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Arábia Saudita suspende importação de carne de frango de 33 frigoríficos do Brasil

A Arábia Saudita, maior importadora de carne de frango do Brasil, desabilitou 33 frigoríficos da lista dos exportadores brasileiros para o país.

Dos 58 frigoríficos habilitados pelo Ministério da Agricultura para exportar para o país, restaram apenas 25 na lista dos árabes.

Em 33 deles, a Arábia Saudita exige alguns acertos para que voltem a exportar. Segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira da Indústria de Proteína), Francisco Turra, das 58 unidades liberadas apenas 30 efetivamente estavam exportando para o país árabe. O impacto maior, portanto, será sobre cinco unidades, segundo Turra.
Entre as unidades descredenciadas pelos árabes estão frigoríficos da BRF e da JBS, empresas bastante atuantes no setor. ?

A ABPA não informou as possíveis perdas de volume exportado nessa restrição árabe, mas circularam dentro do Ministério da Agricultura avaliações de queda de até 30%.

A Arábia Saudita importou 486,4 mil toneladas de carne de frango do Brasil no ano passado, 12% do volume exportado pelo país. A China veio em segundo lugar, com a compra de 438 mil toneladas e participação de 11% nas exportações brasileiras.

Esse enxugamento no número de frigoríficos liberados pela Arábia Saudita ocorre devido a um conjunto de fatores, segundo informações do setor.

Um dos motivos dessa ação dos árabes viria de constatação de irregularidades em alguns frigoríficos, encontradas por técnicos de uma missão árabe que esteve no Brasil no ano passado.

O setor de produção de carne vê, ainda, uma busca de redução da dependência árabe da proteína brasileira. Apesar de todos os empecilhos no país, a Arábia Saudita quer incentivar a produção interna de frango.

Não está descartada uma pressão econômica dos árabes sobre a manifestação política de Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel.

O início de 2019 repete o de 2018, quando o setor foi surpreendido pelas barreiras da União Europeia. O Brasil, até então líder em exportações de carne de frango para os europeus, perdeu o posto para a Tailândia.

Neste ano, se as barreiras continuarem, a Arábia Saudita deverá deixar a lista de maior importadora dessa proteína do Brasil. A China poderá assumir o posto.

Uma das grandes preocupações do setor de avicultura é com as recentes posições diplomáticas do governo de Jair Bolsonaro. O receio é que se alastre uma reação contrária ao governo brasileiro pelos países árabes.

Fonte: Folha SP

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), empresa privada que tem concessão para operar mercadorias transportadas em contêineres pelo Porto de Paranaguá, anunciou nesta quinta-feira (4) o investimento de R$ 141 milhões em obras de infraestrutura e na aquisição de novos equipamentos

Porto de Paranaguá digitaliza 100% de seus procedimentos

Todos os processos que tramitam no Porto de Paranaguá serão digitais ainda neste mês, a partir do dia 17. Com a determinação, até mesmo os ofícios e comunicações externas se tornam virtuais. A medida é um complemento ao processo de desburocratização pelo qual a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) vem passando, que já abrange todos os procedimentos em relação a operadores portuários, agências marítimas, acesso de caminhões e cargas.

“Pilhas de documentos, dezenas de ordens de serviço e portarias, processos manuais e burocráticos fazem parte do passado do porto. Agora, os procedimentos nos Portos do Paraná são todos digitais, unificados e simplificados”, afirma o diretor-presidente da Appa, Lourenço Fregonese. A Appa é o primeiro órgão do Paraná a digitalizar 100% dos seus procedimentos.

Fregonese explica que com as mudanças o porto se torna mais ágil, simples e seguro. Um exemplo é como os processos de operação portuária já vinham acontecendo. Desde a comunicação da agência marítima à autoridade portuária até o controle das cargas que entram e saem do porto, tudo é feito digitalmente pelo sistema chamado Appa Web, sem a necessidade de qualquer documento impresso.
Os controles de acesso ao cais, as balanças e as informações dos caminhões que transitam na faixa primária do porto também são integradas e fornecidas em tempo real para a Receita Federal. Com o simples toque da digital a Appa tem todas as informações do caminhoneiro que acessa o cais: nome do motorista, origem da carga, seu peso e destino.

