd, CCNI (com sede no Chile) e Aliança (com sede no Brasil). Em 2015, a Hamburg Süd teve um volume de negócios de US$ 6,726 bilhões, dos quais US$ 6,261 bilhões decorrentes de suas atividades de linha de contêineres.

“Hoje é um novo marco na história da Maersk Line. Estou muito satisfeito que chegamos a um acordo com o Grupo Oetker para adquirir a Hamburg Süd. A Hamburg Süd é uma empresa muito bem gerida e altamente respeitada, com marcas fortes, funcionários dedicados e leais. A Hamburg Süd complementa a Maersk Line e juntos podemos oferecer aos nossos clientes o melhor dos dois mundos, em primeiro lugar nos negócios Norte – Sul “, afirma Søren Skou, CEO da Maersk Line e do Grupo Maersk.

“Estamos orgulhosos de nos juntarmos ao líder do mercado global Maersk Line.Mesmo ganhando acesso a uma rede superior e sistemas, vamos continuar a marca Hamburgo Süd e modelo de negócio oferecendo soluções personalizadas para nossos carregadores e consignatários. Ao juntar forças, tanto Maersk como Hamburg Süd vão fortalecer suas carteiras de produtos e suas posições de custo em benefício de seus clientes “, diz Ottmar Gast, presidente da Diretoria Executiva do Grupo Hamburg Süd.

“Renunciar ao nosso compromisso no transporte marítimo depois de 80 anos de propriedade da Hamburg Süd não foi uma decisão fácil para a minha família. Estamos muito confiantes, porém, ter escolhido o melhor de todos os parceiros possíveis. A Maersk irá preservar e crescer a Hamburg Süd. É o que a marca e toda a organização e uma força de trabalho altamente dedicada representam: serviços logísticos confiáveis e de alta qualidade para nossos clientes”, diz August Oetker, presidente do Conselho Consultivo do Grupo Oetker.

Em 22 de setembro de 2016, a Maersk Line anunciou que aumentaria sua participação de mercado de forma orgânica e por meio de aquisições.

“A aquisição da Hamburg Süd está de acordo com nossa estratégia de crescimento e aumentará os volumes tanto da Maersk Line quanto da APM Terminals”, diz Søren Skou.

A Hamburg Süd e a Aliança continuarão como marcas separadas e continuarão a servir os clientes através dos seus escritórios locais.

“A Hamburg Süd e a Aliança têm propostas de valor competitivo e atraente para o cliente, que queremos preservar e proteger, queremos manter o toque pessoal e o envolvimento que eles oferecem aos seus clientes”, diz Søren Skou.

Os clientes da Hamburg Süd e Maersk Line terão acesso aos serviços ponta-a-ponta dedicados prestados pela Hamburg Süd nas operações Norte-Sul, bem como à flexibilidade e ao alcance proporcionados na rede global da Maersk Line. Além disso, a rede combinada permitirá à Maersk Line desenvolver novos produtos com menores tempos de trânsito.

“Nossa rede combinada proporcionará oportunidades excitantes para desenvolver novos produtos e explorar sinergias operacionais. Os clientes da Hamburg Süd e Maersk Line se beneficiarão de mais opções e melhores produtos”, conclui Søren Skou.

A aquisição está sujeita a “due diligence”, acordo final e sujeito a aprovação regulamentar na China, Coreia do Sul, Austrália, Brasil, Estados Unidos e União Europeia. A Maersk Line espera que o processo de regulamentação dure até o final de 2017. Até então, a Hamburg Süd ea Maersk Line continuarão a funcionar como de costume.

Com a aquisição, a Maersk Line terá uma capacidade de cerca de 3,8 milhões de TEUs e uma participação de 18,6% na capacidade global. A frota combinada será composta por 741 navios porta-contêineres com uma idade média de 8,7 anos.

O acordo com a Hamburg Süd não tem impacto financeiro em 2016.

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Porto de Paranaguá apresenta inovações para 2017 no interior do estado

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realiza, nesta segunda-feira (28), uma apresentação das inovações na área portuária para a safra 2017 em Maringá. O evento é voltado para representantes do setor produtivo, agricultura, a indústria e o comércio. De acordo com o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a ideia é aproximar os portos e o setor produtivo do interior do estado.

Ontem, terça-feira (29), a apresentação será feita em Londrina. A administração já passou por Guarapuava (7 de novembro), Ponta Grossa (8 de novembro), Foz do Iguaçu (18 de novembro), Cascavel (21 de novembro) e Campo Mourão (22 de novembro).

Mudanças

Cerca de R$ 600 milhões foram aplicados para melhorar a infraestrutura e logística no Porto do Paraná. Outros investimentos, no valor de cerca de R$ 323 milhões, estão sendo licitados para 2017 e 2018, totalizando R$ 934,9 milhões.

Entre as mudanças recentes, a dragagem ampliou o canal de Paranaguá e estão em andamento as melhorias viárias de acesso ao Porto de Paranaguá. Foram adquiridos quatro novos shiploaders (equipamento que carrega com grãos os navios cargueiros), substituindo equipamentos que datavam da década de 70. Os novos equipamentos aumentaram a capacidade de carregamento de grãos no Corredor de Exportação em 33%. Também foram adquiridos dez novos guindastes, novas balanças para pesagem dos caminhões, novos tombadores e demais componentes para descarregar cargas, foram adquiridos scanners para inspeção de cargas, novas guaritas informatizadas e novo acesso ao Pátio de Triagem de Caminhões foram instalados.