O controle de tráfego marítimo também está disponível em sistemas online que podem ser acessados no site da Appa com informações em tempo real das atracações, da programação de navios e do fluxo das cargas.

Com a nova ordem de serviço, que determina que inclusive as comunicações externas e os ofícios devem tramitar exclusivamente por meio virtual, o porto se torna completamente digital.

Sem burocracia

As normas e regulamentos operacionais também foram simplificados. Antes, 89 documentos ditavam os procedimentos de atracação, navegação e uso da estrutura do porto. Desde de 2011, eles foram reunidos em 31. No departamento de meio ambiente, 22 documentos se transformaram em apenas um. Na área administrativa, 37 atos foram unificados em um regulamento.

Fonte: Tribuna do Interior

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Porto de Santos pode ser ‘regionalizado’ ainda este ano, diz secretário nacional de Portos

O Governo Federal pode regionalizar a administração do Porto de Santos, o mais importante do país, por movimentar mais de 25% da balança comercial, ainda este ano. A informação é do secretário nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Luiz Otávio Campos, que participa da 16ª edição do Santos Export Brasil 2018 – Fórum Internacional para a Expansão dos Portos Brasileiros.

Campos defendeu, durante a primeira etapa do evento, na noite de segunda-feira (10), em Santos, no litoral paulista, a “abertura de capital” para as companhias docas e a “descentralização” da administração portuária pelo país. Para ele, as duas mudanças, possibilitadas a partir da atual legislação, são “essenciais” para destravar e oferecer “celeridade” ao setor.

“A delegação, a regionalização, a estadualização depende do Governo do Estado, que tem que nos provocar para isso, nos pedir isso. Isso não foi pedido ainda, mas podemos trabalhar rapidamente”, disse ao G1. Segundo ele, em até três meses, a partir da solicitação, é possível entregá-lo a São Paulo.
“Nós estadualizamos em 90 dias o Porto do Amazonas. Até o fim do ano, eu estadualizo a parte técnica e burocrática de Santos, caso exista interesse”, garantiu o Luiz Otávio Campos. Segundo ele, essa é alternativa mais rápida para atender à demanda do setor privado, que também solicita eficiência da União.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal de economia mista administrada pela União, existe desde a década de 1980. Com as modificações da legislação ao longo dos anos, decisões sobre obras, como a dragagem (obra para ampliar a profundiade do canal de navegação) ficaram sob responsabilidade de Brasília.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, disse que a direção do órgão regulador não esperava a sugestão de regionalizar o cais santista proposta pelo Governo Federal. “Foi uma surpresa, mas não vemos isso com maus olhos. Isso tem que ser estudado”, afirmou.

Povia disse gostar do modelo de administração das companhias docas executado pelo Governo Federal, mas considera os entraves. “Mantendo o modelo atual [gestão da União] com uma abertura societária pode ser interessante. Mas não há um modelo bom ou ruim. Temos que diminuir a burocracia e simplificar processos.

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), também considerou positiva a possibilidade de descentralizar a gestão do complexo portuário santista e entregá-la ao Governo do Estado. “Quem sabe podemos cravar essa transferência de gestão, faria bem tanto para o Estado de São Paulo quanto para o Brasil”, afirmou.

União garante obra

O secretário nacional de Portos afirmou ao G1, ainda, que até dezembro deste ano o Governo Federal fará cumprir o acordo para destinar repasse às obras de remodelação viária da entrada de Santos e do acesso à Margem Direita do cais. O empreendimento é dividido com o estado e município.

O governo estadual, por meio de um Termo Aditivo Modificativo (TAM) com a concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), iniciou as obras ao custo de R$ 270 milhões. A Prefeitura de Santos, após um financiamento pela Caixa Econômica Federal, também começou as intervenções de R$ 290 milhões.

A União tinha se comprometido a aplicar, aproximadamente, mais R$ 300 milhões, principalmente na parte que diz respeito ao acesso ao cais. “Existe recurso. É uma questão apenas de gestão e remanejamento. Talvez, repassemos R$ 100 milhões agora e, no andamento da obra, o restante”, garantiu o secretário.

“Os R$ 300 milhões não serão usados em um dia, então é possível dividir isso sem trazer insegurança à obra. Nós temos disponibilidade e, na verdede, sempre houve, agora só temos que ver para quem vamos repassar, se é para o estado, município ou até mesmo para a Companhia Docas”, afirmou Luiz Otávio Campos.

O Fórum Internacional para a Expansão dos Portos Brasileiros, uma iniciativa do Grupo Tribuna com realização da Una Marketing de Eventos, tem a segunda etapa nesta terça-feira (11). O evento acontece ao longo do dia no Mendes Convention Center, na Avenida Francisco Glicério, 206, no bairro Gonzaga.

Fonte: G1

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Receita publica norma relacionada à prestação de serviço de perícia de mercadoria importada

A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22) a Instrução Normativa RFB nº 1800, de 2018, que substitui a Instrução Normativa RFB nº 1020, de 2010 (IN de Peritos), especialmente nos dispositivos relacionados ao credenciamento de peritos, à quantificação de mercadorias, à emissão de laudos periciais e à remuneração dos serviços de perícia aduaneira.

As mudanças propostas buscam a racionalização e o aperfeiçoamento do processo de seleção de profissionais, de remuneração pelos serviços prestados e de requisição de perícia, simplificando o atendimento aos importadores e exportadores no comércio exterior

A nova norma permite flexibilidade para que a seleção de peritos e entidades, especialmente no caso de convênios, tenha maior abrangência territorial, reduzindo os custos com seleção de profissionais e disponibilizando um rol mais amplo de opções e especialidades às unidades locais. No mesmo sentido, a norma incentiva a utilização de meios eletrônicos para requisição e para disponibilização dos laudos, abrindo espaço para a incorporação desse processo ao Portal Único de Comércio Exterior e estabelecendo desde já um banco nacional de laudos.

Prazos mais compatíveis com as necessidades da logística de comércio internacional são fixados para a entrega dos resultados dos laudos, assim como rotinas operacionais um pouco mais detalhadas são estabelecidas para tornar mais simples e claro o processo de cálculo da remuneração.

Por fim, abre a possibilidade da utilização de laudos de quantificação emitidos por empresa de inspetoria independente e a quantificação executada por meio de modalidades automatizadas (pesagem, medição direta e mensuração). Assim, havendo estrutura física adequada nos recintos aduaneiros, como balanças e medidores de fluxo, a quantificação de mercadorias a granel ficará mais ágil, demandando menos tempos e custos aos importadores e exportadores.

Com informações da Receita Federal

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Greves de servidores da Receita ampliam tempo para liberar cargas

As greves de servidores da Receita Federal já ampliaram de dois para até 15 dias o tempo necessário para a liberação de cargas no Porto de Santos. Nesta quarta-feira (21), o dia de mobilização dos analistas tributários causou mais atrasos em operações e prejuízos a usuários do cais santista. A categoria restringiu o atendimento em todo o País por conta da demora para o cumprimento de um acordo salarial firmado com o Governo Federal.

Já os auditores fiscais estão em greve desde 1º de novembro do ano passado. E, segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), Nívio Peres dos Santos, este é o principal motivo da demora na liberação de mercadorias que caem no canal vermelho e necessitam de conferência física e documental.

“Com relação aos analistas tributários, não sentimos reflexos, mas a questão é preocupante. Se o movimento se estender, pode causar ainda mais atrasos nas liberações”, destacou.
Os analistas tributários são responsáveis pelo controle da entrada e da saída de produtos, veículos e pessoas do País e, também, pela cobrança dos tributos dessas operações. Por conta da mobilização, o atendimento desta quarta-feira (21) foi restrito à liberação de cargas vivas, perecíveis ou medicamentos para pessoas físicas.

Os casos de desembarque ou embarque de tripulantes foram prejudicados, assim como a autorização de consumo de bordo. Para o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, todas as cargas em trânsito por Santos, que passaram por um porto nacional, tem como destino o exterior e necessitam da averbação da conclusão de trânsito, não foram atendidas.