A implantação do Appa Web (Porto Sem Papel), a nova iluminação (em LED) da avenida portuária, trouxeram maior agilidade e segurança para operações noturnas.

A App também concluiu o Centro de Proteção Ambiental das Baias de Paranaguá e Antonina (CPA) – primeira base do Brasil, localizada em porto público, que integra o atendimento à fauna petrolizada com o atendimento a emergências ambientais envolvendo derramamentos químicos e de óleo.

Somando-se a isso, já foram licitados R$183 milhões para modernização dos berços 201 e 202 e ampliação em 100 metros do cais do berço 201 – sentido Oeste. Esta é a primeira obra pública de ampliação do cais de atracação do Porto de Paranaguá dos últimos 30 anos e será realizada integralmente com recursos próprios da Appa.

Os projetos dos novos píeres já estão prontos, além da ampliação do pátio de triagem. Outro avanço é no planejamento: o Plano de Desenvolvimento do zoneamento portuário (PDZPO) permitirá o arrendamento de novas áreas.

Investimentos privados

Além dos investimentos públicos, outros R$5,1 bilhões em investimentos privados já estão em andamento nos Portos do Paraná. Os projetos – que incluem novos terminais e arrendamentos, renovações de contratos e rearrendamentos de áreas públicas.

O plano de investimentos previstos pela Appa para os portos do estado prevê um cenário até 2030. Para que se tenha uma ideia, neste período, a demanda de movimentação de cargas no Paraná deverá saltar das atuais 45 milhões de toneladas para 83 milhões de toneladas.

“O Porto hoje é o grande indutor de investimento do estado e, justamente por isso, estamos ampliando as discussões sobre a modernização de ferrovias e rodovias”, declarou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Entre os investimentos estão R$ 1,4 bilhão em novos Terminais de Uso Privado, R$ 1,2 bilhão em arrendamentos do Programa de Investimentos em Logística (PIL), R$ 960 milhões em renovações antecipadas de áreas, R$ 820 milhões em contratos de passagem e R$ 700 milhões em rearrendamentos de áreas públicas ocupadas.

Fonte: Paraná Portal/Mariana Ohde

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Maersk Line projeta leve recuperação em 2017

O fim de ano da Maersk Line caminha para ser o melhor na comparação anual desde 2010. O relatório do terceiro trimestre da companhia aponta que uma leve retomada da confiança de empresários e investidores contribuiu para que as importações declinassem menos, com expectativa de voltarem a crescer em 2017. A empresa também acredita que os exportadores têm a oportunidade de tirar vantagem de um Real mais fraco em novembro, após o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Na avaliação da Maersk, os exportadores de soja estão tirando proveito dessa janela cambial, após uma retração geral no crescimento das exportações. A empresa identifica necessidade de se abrir a economia brasileira e estabelecer mais acordos bilaterais, bem como acelerar os leilões de concessões para reduzir a dependência das exportações em relação ao câmbio.

Este foi o primeiro trimestre desde 2015 em que as importações registraram uma queda de um dígito ao invés de dois. De acordo com o relatório trimestral, as importações declinaram menos graças à melhoria na demanda por bens europeus e asiáticos, paralelamente aos mercados da África e do Oriente Médio. A empresa destaca que seis das 17 categorias de produtos trazidos para o Brasil têm mostrado crescimento sólido, entre eles algodão, químicos, plástico e borracha, além de produtos têxteis.

A Ásia foi um dos principais destaques, com crescimento de 14,6% nas exportações de carne de porco, embora a performance das carnes bovina e de frango tenha sido mais fraca, com declínios de 2,9% e 2,5% respectivamente devido à apreciação do Real. Houve forte demanda asiática por bens refrigerados, uma alta de 28,4%. “Estamos começando a ver uma mudança nas exportações de cargas secas, com uma forte demanda de dois dígitos contínua para produtos industrializados com alto valor agregado, como vestuário, automóveis, bens de consumo e maquinário, mas os pedidos de bens de baixo valor agregado, como soja, milho, resíduos da indústria alimentar e café estão perdendo força significativamente”, acrescenta o diretor de trade e marketing da Maersk Line na costa leste da América do Sul, João Momesso.

A Maersk prevê crescimento de 1% para o Brasil em 2017. Em termos de comércio global, a companhia acredita que a demanda mundial por transporte de contêineres crescerá entre 1% e 2% em 2016. No terceiro trimestre, o comércio global de contêineres cresceu 2% na comparação com o mesmo período de 2015. Um viés mais positivo, na visão da Maersk, são as importações de contêineres pela Europa e América do Norte em ritmo de crescimento. Já a capacidade da frota global de contêineres caiu no terceiro trimestre.

A Maersk anunciou em outubro a compra de mais 14,8 mil contêineres refrigerados, após um investimento em outras 30 mil novas unidades em 2015 e seis mil no início deste ano. “Estamos finalmente vislumbrando um Natal levemente melhor, mas precisamos lembrar que as bases de comparação são bastante baixas uma vez que passamos por cinco anos sucessivos de queda nos volumes”, ressalta o diretor superintendente da Maersk Line para costa leste da América do Sul, Antonio Dominguez.

Por:Danilo Oliveira