“Perdem-se conexões com outros navios, incorrendo em custos adicionais de armazenagem e mudanças na logística dos terminais com a remoção de quadra dos contêineres para atender um novo embarque. Processos de parametrização de DTAs (Declaração de Trânsito Aduaneiro) e análise de processos encontram-se paralisados, também”, explicou o executivo do Sindamar.

Segundo Roque, a paralisação desta quarta-feira (21) também interferiu na transferência de peças sobressalentes para embarcações, já que não há plantão para esses casos. Ele explica, ainda, que a falta deste procedimento pode reduzir a segurança da navegação.

“As peças de reposição para reparos dos navios também não são liberadas pelos analistas tributários, o que pode comprometer as condições de navegabilidade das embarcações e com riscos à segurança da tripulação”, destacou.

Fonte: A Tribuna

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Porto de Santos registra recorde bimestral

A movimentação de cargas através do complexo portuário santista no primeiro bimestre de 2018 atingiu 18.672.567t, superando em 9,6% o verificado em igual período do ano passado e estabelecendo novo recorde para o acumulado. O mês de fevereiro manteve praticamente o mesmo desempenho apresentado no ano anterior, representando a segunda maior marca dentre os meses de fevereiro, ligeiramente ultrapassada em 0,004% pelo apurado em 2017.

Na movimentação mensal, o destaque fica com as exportações, que cresceram 0,8%, totalizando 6.908.215t, garantindo o desempenho do total em fevereiro, em razão da queda de 2,0% nas descargas.

De acordo com a análise da Gerência de Tarifas e Estatísticas, mesmo com a expansão nas movimentações de cargas conteinerizadas em 200.716t (3.370.531t, +6,3%) e de milho a granel em 100.922 t (165.840 t, +155,5%), o desempenho, aquém das expectativas, pode ser explicado principalmente pelos recuos de 244.954 t nos embarques de adubos a granel (totalizando 183.621 t, -57,2%), de 188.253 t de açúcar a granel (1.000.657 t, -15,8%) e de 107.776 t de soja em grãos a granel (2.376.544 t, -4,3%). A movimentação de contêineres em TEU registrou alta de 12,0% em fevereiro de 2018, ao totalizar 311.728 TEU ante 278.277 TEU em fevereiro de 2017.
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O crescimento de 9,6% no total acumulado (18.672.567t) do primeiro bimestre teve forte participação das cargas embarcadas, que registraram incremento de 11,9%, impulsionadas principalmente pelas operações de milho (1.341.413t, +188,1%), celulose (626.796, +37,1%) e sucos cítricos (408.351t, +47,1%). As operações com carga conteinerizada (6.971.559t, +10,5%), também influíram positivamente no desempenho recorde do bimestre, bem como as descargas de enxofre (449.042t, +19,6%) e de gasóleo (óleo diesel) (358.231t, +10,8%), com significativos índices de crescimento.

O fluxo de navios no Porto de Santos registrou o total de 792 embarcações atracadas no período, apontando crescimento de 5,7% sobre o acumulado em fevereiro do ano passado.

Balança Comercial

A participação do Porto de Santos na corrente de comércio dos portos brasileiros atingiu 27,0% no bimestre, movimentando o total de US$ 16,4 bilhões, acusando aumento de 15,5% do valor comercial das cargas.

As exportações chegaram a US$ 8,7 bilhões, 25,5% do total nacional, com aumento de 11,5% sobre o verificado em igual período de 2017. As importações foram responsáveis por US$ 7,7 bilhões, incremento de 20,3% e participação de 29,0% sobre o total do país.

China, Estados Unidos e Argentina, respectivamente, foram os principais destinos das cargas embarcadas pelo Porto de Santos. Café, carnes e tratores sobre lagartas foram as principais cargas exportadas quanto ao valor comercial.

As importações por Santos chegaram principalmente da China, Estados Unidos e Alemanha, respectivamente. As principais cargas descarregadas foram gasóleo (óleo diesel), caixas de marchas e enxofre.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Auditores fiscais se reúnem para debater greve em novembro

Paralisação visa fazer pressão para regulamentar o acordo salarial firmado pelo Governo Federal.
Os auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos se reunirão nesta terça-feira (10) para decidir se entrarão em greve a partir do dia 1º de novembro. A paralisação é uma forma de pressionar o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a regulamentar o acordo salarial firmado pelo Governo Federal.

Na semana passada, os auditores se reuniram em protesto na porta da Alfândega do Porto de Santos. Na ocasião, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Claudio Damasceno, já havia um forte indicativo de greve, a ser discutida na nova reunião.

Se aprovada a paralisação, nos portos e aeroportos, funcionará a Operação Padrão, que prevê somente a liberação de cargas consideradas essenciais como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios.

Segundo o Sindifisco, no Porto de Santos, a cada dia de paralisação, mil contêineres deixam de ser liberados na data em que seu despacho é apresentado. Cargas que normalmente são desembaraçadas em 24 horas poderão ter de esperar até cinco dias pela autorização.

Já nas delegacias da Receita Federal, responsáveis pela arrecadação de tributos, passará a vigorar a operação Meta Vermelha, nas quais os auditores fiscais deverão executar apenas 50% de sua carga de trabalho.

Com a justificativa de conter a crise econômica, as medidas do Governo, criticadas pela categoria, incluem a quebra do acordo salarial firmado em lei (a recomposição prevista para 2018 e 2019 só será paga em 2019 e 2020), aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, salário inicial de R$ 5 mil para funcionários públicos com curso superior e congelamento das verbas indenizatórias.

Segundo os auditores, além das medidas que afetam todos os funcionários públicos, haveria ainda um agravante para os auditores relacionado à regulamentação de um bônus de eficiência, estabelecido pela Lei nº 13.464/17.

A TRIBUNA

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Governo lança consulta sobre Novo Processo de Importação no âmbito do Portal Único

O governo federal realiza, a partir de hoje (21) e pelo prazo de 30 dias, consulta pública sobre o Novo Processo de Importação, no âmbito do Programa Portal Único de Comércio Exterior. A reformulação, que deve ser implementada até o fim de 2018, beneficiará mais de quarenta mil importadores.

A proposta, construída em estreita parceria com o setor privado, objetiva estabelecer procedimentos que darão maior eficiência e celeridade ao processo de importação, além de viabilizarem o controle mais eficaz e efetivo das operações.

As sugestões apresentadas por meio da consulta serão tecnicamente analisadas pela equipe técnica do Programa Portal Único de Comércio Exterior e, caso pertinentes, consideradas durante a próxima etapa do Projeto.

As propostas devem ser encaminhadas no formato “.doc” ou “.docx” para consulta@siscomex.gov.br. Clique aqui para mais informações.

O Novo Processo

Uma das novidades previstas no Novo Processo de Importação é a criação da Declaração Única de Importação (Duimp), que substituirá as atuais Declaração de Importação (DI) e Declaração simplificada de Importação (DSI).

Diferentemente do que ocorre hoje, a Duimp poderá ser registrada antes mesmo da chegada da mercadoria ao país e, em regra, de forma paralela à obtenção das licenças de importação. Conforme as informações sejam prestadas antecipadamente, procedimentos como o de gerenciamento de riscos poderão ser adiantados, garantindo maior celeridade ao fluxo da carga.

Para evitar redundância ou inconsistência na prestação de informações, a Duimp será integrada com outros sistemas públicos e também estará preparada para integração com sistemas privados. Desta forma, não será mais necessário que o importador acesse diversos sistemas.

O Novo Processo também apresenta benefícios para os importadores que realizam operações sujeitas a licenciamento. Será possível, por exemplo, o emprego de uma única licença para mais de uma operação de importação, ao contrário do que ocorre atualmente.

De maneira geral, os principais benefícios para os importadores são:
· Centralização num único local da solicitação e obtenção de licença de importação, sem a necessidade de o operador acessar outros sistemas ou preencher formulários em papel;
· Validação automática entre a operação autorizada (no módulo de licenciamento de importação) e os dados declarados na Duimp;
· Redução de tempo e burocracia nas importações com anuência;
· Flexibilização da concessão de licenças de importação em relação ao número de operações abrangidas;
· Diminuição do tempo de permanência das mercadorias em Zona Primária, com a consequente redução de custos das importações;
· Harmonização de procedimentos adotados pelos diversos órgãos da Administração Pública responsáveis pelo controle das importações.

Portal Único de Comércio Exterior

O Programa Portal Único de Comércio Exterior, principal iniciativa do governo federal para a desburocratização e simplificação do comércio exterior brasileiro, vem sendo construído de forma gradual e progressiva. O Novo Processo de Exportação já está disponível e sendo utilizado pelos
operadores privados. Conforme suas diferentes etapas são entregues, mais exportadores podem usufruir dos benefícios do novo processo, cuja implantação completa está prevista para o final deste ano.

(*) Com informações da Receita Federal

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Movimento do Porto cresce 8,7% comparado com 2016

O Porto de Santos movimentou 85,4 milhões de toneladas de mercadorias entre janeiro e agosto. O volume é 8,7% maior do que o do mesmo período de 2016, quando 78,6 milhões de toneladas entraram ou saíram do País pelo cais santista.

Apenas no mês passado, o volume operado alcançou a marca de 12,3 milhões de toneladas, um crescimento de 15,8% em relação ao oitavo mês do ano anterior.

A informação é da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos. Entre janeiro e agosto, foram escoadas 62,1 milhões de toneladas, 6,8% a mais do que no mesmo período de 2016. Os desembarques totalizaram 23,3 milhões de toneladas, um incremento de 14,1%.

No movimento mensal, as exportações somaram 9 milhões de toneladas, um aumento de 17,4% em relação a agosto do ano passado. Já as importações atingiram 3,2 milhões de toneladas, alta de 11,4%.

Entre as cargas, houve uma queda de 9,8% nos embarques de açúcar, que somaram 2,1 milhões de toneladas. As exportações de café também registraram redução, desta vez de 18,5%, e alcançaram a marca de 88.596 toneladas.

Na contramão, o complexo soja, que inclui a mercadoria em grãos e farelos, registrou alta de 43,3%, somando 898.888 toneladas. Já o milho registrou um crescimento ainda maior, de 67,7%. Os embarques do produto somaram 2,9 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres registrou queda de 2,6%, na análise por unidades. Em agosto, 217.676 caixas metálicas entraram ou saíram do País pelo Porto de Santos. O volume operado em agosto do ano passado foi de 223.574 cofres.

Apesar da queda na movimentação mensal, as operações com contêineres registraram aumento de 3,5% no acumulado do ano. Nos oito primeiros meses do ano, 1,6 milhão de unidades foram movimentadas no cais santista. Na análise por TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés), o crescimento é maior, de 5,5%, atingindo 2,4 milhões de TEU.

Em agosto, 425 navios atracaram no Porto de Santos, uma alta de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2016. Já no acumulado anual, houve uma ligeira queda de 0,3%, que somou 3.218 atracações de cargueiros no cais santista.

Balança comercial

Na balança comercial, Santos segue na liderança, consolidando o total de US$ 68,1 bilhões nas operações com o mercado externo, com aumento de 9,8% em relação ao acumulado em igual período de 2016, e uma participação de 27,9% sobre o total brasileiro.

O aumento foi maior nas exportações, que subiram para US$ 39,6 bilhões, com incremento de 11,1%. As importações cresceram 7,9%, atingindo o total de US$ 28,5 bilhões.

O principal parceiro comercial do Porto foi a China, com US$ 4,42 bilhões em mercadorias importadas e US$ 5,94 bilhões em exportações.

As cargas operadas quanto ao valor no comércio exterior foram o óleo diesel, com US$ 662 milhões, nas importações, principalmente para os Estados Unidos. Nas exportações, as vendas de soja somaram US$ 5,24 bilhões, predominantemente para a China.

Fonte: A Tribuna

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THC 2: decisões divergentes

Usuários dizem que taxa é indevida e terminais alegam que cobrança é legítima porque serviço é distinto

• Os usuários de portos tentam na Justiça abolir a cobrança do THC 2, taxa cobrada por terminais portuários pelo serviço no cais para recebimento e destinação de cargas importadas. Eles a consideram uma cobrança abusiva, enquanto os terminais alegam que a cobrança é legítima porque esse serviço é distinto de operações de carga e descarga. O tema é polêmico e tem decisões divergentes em tribunais regionais e instâncias superiores. Atualmente, tramita um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF).